quarta-feira, 26 de março de 2014

Hei medo!

Afasta-te de mim...

por um breve momento
como numa despedida
com hora marcada pra nunca mais
não ouço sinos, só alarmes!

pensa num instante de musica e ar
quase a mesma coisa
quando se está a contemplar

há brechas... mas, muitos cadeados...

não sou avessa dos segredos
olho-os de frente e de "banda"
com olhos de surpresa e espanto (às vezes)

2 comentários:

A Marques disse...

...reina sempre no decorrer
de alguma hora mais pesada,
um medo...

Um medo de não se chegar...
Um medo de não sentir...
Um medo de que sóis se apaguem por nuvens escuras...
Um medo de não encontrar as chaves que dêem ao menos, um minuto de descanso a esses cadeados tantos...
Um medo de descuidar e passar dormindo pela estação em que se esperava, "acordado!"...

Uma apreensão caracteristica pois,
da certeza, somente a incerteza como herança!

Esperança?

Esperar?

Alguém disse que a esperança é o pior dos males, porque só serve para prolongar a dor.

Pessimismo, ou, descrença? Ou, os dois?

Não importa... Entendo que a esperança seja o motor que nos impulsione rumo a algo ainda não alcançado.

Se um dia alcançaremos?

Quem sabe! (...?...)

É por este ponto de interrogação, que penso ainda valer a aposta. E isso independente de dor. A vida é cheia de dores. Quem aboli a esperança, alimenta o remorso e assina o fracasso. De que adianta poupar-se de uma dor, se dores maiores advirão em consequência? Dor é lição. Ela tem seu tempo e o melhor a fazer, penso, é respeitá-la. Por isso penso, por mais dificil... Mais vale uma interrogação reticente na mão (...?...) que um milhão delas voando! ///


Parabéns pelo texto, sempre trazendo questionamentos e reflexões!!! Muito bom!!!

A Marques disse...

...OU MELHOR...:

Mais vale ter mil pontos de interrogações na mão, que um ponto final apenas.

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