terça-feira, 29 de abril de 2014

o dia fica lindo!

quando acende-se as belezas de dentro...
quando o céu sorri enquanto brinca com as nuvens e o sol...



segunda-feira, 28 de abril de 2014

28/04/2014

há um amor que me aquece e me cobra...
que me tornou melhor e que me ensina a caminhar
há um motivo maior que os meus...

por uma prece atendida
por um querer sem medidas
por um abraço da vida
em amor, em paz, em alegria


tem um sol no meu peito


quinta-feira, 24 de abril de 2014

respirando

respirar as pequenas e importantes alegrias do dia
é essa vida que quero nos meus pulmões...
quero o ar desse coração palpitante

quarta-feira, 23 de abril de 2014

às vezes o coração da gente pede calma
c'alma pra viver um pouco mais
há que se respeitar, o que pode ser um alerta
de quem entende muito melhor a vida

os pés que querem ir, onde mora o pensamento
as mãos que querem afagar o que a gente abraça no peito
e o coração de mais alguém que só quer sossego
não precisa saber de tudo que se perde ali dentro

às vezes atender um pedido, não é concordar
às vezes se pede tempo, mas quem é dono do tempo pra dar?
me ensinam prender o passo, guardar pensamentos
me provam nos meus próprios sentimentos

(...)

me cega a face
me ata a boca
me fecha mãos
me corre
presa
fácil
me atira
chão

(...)

na trilha
venha!
onde estava você
dentro de um abraço
a canção que faltava


quando o mar bate no peito

engolindo choro

alguns dizem que tristeza e dor fortalece...
sei do quanto é que se perde
cada soluço...leva um pedaço
"mas precisas ser forte"
"você é forte!"
à força se arranca mais pedaços
e tudo acaba...
sei de gente que vive aos pedaços
sei de gente que só vive,
porque a memória é o pedaço
mais largo e comprido
que não se dá por vencido,
que não se perde no caminho
e se faltasse a da razão
haveria a dos sentidos




dos sonhos que tive

"não ligue se acaso eu chorar"

a noite passou por mim, serenando a vida...
mostrando que não sei sonhar, nem dormir...
disse-me que a realidade nem existe
para quem não sabe acordar

não ligue. eu vou chorar.
gravidade e a perda dos sentidos...

inúmeras vezes, estende-se as mãos e o olhos...
poucas vezes "colhe-se" abrigo
raramente um olhar cheio...


os olhos caem e se veem perdidos (quando há chão)
quando a gravidade é o exagero da vida
a abundancia do sentir, que dá vida, como folha em árvore...


quando se tem olhos e não se pode ver...
quando se tem mãos e a pele intacta de você
quando a boca fala longe do ouvido


os pensamentos voam, mas não levam o calor
do beijo, do abraço...
quando não há despedida, mas se vão pra nunca mais


e a dor no coração, corta feito lamina afiada...
em câmera lenta... perde-se a vida
a gravidade é a perda dos sentidos


terça-feira, 22 de abril de 2014

só entendo algumas coisas quando sinto

como hoje, esse frio...

no inverno é assim: dedos e lábios roxos. Acho que meu coração não bate(pulsa) no frio ele treme...

como hoje, nesse frio...

claro que podem pensar no meu exagero...

que posso fazer, é bom pensar...

o meu pensamento ficou congelado: no mesmo lugar, na mesma Palavra.

a Palavra muda

a Palavra Muda!

mas parecia que tinha um sol...

eu acho que senti seu calor...

mas veio um vento traiçoeiro, sem aviso...

me fez fechar a porta e a janela...

vou esperar o sol invadir-me por alguma fresta...




22-04-2014


(...)Eu sem você não vivo

Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você

(...)Eu sem você não vivo

Longe da felicidade e todas as suas luzes

(...)Eu sem você não vivo

Te desejo como ao ar/Mais que tudo/
És manhã na natureza das flores
(...)Eu sem você não vivo

Não te esquecerei um dia/Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
(...)Eu sem você não vivo

às vezes a gente nem se dá conta do tamanho da vida...


recebo muitos "nãos"... mas cotidianamente tento oferecer um Sim maior...
um sim que chega (e vai )até sem ser pronunciado...
sinto um pouco da tristeza do Não...
mas dali a pouco vem esse Sim no peito e o enche de esperança e afeto...
o sol reforça esse sim
e num cantinho do peito faz reserva de amor para me alimentar nas secas...
mas eu não o guardo pra mim... o amor é o alimento que quanto mais oferecemos mais ele nos dá.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

onde não cabe mais palavras e as reticências são infinitas...
lá eu deito uma saudade... e o sonho me faz pertencer...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

*


*

Esse cheiro que vem lá do jardim
não me põe na cena (nem flor, nem espinho)
é só uma saudade que ensina
onde não estou e onde não estarás

*recolhendo as folhas



E ainda é preciso dizer “te amo”... E é preciso mostrar um peito...(despido do medo)...E ainda preciso cantar que estou aqui. Que és em mim. E que o amor não é satisfeito, seja como for...É estranho esse jeito menino-grão de amor que vive a brotar, nos segundos e nos detalhes de tanto querer. As folhas secam e caem. E ele, a renovar-se, desesperadamente, para não se perder de viver... Enfrentando tempestades.




(rose rocha-recolhendo as folhas)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

essa coisa de aceitar
um olhar de reprovação
ou a falta de qualquer que fosse o olhar
esse jeito "coisa" de ser, não é!
e viver se amontoando num canto qualquer
não esconde você do retrato (...)
esse jeito atropelado do tempo da gente
de "correr para chegar a lugar nenhum",
já não disfarça o querer...
e não é assim uma "coisa que dá e passa"
o querer é... e no sentido todo ele é!
e no pensamento e no peito, és!
(quando já não importa se depois de um tempo,
você  for comparado ao tapete da sala,
ao vaso de flor, as cortinas, ao quadro na parede...,
ou ao que não está na casa)
essa coisa de ser objeto de decoração
não é e nunca será de.coração.

antes que seja tarde

quando eu desligo o telefone(que me desperta)
só penso em voltar a dormir meu sonho
acordá-lo às vezes não funciona nessa realidade
quando ela não tem braços...não os recebe bem.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

acabou o choro
uma constatação.
assim, seca mesmo.
talvez fosse mesmo o momento certo.
engolir o choro. engolir-se.
não há sensações a traduzir.
acabou.
naquela hora, não havia entendimento...
e não faltou sentimento, entrega e reflexão.
a palavra não se fez liquida. não se foi também como incenso a subir e a se dissipar no ar...
mas houve um congestionamento interior...
sem desenhar as emoções...
não havia necessidade ou compromisso algum nisso.
acabou o choro.
e
como fruta madura, da vez, de cair...sem ser apanhada...
que vai passar do ponto... o vento soprou a folha. a folha cobriu a fruta.
e
não valeu a semente, nem a flor...


terça-feira, 8 de abril de 2014


quando não entendo essas coisas de "merecimentos"
escolho abrir os olhos para ver as belezas...
se meus ouvidos me deixassem escutar todos os sons e ruídos que ele ouve
talvez houvesse mais motivos para aborrecimentos...
mas sou grata pelo que posso ouvir e escutar
vejo muita coisa sem querer... mas as que escolho ver é porque quero e me é permitido
e isso me deixa cheia de gratidão...
e eu nem sei se mereço, porque às vezes não entendo isso de "merecimentos"
algumas vezes penso ter privilégios, mas não é que isso me torna melhor que você... é só um jeito meu de olhar, de achar que sou especial (mas você também pode ser)
não sei se há mais amor em mim ou nas "coisas" que vejo... porque o amor é algo que transborda (não cabe em si) então se eu vejo não é só porque sinto amor... é porque ele de fato existe, e pode estar aí contigo...
tem nós que não sei desatar... sei que o amor faz isso!
então tenho buscado viver no amor
não sinto, às vezes, que é fácil... mas não é culpa do amor
que não exige nada...
quem exige é a vida... ela quer receptividade, para se sustentar na alegria.



to be

quinta-feira, 3 de abril de 2014

por garantia...

chegas antes todo dia
no pensamento e na poesia
só por garantia
vou fechar os olhos, cruzar os dedos
e acreditar...
só por garantia
vou abrir os olhos
mas segurar nos sonhos
só por garantia
de mãos postas
farei uma prece
pelo amor
de todo dia



quarta-feira, 26 de março de 2014

Hei medo!

Afasta-te de mim...

por um breve momento
como numa despedida
com hora marcada pra nunca mais
não ouço sinos, só alarmes!

pensa num instante de musica e ar
quase a mesma coisa
quando se está a contemplar

há brechas... mas, muitos cadeados...

não sou avessa dos segredos
olho-os de frente e de "banda"
com olhos de surpresa e espanto (às vezes)

segunda-feira, 17 de março de 2014

descalço

refiz o caminho...
tem estradas que o melhor é não trilhar...
há ruas de confusão, setas pra todo lugar e indicação de esconderijos...
não preciso dessas passagens...travessas feitas para se perderem,
só servem para confundir e aumentar as distâncias...
desenharam suas pegadas (para pisar)
muitas em sentidos duplicados
minha sorte é não caminhar seus passos
descalço...
mas a proteção é para os pés
não há escudo para o peito
e às vezes parece que as pessoas trocam o coração pelos pés
e saem pisando tudo pela frente, se magoando...
depois que veem que ao invés de pegadas, o que deixaram
foram pedaços do coração...
um coração bem machucado
encorajado a dizer não





sexta-feira, 14 de março de 2014

e era o dia da poesia...

havia um relicário... era ali, protegido da poeira, das interpéries...
guardado na altura dos olhos, do peito, das mãos... para que se permitisse a retidão do cuidado... sempre ao alcance...
há um poema escrito no peito...
às vezes necessito fazer essa leitura... e aí, só abrindo o peito
algumas vezes isso é feito à força e dói um pouco...
tem poemas que foram feitos para guardar!





quinta-feira, 13 de março de 2014

só penso o que sinto

só sei da estação... quando chega na pele, no peito, nos olhos...
não vou adiantar os ponteiros...
há uma pressa de não chegar (a tempo)
meu pulso, vazio, só há ecos do peito... mais nada
mas, tem horas... essas horas que empoeiram nos olhos
quando há um atraso habitual de um carinho, de um abraço que não chega...
quando penso... é o que sinto!
às vezes sinto falta

terça-feira, 11 de março de 2014

...

sim...
talvez merecesse os olhos...
e assim, essa distância das coisas do mundo não fosse tão grande e tão curta (à primeira vista)...
mas há sempre um degrau ou um abismo... talvez tivesse os olhos... e abertos, se encantaria com o horizonte. há um horizonte. há o sol do dia e o do peito...("quarando os sentimentos na pele")
para cada dia que nasce, um que morre? uma ótica que se apropria de morte e de dor... mas às vezes é só de uma saudade... uma saudade é como uma semente... a semente que morre para nascer...
talvez merecesse o dia... nascido do ontem... do sonho querido...bordado em certezas de vida e de amor...
talvez merecesse a voz\... e a voz do peito, que ainda fala... não há mudez de sentidos, nem de dia, nem de noite... ao meio dia, brilha intensa uma luz que irradia alegria, hora de aplacar tantas fomes...
talvez tenha o que mereça...


para questão de ótica-(talvez precise de horizontes mais que de olhos)

segunda-feira, 10 de março de 2014

para além dos olhos...

acomodar as emoções no peito não é tarefa fácil
ama.dores, constantemente podem ser pegos em um desequilíbrio ou outro...
para ver melhor é preciso olhar de.novo...

a pedra sou eu. "apenas uma pedra". não me amontoe mais.... me deixa rolar....igual aquela que rola para o precipício(mesmo sem sabê-lo). talvez não se quebraria, se caísse no rio... ou se caísse sempre, sem sentir, sem ter pouso...essa pedra que vai rolar... devagarinho...para não atingir e nem arrastar coisa alguma...não guarde mais essa pedra... não precisas dela, na sua construção...é pedra porosa que por ora vaza...(igual peneira)

sempre quis ser folha. que cai no tempo certo... que vai, ao sabor do vento... que enfeita... que insinua delicadezas...que fica, sem pertencer... que pertence, mesmo não estando lá... que se deixa transformar...
vês a folha? frente e verso? vês as marcas? as digitais? há sinais para além dos olhos...

quinta-feira, 6 de março de 2014

só um desespero

para impressionar a alegria...



há um desafio nessa gestação de silêncio...
há um grito: desabite!
inóspitas paredes... concretas fibras
onde? palavras espetaculares sendo encobertas
naquele contorno... plasticamente moldado
para doer!


assalto...

ao pensamento
uma saudade quando vem, traz uma parte escondida no coração da gente...
e o coração fica tentando acomodar as memórias nos sentidos urgentes... nos impulsos cortantes que a saudade carrega... na verdade, uma informação ela transfere ao coração... e ele se perde para encontrar motivos de ter se esquecido por algum tempo do que o trouxe até aqui...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pensando...


...sobre certas angustias e as coisas extraordinárias que fazem a gente valorizar a vida na riqueza dos detalhes dos sentidos, dos sentimentos fortes que impulsionam nossos dias da maneira mais urgente e às vezes incrível...às vezes nos carregam nos braços e aí a gente só consegue olhar as pegadas da felicidade que se desenharam onde estariam nossos passos, caso não estivessem nas nuvens, quando como estamos apaixonados pela vida, vivendo tudo muito intensamente...
um turbilhão de coisas ao mesmo tempo, às vezes, alerta a gente para refletir sobre os passos dados, as escolhas, consequências, sobre a vida e nossa relação conosco e com os outros... às vezes, parar (ou até não fazer nada)pode ser a unica maneira de acalmar-se, de encontrar um pouco de serenidade e experimentar olhar suas belezas e suas nulidades e saber exatamente o tamanho da sua "imperfeição"-que impede às vezes de abraçares o mundo que está perto de você... dentro e fora de você...
temos várias limitações na liberdade de ser, querer e ter... mas nunca limite-se para o amor. Só o amor é a cura, o antídoto para toda dor, indiferença, distância que possa existir ... (ou sentir-porque as vezes a distância é a escada que a gente desenha)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Surpresas



era momento de planejar a mudança para uma vida toda...
houve busca de um contentamento amplo, houve esperas...
para tudo, um tempo, às vezes incrédulo, mas com passos seguros...
experimentava-se um misto de calma e euforia, anestesiados na embriaguês das horas quentes!
e tudo pareceu-me criado para ser! impressiono-me tanto com as surpresas da vida...
houve tempo de lamentos... houve prisões, em muitos sentidos, de muitos sentires...
mas quando levanta os olhos, diante de si apenas o horizonte, maior que nos sonhos!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Entre um sorriso e outro: memória!



Que você se lembre que a felicidade a gente experimenta na subida, entre um degrau e outro, e não espere para ser feliz quando chegar ao topo... poderá perceber que foi feliz e não aproveitou no tempo certo da alegria...


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

guardam chuvas

pretensiosa,
desenha um horizonte próximo e querido
e caminha em sua direção
se agrada com nuvens brancas
com o sol que generosamente as transpassa
num brilho sem igual
formula certezas em seu coração
o deita no amor, na paixão de viver
protege o canteiro dos sonhos possíveis
rega de carinho e atenção

na emoção de agora, recolhe o sal
para que não ultrapasse a medida do sabor

há olhos de chuva



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ousa (o)dia

Quando se abre à alegria...
Se joga no meu horizonte e desperta-me para um sonho antigo de felicidade!

Perdão Você! (Ja avisava a música): Não me ensina a morrer/Que eu não quero...

Vou ler todos os livros, ouvir todas as músicas... e mesmo assim,  em meus pensamentos haverá intruso!

Vou mergulhar na ideia,  no papel dos rascunhos e no grafite...vou comprar borrachas... vou limitar à tinta, os erros!

Mesmo assim vão ultrapassar desejos e quereres maiores à margem de mim...

Não sonho o arco-íris em tons de cinza. ..
As reticências não protegem meu coração!  O que transborda me leva...
Não sei para onde vai. Me embriago desta viagem de ida.
Perdão!  Não sei se perdi meu coração.  Se o encontrou, a ti pertence.  Não me devolva. Enquanto estiver contigo há vida!


Era sobre sonhos que me realizam na minha humanidade.  Me falam das dores de uma realidade que não sonhei construir, mas ensinam o que vale a pena, mesmo que doa... e me lembra que, muitas vezes, o impulso revela a dor no peito! Que só é possível conte-lo...enquanto cabe lá dentro... que quando transborda... é tarde demais!


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Porque já tive pressa...



um coração palpitante e palpiteiro deseja que aqui e ali haja tempo

de olhar e de ver, de ouvir e de escutar, de tocar e sentir...

Que em 2014 possamos viver um dia de cada vez, mais devagar... devagarinho...

Porque essa pressa de viver faz a gente se perder no caminho...

e sem tempo pra se buscar...


Beijos e Abraços... e sonhos para todos...


Meu carinho.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

fim e começo


... e eu desejo, de todo coração, encurtar as distâncias-
as geográficas e as do coração!

... e eu te peço, abrande os sentires, caso tragam muito mais dor que alegrias

... e onde fores, leve-me, leve e sóbria, doce e calma, em pensamento, em oração, no coração

... preciso de mãos que afaguem e braços que me abracem

... preciso de olhos que me caibam

... preciso fazer parte, eu, inteira...

A palavra quer resumir muitos pensamentos e incontáveis sentimentos. Mas ela, só, não diz muito...

Então meu desejo é que se articulem: os pensamentos, as emoções, todos os sentires... que se mostrem como são! E que sejam inteiros na sua forma... que não imitem, que não ecoem... o que não são.

E que saibamos encurtar as distâncias do coração. Que possamos estar junto, de quem está dentro!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

​"ame-me cuidadosamente"

parece que minha prece é solitária, mas esse é um sentido que tem acalmado meus passos que seguem na direção do seu coração.

minha coragem: é não dizer! Mas meus pensamentos me fazem acreditar na sintonia. E tem momentos que o vento está a favor...

e me leva!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

não quero me esvaziar

de sonhos

Estranha

Estranheza, é uma palavra que me veio com um certo incômodo.
Tem dias que desconheço "meu mundinho" Falo assim porque sei que do Mundo tenho muito a saber, a experimentar ... Agora os meus "arredores" às vezes me engolem...
Preciso agir da forma que penso e sinto ser correta. Para diminuir essa sensação de não caber onde vivo...
De ser diminuta, quando deveria ter um ponto de aumento...
Sou feita para durar, não para ser dura! Menos ainda para machucar os outros...
Estou tentando, acredite, estou me olhando mais, para ver os erros e os acertos...
Às vezes, vejo meus esforços escapando e passando por mim... como se não fossem meus. Como se não tivessem relação com o que quero alcançar... Como fosse tempo perdido ... Como se não devesse fazer mais nada, pois, tanto faz, e nada muda.
Hoje tenho essa estranha sensação de fracasso. Por querer demais uma coisa simples...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

de mudança

carrego silêncios e rumores
para dentro da caixa
uns apertos...
e "quase" cabe
tudo lá
na poeira das horas tardias,
assentam ideias de cor e peso
e cheiro de sonhos...
é lá que vivo
espiando pela fresta
pouca coisa que interessa
depois que engavetaram os sonhos
talvez oculte o gesto
e ocupe o espaço
de fora de mim
mas há que se sintonizar
ajustar os controles
e frequentar o som
tomar parte
na mesma frequência
esse sopro está fora do tom
não quero pausar
talvez [só] oculte o gesto

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Perturbações


há um transe que silencia meus atos
há uma pequena fresta, onde passa a brisa
de me levar daqui
espirais me confundem
já não sei onde é o inicio
já nem posso chamar pelo nome
esse novelo que sufoca minha pele
sinto a umidade nos poros
o bolor não faz morada no peito
e a sangrar, estanca minha sede
mas quebra-me


espiral

"Ele conhece seu coração, seus quereres e sabe da sua dedicação e esforço...
Se podes lamentar?
O lamento acaba sendo muito natural acontecer...
Não pense que Deus não se importa com seu desapontamento... Ele sabe que quando a gente se esforça, pensa que é merecida a recompensa... 
Mas ele deve ter outros planos também... só não conta logo e a gente fica angustiada"


Nome

às vezes, só quero pronunciar seu nome...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ultimo Post

Morning Glory
nas mãos os afagos
nos olhos uma prece
posso mantê-los assim
junto as mãos ao corpo
fecho os olhos
para guardar
a emoção
o desejo
e a prece

Quando o antídoto... é um veneno!


minha leitura hoje é singular
no plural de nós dois
melhor não ler agora
deixar pra depois
exercita a paciência
ou lhe dá munição...
meu olhar hoje experimenta
vulneráveis paisagens
e se alimenta delas

como um pássaro, frágil
que hoje cala seu canto
parece rasgar seu olho

(soro do próprio choro*)
como se não acreditasse
no que não podem lhe mostrar

e uma tristeza desacelera o coração
e o pensamento como que 
a querer expulsá-la do peito,
desenha horizontes lilases
que amplifica as ansiedades
dos quereres
mas ainda há calma
nessa hora adiantada
de me levar e de trazê-lo
aqui.
...

* frase da musica Quem?-Maria Gadu

Espanto!

há muito dele em meu pensamento!!!




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Represa-Pq da Cidade Jundiaí


desenho saudades no meu peito.
a vida tem seus contornos da felicidade
quando a gente recebe um carinho
quando o amor é vizinho
e quando a paisagem parece sorrir pra gente
há tempos procuro esses contornos
nos olhos, nos gestos, no rosto
na palavra que articula o sentimento mais profundo
eu só sei desenhar o sorriso da lua, uma estrela, o sol,
algumas flores... e essa saudade no coração.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

inquietude


a lágrima que cai, não inunda o peito...
os olhos que se fecham, não atiram flechas...
as mãos que não abrem, não atira suas pedras.
mas não abraçam nem colhem...
me surpreendo com a quantidade de fantasmas que amedrontam as pessoas
ontem mesmo, vi um aviso que dizia (alertava) que nada mais tinha importância,
falava de um tempo que maltrata e de vidas castigadas...
há muitos equívocos nesse desassossego de "ver a vida passar"
ainda que viver no outro seja a ilusão mais querida
de um querer ir junto
de experimentar a beleza do encontro
onde muitos se distanciam uns dos outros
mesmo quando caminham lado a lado
me surpreendo, quando meu sentimento, quer me aproximar
do mundo que eu observo, da vida que quero abraçar...
mas há sempre um complicador...
hoje é bom chover serenidade
hoje é bom não fazer análises
hoje é dia de contemplar
domingo é dia de parque
e o sol vai brilhar
hoje é dia de viver
e depois também
...


terça-feira, 15 de outubro de 2013

pre.tensão.minha

como poderia ser para mim
nem beijos, nem saudade, nem silêncio
querer fazer parte, se sentir parte, e não ser
e a hora do adeus, se é pra mim
já não sei...


❀❀❀

... no pensamento da vez, deito nesse seu chão pontilhado, de emoções guardadas, de sentimentos cuidados... há um grito abafado pelo silencio de dentes e digitais... mas aqui esse pensamento que me leva até você e fico assim a escutar sua voz... sei que onde deito é meu tapete (só meu sonho)... mas nesse seu chão pontilhado me cabe inteira...



esquecimento

Morning Glory

cai agora num chão
de peito aberto e cais
das muitas idas, findas... volta
nesse cômodo desarrumado
sem forças, na persistência
do sonho que a.dor.mece
o pensamento é colcha
de retalhos cobre, aquece
enfeita, sufoca
e caio agora
no chão
peito aberto
cais
...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

da multidão dos sozinhos...

In Low Light

Lá onde o descontentamento é a primeira reação
Impensada, é como sinto...
Parece que experimentam uma cultura inventada na dor e na tristeza
Porque há um mau-humor que transita em torno das pessoas em qualquer acontecimento
Provocando tendência ao fracasso, a desesperança, a dor, ao desequilíbrio... onde nada está bom...
E observar que isso é cultura habitual... E aceitar as pessoas como são, puxa! É um exercício!
Mesmo assim se vê tanta beleza no que fazem e no que dizem (mesmo com tanta dramatização), imprimem suas sensações de forma natural e é automático o reconhecimento da qualidade, no dom para arte da palavra... tudo tão apurado no sentimento, que não há como ficar indiferente ... Sempre nos surpreendemos com o que nos provocam sua poesia...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013



Tem muitos dias nessa hora de esperas

Já não sei contar os dias

Tem dias ásperos demais

E meus olhos se incomodam

nesses vendavais

Tem dias leves

que exercito a calma

Neste instante de agora

me abraça essa emoção do querer

que toma conta dos meus pensamentos

é um bem-querer que quase salta da poesia

só para poder abraçá-lo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

palavras e carícias

Iris Flower
quando chegam aqui
traz conforto e calma
são palavras!
acariciando meus olhos
e meu coração

tapete das horas

Daisy
é nesse instante único
que me deito na espera
e vislumbro a quimera
numa prece urgente
e necessária...
que não descansa sob o sol
e não deixa de sonhar...
observo, quase que tocando-te
tamanha vontade de aplacar
a ansiedade das horas
e da prisão dos sentidos
ora grito, ora calo
na verdade, me perco
dedilhando seu poema
num querer de uma entrega
quase que total
não fosse minha desatenta lógica,
que me faz perder a noção
de entender que não é meu o poema
e eu nessa pretensa vontade de fazer parte
esqueço que é preciso o "quereres"
num plural de amor e vontade
e numa entrega inexistente
de olhos e mãos
que me dediques
que me dedilhes
além da impressão
que já pertence ao meu peito
que se desenhe no seu coração
um tapete de sonhos e belezas
dessa primavera que amo
e que respiro nas "últimas" horas
Rosebud


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Poppy Flower
...talvez não fosse medo...só um tanto de desesperança... talvez o poema fosse a lágrima debulhando o sentimento.

gosto de miudezas

a folha
a luz
a caneta
digitais
imprimir o som
na vida simples
noite e dia
o azul cintila
sob ventos sul
desnortear, só quando nas nuvens pisar
deitado, os sonhos são mais leves
quando a.cor.dei, amanheci
e ainda colho o primeiro ar
da manhã, que te conheci
fiz um passeio público
olhei meio sem querer
e vi você a caminhar
gosto de miudezas
guardei seus passos
para ninguém pisar

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

suporte

não quero engolir essas pedras


... só queria abrir os olhos

ver o horizonte em sua forma
poder abraçar e escutar 
a vida que brota de ti
...é o que me veio de momento
estou só. para uma multidão que nem existo
a palavra não tem mais força...
está como uma pipa querendo subir... 
mas não há vento contra...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

reconstruir-se!
"reaprender os sentidos... inclusive a amar"
é parte de uma lição que ouvi hoje.






um cálculo impreciso esse que a saudade imprime na gente
quando não se sabe nem mais medir as distâncias entre um coração e outro... 

o querer, a sintonia diz: perto!
mas há uma nebulosa nuvem no meu horizonte e nenhuma brisa para dissipa-la. 

Bem, não diga nada, devo ter desajustado as frequências... se o fiz foi sem querer...
ouvi a pouco uma musica que diz, que a "vida é um passo"... 

não sei, as vezes dou passos para trás e em muitas vezes empaco....

além de mais nada

Morning Glory
... e se pudesses me ouvir
sentir meu coração
se pudesses ver meus olhos
saberia o que cabe no meu mundo
saberia da moldura viva que trago comigo
sentirias o tamanho de um abraço
e entenderia o que significa parar o tempo
se ouvisses minha voz, meu pedido
desvendaria os murmúrios dos ventos
e lhes indicaria a direção
e nunca mais se perderiam
nem se enfureceriam
por não achar o caminho


26-09-2013

Morning Glory
tenho medos e angustias
mas me encho da certeza do que sinto além da conta
e aqui, só me causa espanto, não poder dizer
porque esse sentir me faz bem, me diz vida...
e não ousaria arrancar do peito, de mim...
eu sou o que sinto e o que posso abraçar no amor
hoje, minha paisagem se veste de esperança
e eu só posso agradecer em segredo... para não perder
não sei me despedir, nem sei deixar ir... fico aflita, partida (com partidas)
por isso peço em silêncio, aqui baixinho, fica?
como disse o poeta: "sofro de distâncias"

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

traduzindo

I wanted to be the translation of your want.
Volevo essere la traduzione di vostri desideri.
Ich wollte die Übersetzung Ihrer wünschen zu sein.
Yo quería ser la traducción de su deseo.

ela traz prece nos olhos...
e um conforto, de que valeu a pena.
respira fundo, até doer... e respira novamente.
aos poucos, deita o sonho e borda-se  nos lençóis
um poema de amor... e uma prece silencia a dor
e nutre de esperança, pois, valeu a pena...
tatuou nos olhos, um horizonte distante,
desses que demora chegar
que dorme e acorda
e ele lá, no mesmo lugar
e a prece ganha asas
se desdobra no tempo
de esperas

onde é a saída

sei que vou
não sei por onde
se já entrei
se estou saindo
por cada poro
vazei de mim
desculpe
não vou falar
dos sonhos

terça-feira, 1 de outubro de 2013

excessos

pensando nos meus excessos
vem com a ansiedade das horas
prendem e sufocam sentidos
e meus gritos? se precisam de limites
nunca seriam gritos saídos
se doídos, se poéticos... são ruídos!
idos
todos vão_s
são espaços que percorro de imediato
impulsionados pelas urgências da hora
pelos quereres, pelas perguntas sem respostas
por todas as questões não formuladas
que querem se desenhar para se fazer entender
há em mim, tanto excesso de calma
tanto excesso de sonhos
tanto excesso de abraços
que não se calam com o cruzar dos braços
tanto excesso de palavras, que não há tempo
para compô-las, para vestí-las da poesia
doce... há uma ventania que quer invadir sua vida
meus excessos,
não me pertencem,
fecho os olhos e eles saltam
excessiva e exaustivamente
fraturando versos
coisificando memórias
por falta de zelo
e por não saber conter
em frascos: sentimentos, pensamentos, lágrimas
e por não saber falar ao vento
por não deixar que a poeira assente
sem fazer parte das saudades, das ausências...
excessos, que lapidam demais
ferem!
e ninguém tem mais tempo de cuidar das suas feridas...
e ninguém mais sabe olhar a dor  e os outros





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

procuro um som que me leve até você
que espalhe essa entrega de amor
que me guarde, num tempo, de ser
esperas que me cabem
podem cansar
quero um som que me leve
na leveza do ar, que invade a alma
a vida... que olhar de c'alma a contemplar
derrame todo sentimento
e vaze... luz e som
na medida de um pensamento e outro
e devagar...divagar
na ternura do querer
no momento de chegar mais perto
e te escutar inteiro
aqui
silêncio...
me fazem quieta
enquanto tudo grita
os poros, a língua, os olhos, pés e mãos
que se abraçam e pedem...
me ensina a guardar o tempo
esse tempo de gostar
de viver
de amar
de querer
só sei guardar
sonhando

sexta-feira, 27 de setembro de 2013



já não posso olhar nos olhos

sem oferecer a denúncia

uma lágrima que me carrega

num brilho falso de estrela

num amor de gosto isolado

que sal.da a vida com emoção

que trilha seu curso num rio

de silêncio e constância

eu já não fecho os olhos

para não oferecer denúncias

e as provas do peito!


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Você é som (intenso, profundo, de notável valor!)

a melodia que me fascina
a sensação que nunca é vazia
um coração de "chão"
olhos de "luar"
e, numa página em branco
tem espaço para todas as surpresas
você pode colorir
você pode pautar
e desenhar as notas
ou manter as pausas
pode usar tinta, grafite, impressão
de digitais...
pode manter a intenção
de silêncio e c'alma
e coração
nem sempre a palavra é articulada
às vezes ela não pode ou não deve ser
e isso também é lição
mas hoje, não há mudez!
hoje ouço a voz dum coração
palpitante... o meu palpite: ele vive!
ontem achei que calava-se para sempre
mesmo meus sentidos querendo o contrário
acho que os sentidos ontem gritaram...
ainda ouço ecos do ontem
agora consigo respirar
nova_mente
o coração é o mesmo...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

do sonho

tive um sonho muito louco e também bonito
a palavra viva nele foi de plenitude e saiu da noite, no meio do sonho, uma lição para exercitar:
para que servem os sacramentos, a vida em comunidade, a proximidade das coisas de Deus senão para serem facilitadores para o exercício do amor? Viver plenamente é viver amando, simples e cotidianamente! Na liberdade de filhos de Deus (como acredito)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

acenos que doem

António Victor Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924 - Lisboa, 23 de Setembro de 2013), foi um poeta português1 , e desenhador.

Eu diria que não vejo nada e que não sei.
Algo está suspenso. A hora repousa.
Eu quero estar vivo como uma ferida, como um signo,
não mais do que um rumor de coisa nua.
Neste momento nada é confuso e opaco.
Os labirintos são trémulos, transparentes.
Dir-se-ia que atravesso um jardim e toda a vida
repousa entre as forças da cinza
e o fulgor da chama. E adormeço
sentindo a beleza e o tempo, o mesmo arco
iluminado."

António Ramos Rosa, in "Acordes"

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

estar no outro

"Cada um sabe da força que tem" 
E pra dizer muitas vezes dispensamos as palavras... aguardamos o gesto, o olhar tocante e revelador... mas pode não ser suficientemente convincente. Se há duvidas, incertezas, daí a gente precisa eleger as palavras certas e falar baixinho ou com um megafone... é preciso decidir o que fazer, na decisão cabe o querer, todo o querer! O medo entra na nossa vida, mas ele só fica se a gente permitir...sem querer a gente algema as mãos, põe grades nos olhos e perde os sentidos... E o amor é o que nos resgata! Quando a gente ama, o amor desata os nós (é como o ar, que livremente invade nosso ser e faz o que tem que fazer), cabe a nós fazer o desenho do laço e se dar num abraço...É um querer estar no outro, como ele está em nós! O medo não pode paralisar os sentidos! Para saber verdadeiramente o que quer, é preciso ouvir o que o coração diz, porque é nele que está tudo o que importa. 

"Nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos." Lya Luft

como vento

como.vente

invade-me o ar, fazendo rodopios, suas brincadeiras de menino.
tira umas coisas de lugar e põe outras (emoções e sentimentos)
tento organizar minhas ideias para contar que
às vezes me surpreende a vida
às vezes que eu permito
ou que presto atenção
me co.move o olhar de perto
numa intromissão de me ver por dentro




só o coração vive de esperas de um jeito único e febril...

só ele acalenta os sonhos...

e sabe transformar abandonos em saudades,

só para saber viver "morrendo de amor".

a razão não dá direito

Poesia chega sempre ao meu peito numa urgência de sentir
Cala em mim uma dor e acalma meus passos 
e mesmo eu triste me arranca o sorrir
de um peito que ainda vive pelo amor
quando a razão não dá direito de existir

esse desejo de existir além de mim...
não tenho um só motivo.
são muitas as vontades, os quereres
isso de controle, para mim, só se houver cuidado
na minha liberdade de ser e conhecer para tomar decisões
esse desejo de existir além de mim...
pensando escolher como quero fazer parte, porque sou parte.
quero caminhar, saber ir e poder voltar atrás, se quiser, se escolher isso.
porque a clareza é para me permitir...
esse desejo de ir além de mim
sem largar pedaços para os outros recolher
e fazerem o que bem ou mal entenderem
é só esse desejo livre
de existir livre
de ir além
livre

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ecoando


"Singularidades"
repetidas vezes a gente se encontra e se perde num desses pensamentos...

"Poeira de Gavetas"
às vezes sou toda gavetas... é preciso um vento forte para abrir meus olhos... E força para abrir o peito!

"A dor do poema"
é difícil colher a água dessa chuva de emoções! poucas pessoas transbordam sua emoção assim ...

"Oscilação"
às vezes não é mar... é só um rio caudaloso... às vezes é raso. Muitas vezes profundo... e doce.

"Som do piano"
esse é um daqueles momentos de procura e entrega. você se veste da poesia e ela de ti, certamente.

"Toque de alma" - numa cumplicidade que abraça, sem dúvida. Um momento de amor e paz!

"Momento gênese" - tamanha beleza não cabe no meu entendimento, por mais que tente, há um silencio que não sei fazer... nem escutar.

"Vestida de Palavras" - a poesia é sua melhor roupa... é a melhor expressão de um coração que ama e sonha... você sempre desvenda os sentimentos, até mesmo os mais bem guardados, elege as melhores palavras e são como canção que toca fundo... sempre!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

im.preciso


numa ideia errada
falar dos assombros
de possíveis acenos
exigir do coração
rapidez, habilidade
raciocínio e boa visão
para optar: ou isto ou aquilo
sendo que ele não faz escolhas
segue impreciso no campo
dos sonhos, toca a realidade
de.vagar e sempre



resgate


Pensando sobre "revolver o passado" revi muito do que sou...
e às vezes, preciso voltar ao passado para lembrar-me de mim.
as vezes permito-me,  no tempo, viver cada lado: de passo, de pausa.
mas tem dias que a gente quer mesmo é reviver o passado, com seus conflitos e suas alegrias. e essa pausa não me deixa morrer: o sonho...
um colorido guardado na gaveta do tempo empoeirado, se é que é possível.... o tempo é movimento, quem pára sou eu. sou eu quem guarda o pó nas gavetas... vez ou outra precisa faxinar. e não adianta pedir ajuda. só você sabe o que deve jogar fora, o que deve doar, o que deve reformar. você sabe tudo que importou, só precisa lembrar... e ver bem se lá no fundo ainda existe você, inteira ou parte e de que maneira.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

coragem



...então há dias em que não se pode adiar

não se pode adiar o sorriso, o alô, o bom dia!

não se pode também atrasar os momentos, os passos

não se pode lançar olhar cinzento

porque adias a sua felicidade cada vez que não olha de perto

porque adias as coisas boas cada vez que lança um olhar ingrato

num descuido de vida, num descuido...

tenha cuidado para não trair o seu coração

os olhos dele são de verdade e ele o lembrará de tudo que viu e que você não deu importância.
há dias que o melhor é tornar sonhos realidade
eu tive sonhos possíveis quando os trouxe à luz do dia, no tempo certo.
quero dizer, só os vi possíveis quando se materializaram na minha vida... de um jeito simples, que eu pensava não existir.

sobre habitar... o que habita você e em você


Eu penso que na vida da gente há sempre algo para melhorar... e você é sim do bem.
Cada um sabe onde errou. E quando se quer melhorar, mudar o que não está bom, precisa ouvir o coração de uma maneira mais firme e consciente... especialmente nas relações de amor, na família... 
Toda fase nos "prega" uma lição. eu disse "prega" pois marca a gente profundamente a ponto de nunca esquecermos... tem marcas boas e tem marcas que doem... Eu espero que no seu coração tenha a maioria de marcas boas, pois estas lhe darão força para superar toda e qualquer dificuldade, toda dor, chateação, desconforto no seu coração e vai te ajudar a encontrar uma saída mais leve para a vida. 


Eu fico aqui com a poesia para respirar mais e melhor a vida....

terça-feira, 10 de setembro de 2013

amigos


Sou muito agradecida a Deus por colocar em meu caminho apenas o Bem. 
Por me oferecer o melhor: bons amigos; boa família; muito carinho e as surpresas do dia 
que me fazem lembrar do Seu cuidado e carinho. 
Que Deus os abençoe sempre no amor e na paz. 
Que suas vidas sejam valorizadas pelo que generosamente ofertam de amor, amizade, atenção e alegria.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Obrigada

voando sempre com os pés no chão…
é um tipo de medo ou cuidado…
tem dias que respiro ansiedades…
hoje a calma me abraça
e eu abro a janela devagar

domingo, 8 de setembro de 2013

Um novo Sol...



☼Mais um sol dia de sol no meu peito... em minhas preces: um coração novo!✿

Pessoas especiais

Que são por mim lembradas diariamente e com muito carinho.
Obrigada pela lembrança no meu aniversário. Sou muito agradecida a Deus por permitir tê-los conhecido e por ter nutrido em mim, o amor, que me faz ser uma pessoa melhor a cada dia!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

rendição



que todos possam ter essa liberdade para render-se em contemplação.

quando isso acontece a beleza que vemos inunda-nos por dentro e nos faz transbordar,

em musica e poesia

em abraços, sorrisos, olhares

que nos transformam, nos melhoram...

janelas

é bom ter um olhar de contemplação. é um olhar que melhora a percepção no amor, na beleza da vida... mas faz enxergar as faltas, os abandonos, e traz pra perto a saudade... ver tão de perto dá uma clareza para saber o que a gente importa pro nosso coração.

diga sim

é sempre bom saber responder ao convite da felicidade.
reconhecê-lo no nosso cotidiano é um exercício belíssimo e necessário.

raso e profundo

há um medo que quer dominar a vida da gente
paralisando os sonhos, desfazendo os horizontes
numa superficial maneira de ver, encaro, infeliz, uma ideia de impotência
e descuido das possibilidades...
para resgatar a si mesmo, pede-se uma dose corajosa de amor
e uma generosa porção de otimismo, sem o desespero das mãos atadas e da mudez da boca.
vivo um silêncio que salta no olhar. e talvez a força venha da luz lançada à minha volta. sem esse preocupante jeito egoísta de resolver os problemas...(não consigo decidir pela inconsequência!)
nesse reconhecimento, há que ir mais fundo na mudança. e ela há de ser rotineira na constante da paz e da alegria como meio condutor e indicador de transformação.
o obstaculo precisa sofrer atrito. e tem que ser de frente. isso de "deixar de lado" é o mesmo que permanecer em constante companhia...
há um medo que não se pode alimentar



O Espinho Desaguou
MoMo


Quisera, meu amor, te abrir
Pra curar seu coração
Te cortar pra filtrar o seu sangue azedo

A flor vai dobrar o seu punhal
Despedaçar na sua mão
O espinho desaguou

A flor vai dobrar o seu punhal

Pudera, meu amor, te invadir
Consertar seu coração
Te apertar, te espremer pra expelir seu medo

A flor vai dobrar o seu punhal
Despedaçar na sua mão
O espinho desaguou

A flor vai dobrar o seu punhal

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

✿✿✿

silêncios na alma, geram reflexão e uma certa acolhida... Já na "sua escuridão" me dá uma ideia muito grave de solidão, de tristeza, se sem saída...

☆*´¨`*☆.¸¸.☆*´¨`*☆.


Aceitando as pausas...
Respeitando ausências
Abandonos em mim
Que me fazem experimentar 
o amor e a paciência
num abraço que me permite
ouvir melhor os corações
E há momentos
que não emprestamos
para ninguém
E esse de agora
é minha lição!
Com respeito às
relações -que são 
como pontes-
percebo-me
insegura no trato
Talvez ainda possa
viajar nesse tempo 
de esperas, aprimorar
e fortalecer os elos,
imprimir nesse horizonte
o sentimento multicor,
transformar.dor, melhor.ar a vida
em suas relações pequenas e simples.
Bom dia!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Foto(retrato)


meu coração faz fotografias
entre as batidas, mil flashes
registram em meu peito,
em meus olhos, em mim
impressões de todos os sentidos
e há em mim
essa gravação
em tempo real