terça-feira, 14 de novembro de 2017

mordo silêncios



aos poucos fechamos as janelas,
não é deixar de existir para o outro
é já encontrar na paisagem, em qualquer uma...
é olhar pra dentro e se sentir pertencido...
não desenhar a memória dos sentidos, me fez morder silêncios
mas, muitas vezes eu sou o silêncio, e sangro...
veja que calar não é bem minha especialidade, nem sendo silêncio.
quando posso, escolho, não ouvir, calar!
mesmo um desejo meio nulo, resulta num bem...
deito os olhos no equilíbrio e aprendo mais uma lição do dia
as pessoas se machucam mais quando não se escutam...
A gritaria é sempre o atestado da surdez humana. Penso!
Mordo silêncios...por ora os meus...

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Olhar pede c’alma


As regras estão ferindo a pele e os olhos sangram doentes
As misérias são tantas e tão graves como a voz do peito
Via-se perto do abismo e decidiu pelo mergulho em si mesmo
Voou para lugares inabitados e insalubres
Via de perto feridas abertas e ossos quebrados
Na vida dele, fez-se um barulho... era para acordá-lo
Hoje canta silêncios no canto dos olhos
As pausas já não se desenham
O medo, o rio e a reza, tem sua companhia

O santo, o nome e a musica... sua vida

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

sobre nada

tanta coisa pra dizer... e aqui sigo esperando as palavras nascerem
tanto sentimento desprendido sendo agora remendado às palavras em gestação...
há que se ter paciência... sigo preparando os ouvidos para escutar com o coração
já me digo tantas coisas, capaz que agora se cale de vez...

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

"é tempo demais atravessado no peito- é música demais estancada nos olhos- é muito silêncio costurado na fala"

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Cada cômodo dessa casa está sendo organizado...
Limpei as minhas gavetas repletas de cartas de amor...
Alguns papéis amarelados... estavam com um pouco de poeira... agora estão se arrumando lá dentro... abrindo espaços para alegrias e sonhos... jogando os medos fora.

Amanhã tem mais....

Um pouco de esperança