quinta-feira, 30 de junho de 2016

me deixa ficar

tudo que transforma necessariamente precisa mudar tudo!? sim, é o que a vida diz...
e tudo foi mudado. menos a folha amarela do amanhã que não me deixou ficar...
dois tempos num coração, lugar de amar!
os sinos não soam como antes... mas há uma canção imensa de pausas sonoras, que me nota
as flores ... os musgos... e os espinhos furando meu tempo de inverno...
por isso eu quis o sol... há sempre uma estranheza na pele

terça-feira, 28 de junho de 2016



Para quando for permitido respirar e sonhar...Não te apequenes! Saboreie a vida nos seus mínimos detalhes e provoque a sua lucidez com a alegria do encanto de quem olha e vê.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

22-06-2016

"O Senhor olha por ti todos os dias. Toma consciência deste olhar que desce sobre ti e te traz a paz. Agradece a Deus o dom da fé. Agradece a vida"   

(João Delicado)

terça-feira, 14 de junho de 2016

vamos fugir, desse lugar...

...mas é dentro nosso refugio para momentos de escuridão e medo
é dentro que encontramos força pra mudar o que é necessário mudar
é dentro que a gente descansa os olhos... quando não se pode olhar... o mal assim tão de perto.
é dentro a febre... do existir! 


quarta-feira, 8 de junho de 2016

╰✿

ainda acredito na poesia... em tudo que ela comunica...
haverá o tempo para que outros escutem o que ela diz...
se todos que acreditam na poesia deixarem de compor, postar, compartilhar, ler...
aí quando chegar o tempo (dos outros), não haverá poesia
cada um aproveita o tempo como melhor o sente
uns tem prioridades que aprisionam o tempo...
outros que liberta

✿╮


Na sombra da espera…

deitei meus olhos
Resido num sonho
atrás de janelas e portas
(que se fecham ao sabor do vento)
quando a noite não dorme
e o dia também não chega
e a palavra que
surge da escuridão
me cala o querer
costurando-o no tempo
com a agulha do agora
que passa entre os dedos
me aponta caminhos
se fere, me leva
sigo estancando o sangue
que vez ou outra
detalha uma dor.
“Houve o tempo do sonho. No escuro das noites, todos sonharam palavras.
Houve o tempo do acordar. Na luz das manhãs, todos acordaram palavras.
Depois veio a coragem de presentear. Em cartas lacradas viajaram secretas palavras”.
(Bartolomeu Campos Queirós)