quinta-feira, 19 de setembro de 2013

a razão não dá direito

Poesia chega sempre ao meu peito numa urgência de sentir
Cala em mim uma dor e acalma meus passos 
e mesmo eu triste me arranca o sorrir
de um peito que ainda vive pelo amor
quando a razão não dá direito de existir

Um comentário:

A Marques disse...

Razões...! O tempo todo estás a transitar no peito da gente algum poema espontâneo que, na intensidade do existir e na urgência desta hora, produz um "engarrafamento" de palavras que querem vir a tona mas, se perdem nas ânsias, se perdem nas pressas de um querer... Se sufocam diante de uma organização que parece não haver... Ou pelas razões à contrariá-las. No fim, elas não vem a tona como querem... E o coração sente, pois, para ele nem sempre a razão está a favor, nem mesmo devia existir. São essas dualidades...! (...) Exercício dificil este: Calar o peito, murá-lo como se não devesses, ou não pudesses sentir nada que divergisse da razão. O coração tem sua vida própria. Nem sempre haverá essa concordância! Daí vem muitos conflitos... Pois pendemos de um lado para o outro e, momentaneamente ficamos sem saber se devemos ir para lá, ou, para cá! Uma coisa é certa: Um coração em que tudo lhe é reprimido, a qualquer hora dessas se agitará e, sufocará em si mesmo. Os sentidos que nascem disso "costumam dar trabalho!" /// Mas, parabéns pelo texto! É bastante reflexivo! Em verdade, é como disses: "de um peito que ainda vive pelo amor"... Considerando esta frase, nota-se uma ponta de esperança que é a motivação necessária que leva o ser a acreditar que vale a espera, pois, "este", sabe bem o que espera e porquê espera!!! Um bom dia.

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