terça-feira, 16 de setembro de 2014

sobre a paisagem que quis semear...

quantas estações me cabem?



quedo-me, como as folhas.... nas ruas e quintais...
saio do meu lugar com o mesmo vento que sopra nos parques, montanhas...
a luz do sol ás vezes me cega... é lá que vou tecer morada...

não há tristeza que me leve... eu fico!
(nas nuvens, na brisa, no calor das horas, na pedra, num banco vazio)
eu fico!

não precisa força.... nem jeito...
é só não ser... não estar...
é um sim desfeito, ou não de renúncia!

é um mistério... todos os sentidos rezam!
há o caminho... há verdade... e quase vida!
e o que oferecer aos outros, aos seus, sem ser?

não passo, como a certeza da estação, que volta, na mesma época
e tão esperada por uns, ignorada por outros...
não vou passar... no meu caminho...não há paisagem...

terça-feira, 9 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

... e todo caminho
mais longo, mais curto
começa dentro da gente...
para chegar ou para sair

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


Há um hiato entre a emoção e a palavra.
Já faz tempo que experimento traduzir ou simplesmente revelar o sentimento.
O exercício de ouvir a própria voz, impressiona!
Há tanta beleza....portando silêncio
Num pensar ligeiramente superficial
Numa emoção intocável
Uma certeza me pertence
Uma lição me prova

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

❀ todos os vendavais

❀❀❀

recolher-se...



e vamos desenhar uma paz
na paisagem que colore a nossa vida
não há de faltar luz, nem ternura... para cintilarmos de amor
esse nosso abraço... quando lançarem um cinza nas nossas horas do dia
vamos fechar os olhos e nos sintonizarmos no amor que nos une e dá coragem
para enfrentar com serenidade e força (sempre juntos) as "pequenezas" e mazelas causadas pelo desamor, que, infelizmente, habita "lares" contaminando bocas e corações dos desavisados...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quando o céu esconde as estrelas. ... eu desenho minha própria constelação. ...lá deito meu sonho. ... (...)


Mas eis que o céu veste prata, é noite de festa e tem alegria.


Dançamos a melodia das estrelas. ...


E a noite está só começando. ...


terça-feira, 15 de julho de 2014

ResSentimentos


num ressentir imenso (sentimento já visto, ouvido, sentido...)
pressinto o amor e seus detalhes...
há um vaso de flor na varanda
e toda essa expectativa
sendo arrancada do peito
flor do avesso
leito
eu durmo
um solo arado
corpo de sonhos
fértil, a germinar
a semente que o vento
debulha com pressa
há um vaso sem flor
na varanda
na mesa
há um jarro
de barro
quebrado
artimanhas do vento
brincalhão toda vida





"...e quando a medida certa é transbordar..."

Sobre quando o sentimento se articula... e se desenha pra se entender....





"No amor, eu quero ser útil.
Que você aceite o que tenho para dar, senão dói o excesso em mim.
O excesso que não é dado me machuca.
O excesso que não é dado acaba em egoísmo.
O abraço que fica comigo me emburrece. 

O beijo que fica comigo me angustia. 
A palavra que fica comigo me tranca. 
O sonho que fica comigo é solidão."


(...) 

do Carpinejar-15-07-2014

Poesias recitadas-Por Mônica Kikuti




Para conhecer mais sobre a autora acesse o seu blog:
Cabeça Liberta


segunda-feira, 14 de julho de 2014

repetidas vezes tenho a chance de caminhar para dentro
eu abro os olhos e sigo em frente...
do contrário tropeço e caio...
não devo esperar que ao meu lado, trilhando o mesmo caminho, esteja alguém...
porque tem momentos de ida... momentos só meus... caminhos que calçam meus pés...
esse de caminhar pra dentro, é solitário. Tem que ser. Mas levo comigo, na memória, a poeira, minha e tua, tão misturada... que basta uma gota, para forma-la uma só para sempre... e aqui já tem um oceano!

caminhando contigo, para todo lugar, eu sigo!
e só sigo, porque caminhando ainda tenho seu amor por abrigo...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

em torno dos poros

pequena é a distância da emoção
no toque dos lábios na pele, no abrir os poros...
é para não se aproximar demais
da noite,
da lua,
as curvas do sorriso, hoje, caminhando em linda reta.... quase verga!


quarta-feira, 2 de julho de 2014

E era tanto chão... que eu quis voar


de repente... era um céu grande demais para eu alcançar, com asas pequenas, frágeis, quebradiças...
e fui percebendo, nem céu... nem chão...
era eu, miúda demais...
lá dentro
bem lá dentro
ainda me acho

Sobre ecos dos soluços involuntários


...que ainda força um peito
...quase indigente...quase sem reservas,
não fosse tanta memória...
não pode ir... por isso oferece um abandono!
Era para aquietar-se (...)
Por ser amor e para o amor
Não haverá um adeus ...Que me despeça de ti
(sem que me despedace cotidianamente)
e como dói em ecos os soluços involuntários
mesmo sem haver choro

folha antiga


O dia nascia e crescia uma vontade de comer o sol...
Meus olhos bebiam o horizonte e as certezas findam lá...
Sentia o cheiro das folhas que o vento trazia...
E sonhava o doce das nuvens na boca dos meninos
Como quem cantava rios (e risos...)

Ontem me perdi num olhar... ainda sinto o abraço de luz...
Não vejo pegadas; nem suas, nem minhas.
Paira um tempo de aceitações sem escolhas, sem opções...
Enfeito-me de nuvens e o vento leva a ti meus pensamentos, e eu vou... assim experimento aquietações das cores da paisagem que desenhei...esse vento veio afastar dos meus olhos, mais uma vez é pra eu sair da cena...
numa calma que toca os vazios, que os tornam leves, simples, ternos e que não os deixam sós... como se o vazio fosse apenas ausência de palavras...
O dia dormiu... o sonho desperto! E com ele passo a noite a caminhar

terça-feira, 24 de junho de 2014

O fluxo obriga
qualquer flor
a abrigar-se em si mesma
sem memória 

(FONTELA, 2006, p. 12)

SEMEIO SÓIS

e sons

na terra viva

afundo os

pés

no chão. semeio e

passo

não me importa a colheita




(Orides Fontela-1940-1998)
Orides Fontela


e a poesia abre um horizonte de possibilidades... quando se sabe escolher ou se é escolhida pela Palavra....

quarta-feira, 18 de junho de 2014

é quase uma obrigação... pedir desculpas!

cresce uma vontade no peito...que me arranha
já tentei cuidar... mas machuca
desculpa!







quinta-feira, 12 de junho de 2014

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Quando o amor encanta a vida da gente... e a gente ama, ama.... e é feliz nas pequenas coisas que a vida lhe oferece... Para hoje, basta o amor. E a alegria que o encantamento trás  quando os corações estão perto... falando a mesma linguagem... comunicando os mesmo sentimentos, as emoções... que às vezes transbordam... e a vida delira....

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

02-06-2014 Reticências para um sonho

Poetisa querida!!! 

Sei de como está seu coração... sei o quanto esperou, o quanto esse momento significa pra ti, minha querida amiga... sabes da minha vontade de estar aí contigo... seria ainda mais emocionante estar presente fisicamente aí, mas saiba que estarei no coração e em pensamento. Sempre torci por você e sei que é o primeiro de muitos outros sonhos que você vai realizar... Um forte abraço, meu e da minha família... sabes que já faz parte de nós, não é? Eu acho que você vai chorar rsrs, mas tenho certeza que é a alegria da emoção que não cabe no peito. Fica com Deus!

terça-feira, 27 de maio de 2014

para alguém que sofre


quanto as dores do mundo se aproximam demais do coração da gente...
e faz nozinhos no peito da gente... e a gente lembra deles a cada respirada mais profunda...
a gente respira mais consciente da vida... e pensa com carinho maior nas pessoas queridas, num momento de dor...
quando as dores do nosso pequeno circulo vazam... a gente faz o que pode para se abraçar e não deixar que aumentem... não podemos permitir que elas se agigantem... porque gigante deve ser o amor, o carinho... e é assim que vamos cuidar dos nossos queridos, seja com nossa presença física(de preferencia) ou em pensamentos positivos, em orações de esperança que sintonizam nosso amor ao amor de Deus; com nosso ombro amigo, com nossos ouvidos e olhos disponíveis, pacientes... com a mudez da língua, mas nunca, jamais com a mudez de um coração...
no pensamento aqui, me falam de fragilidades, de duvidas... mas lembram das superações e que cada um pode "com a força que tem" restaurar-se ... a medida da sua necessidade, com o apoio permanente Daquele que nos deu a vida...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

sobre "quando nem se quer o amor..."

há qualquer coisa que acontece lá dentro
onde já não é pensamento ou juízo perfeito
há qualquer coisa desfeita...se amarrando
e dando nós...de um jeito difícil de desatar
há um canto perdido...onde escondes o olhar
há um grave abandono...
um esquecimento...
quase uma indiferença
há uma prece contornando os lábios
antes no peito, no coração...
e há uma saudade desenhando sonhos
...incontáveis esperas...
desalinhando horizontes
há um vento desatento
que vai... sem nunca chegar



(uma força... que abra os olhos e o peito à procura de luz e proteção. que escancare uma liberdade de amor que aplaque as dores, as falhas... que permita a aceitação das gotas que suprem sua necessidade vital, de um jeito "quase" generoso... não fosse a distância entre essa compreensão e a fome dos sentidos...)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

silencioso pranto


╭✿ havia um eco de um desamor...
era um desses momentos egoístas que "dão de ombros" para corações que machucam outros, que, silenciosamente choram e se esforçam para desenhar um sorriso no rosto, pelo amor que ainda os abraça...
sabe, fico muito triste às vezes, com as pessoas que se fecham num abandono inventado... pois, se afastam... e das suas carências há sempre um inocente sendo culpado...
"dos que realmente...verdadeiramente..." sabem amar!? reunir!?
havia um eco de um desamor criado, cultuado... e passado para próxima geração...

" a boca fala daquilo que o coração está cheio"

se cheio de mágoa (verdadeira, injusta, inventada) todo "carinho" que se tenta fazer, pode arranhar...
a mágoa, traz a nódoa de um tempo de dor que ainda não passou...
não passará, se não abrir o peito à cura... que só possível pelo amor...

se perde a vida no desprezo...na indiferença... na mudez do abraço (que só alimenta um tal abandono)
e aumenta as distâncias...

há em nós uma pequena diferença: meu alimento é o amor...  e se abro as janelas à luz (do dia e/ou da noite) é porque escolho o caminho iluminado... não pretendo morrer, sem ter amado na vida, e a graça da vida é viver no amor....

quinta-feira, 8 de maio de 2014

há um contentamento ainda não totalmente satisfeito...
um amor quer abraçar uma vida
uma vida pulsante, quer conhecer, experimentar...

há caminhos de via unica.... se fores, podes voltar, mas não pelo mesmo caminho...
tem dias, que a gente precisa desenhar um sorriso nos olhos... para que os próprios olhos aprendam a certificarem a alegria... a ponderar o medo das coisas...da vida....da morte....do sim... do não


quarta-feira, 7 de maio de 2014

sobre palavras que enfeitam

quero estar dentro de um abraço... e quero ouvir histórias e canções enquanto fito a vida mais de perto...

sempre tem tanta coisa acontecendo que às vezes esqueço meu pensamento em você... só para dizer, que em meio a tanta coisa que acontece tem sempre aquela que mais importa acontecendo dentro da gente...

claro, o que acontece fora pode interferir e permitir ou não que a gente se demore lá no pensamento...

e pode ser que exatamente o que se vê lá fora é o que sustenta nosso pensamento em algo diferente ou que pode ser a chave da mudança...

tenho lido amigos... todos trazem para fora de si algo relacionado ao tempo (o que foi e o que falta e também refletem sobre o agora); todos de alguma forma me tocam, mexem com o que sou, quando me trazem seu ponto de vista... muitos me mostram o que não fazer, o que não dizer... todos me ensinam viver

hoje, não tenho muito pra falar... ando querendo saborear as palavras... algumas palavras são como alimentos (do corpo, do coração...) sentidas na alma , com calma... é na alma mesmo rsrs.... do nosso jeito de experimentar a vida da gente, a vida sob o olhar do outro... as vezes olhares e bocas eufóricas...., um jeito de experimentar o mundo... nossas relações com o mundo permite a partilha de sentimentos...e ajudam  a nos conhecer muito melhor. Conhecer o outro acaba revelando, desnudando o nosso olhar verdadeiro para o que somos.

eu sou o que sinto. hoje eu uso essa palavra. sei que os sentires às vezes nos provocam. e assim a vida vai acontecendo nos detalhes do dia de hoje. o dia de hoje tem trilha sonora. e eu quero ouvir. que a canção que faltava ontem, embale a alegria do hoje, me traga paz, carinho...e que todos possam ter uma canção como um abraço...

terça-feira, 29 de abril de 2014

o dia fica lindo!

quando acende-se as belezas de dentro...
quando o céu sorri enquanto brinca com as nuvens e o sol...



segunda-feira, 28 de abril de 2014

28/04/2014

há um amor que me aquece e me cobra...
que me tornou melhor e que me ensina a caminhar
há um motivo maior que os meus...

por uma prece atendida
por um querer sem medidas
por um abraço da vida
em amor, em paz, em alegria


tem um sol no meu peito


quinta-feira, 24 de abril de 2014

respirando

respirar as pequenas e importantes alegrias do dia
é essa vida que quero nos meus pulmões...
quero o ar desse coração palpitante

quarta-feira, 23 de abril de 2014

às vezes o coração da gente pede calma
c'alma pra viver um pouco mais
há que se respeitar, o que pode ser um alerta
de quem entende muito melhor a vida

os pés que querem ir, onde mora o pensamento
as mãos que querem afagar o que a gente abraça no peito
e o coração de mais alguém que só quer sossego
não precisa saber de tudo que se perde ali dentro

às vezes atender um pedido, não é concordar
às vezes se pede tempo, mas quem é dono do tempo pra dar?
me ensinam prender o passo, guardar pensamentos
me provam nos meus próprios sentimentos

(...)

me cega a face
me ata a boca
me fecha mãos
me corre
presa
fácil
me atira
chão

(...)

na trilha
venha!
onde estava você
dentro de um abraço
a canção que faltava


quando o mar bate no peito

engolindo choro

alguns dizem que tristeza e dor fortalece...
sei do quanto é que se perde
cada soluço...leva um pedaço
"mas precisas ser forte"
"você é forte!"
à força se arranca mais pedaços
e tudo acaba...
sei de gente que vive aos pedaços
sei de gente que só vive,
porque a memória é o pedaço
mais largo e comprido
que não se dá por vencido,
que não se perde no caminho
e se faltasse a da razão
haveria a dos sentidos




dos sonhos que tive

"não ligue se acaso eu chorar"

a noite passou por mim, serenando a vida...
mostrando que não sei sonhar, nem dormir...
disse-me que a realidade nem existe
para quem não sabe acordar

não ligue. eu vou chorar.
gravidade e a perda dos sentidos...

inúmeras vezes, estende-se as mãos e o olhos...
poucas vezes "colhe-se" abrigo
raramente um olhar cheio...


os olhos caem e se veem perdidos (quando há chão)
quando a gravidade é o exagero da vida
a abundancia do sentir, que dá vida, como folha em árvore...


quando se tem olhos e não se pode ver...
quando se tem mãos e a pele intacta de você
quando a boca fala longe do ouvido


os pensamentos voam, mas não levam o calor
do beijo, do abraço...
quando não há despedida, mas se vão pra nunca mais


e a dor no coração, corta feito lamina afiada...
em câmera lenta... perde-se a vida
a gravidade é a perda dos sentidos


terça-feira, 22 de abril de 2014

só entendo algumas coisas quando sinto

como hoje, esse frio...

no inverno é assim: dedos e lábios roxos. Acho que meu coração não bate(pulsa) no frio ele treme...

como hoje, nesse frio...

claro que podem pensar no meu exagero...

que posso fazer, é bom pensar...

o meu pensamento ficou congelado: no mesmo lugar, na mesma Palavra.

a Palavra muda

a Palavra Muda!

mas parecia que tinha um sol...

eu acho que senti seu calor...

mas veio um vento traiçoeiro, sem aviso...

me fez fechar a porta e a janela...

vou esperar o sol invadir-me por alguma fresta...




22-04-2014


(...)Eu sem você não vivo

Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você

(...)Eu sem você não vivo

Longe da felicidade e todas as suas luzes

(...)Eu sem você não vivo

Te desejo como ao ar/Mais que tudo/
És manhã na natureza das flores
(...)Eu sem você não vivo

Não te esquecerei um dia/Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
(...)Eu sem você não vivo

às vezes a gente nem se dá conta do tamanho da vida...


recebo muitos "nãos"... mas cotidianamente tento oferecer um Sim maior...
um sim que chega (e vai )até sem ser pronunciado...
sinto um pouco da tristeza do Não...
mas dali a pouco vem esse Sim no peito e o enche de esperança e afeto...
o sol reforça esse sim
e num cantinho do peito faz reserva de amor para me alimentar nas secas...
mas eu não o guardo pra mim... o amor é o alimento que quanto mais oferecemos mais ele nos dá.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

onde não cabe mais palavras e as reticências são infinitas...
lá eu deito uma saudade... e o sonho me faz pertencer...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

*


*

Esse cheiro que vem lá do jardim
não me põe na cena (nem flor, nem espinho)
é só uma saudade que ensina
onde não estou e onde não estarás

*recolhendo as folhas



E ainda é preciso dizer “te amo”... E é preciso mostrar um peito...(despido do medo)...E ainda preciso cantar que estou aqui. Que és em mim. E que o amor não é satisfeito, seja como for...É estranho esse jeito menino-grão de amor que vive a brotar, nos segundos e nos detalhes de tanto querer. As folhas secam e caem. E ele, a renovar-se, desesperadamente, para não se perder de viver... Enfrentando tempestades.




(rose rocha-recolhendo as folhas)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

essa coisa de aceitar
um olhar de reprovação
ou a falta de qualquer que fosse o olhar
esse jeito "coisa" de ser, não é!
e viver se amontoando num canto qualquer
não esconde você do retrato (...)
esse jeito atropelado do tempo da gente
de "correr para chegar a lugar nenhum",
já não disfarça o querer...
e não é assim uma "coisa que dá e passa"
o querer é... e no sentido todo ele é!
e no pensamento e no peito, és!
(quando já não importa se depois de um tempo,
você  for comparado ao tapete da sala,
ao vaso de flor, as cortinas, ao quadro na parede...,
ou ao que não está na casa)
essa coisa de ser objeto de decoração
não é e nunca será de.coração.

antes que seja tarde

quando eu desligo o telefone(que me desperta)
só penso em voltar a dormir meu sonho
acordá-lo às vezes não funciona nessa realidade
quando ela não tem braços...não os recebe bem.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

acabou o choro
uma constatação.
assim, seca mesmo.
talvez fosse mesmo o momento certo.
engolir o choro. engolir-se.
não há sensações a traduzir.
acabou.
naquela hora, não havia entendimento...
e não faltou sentimento, entrega e reflexão.
a palavra não se fez liquida. não se foi também como incenso a subir e a se dissipar no ar...
mas houve um congestionamento interior...
sem desenhar as emoções...
não havia necessidade ou compromisso algum nisso.
acabou o choro.
e
como fruta madura, da vez, de cair...sem ser apanhada...
que vai passar do ponto... o vento soprou a folha. a folha cobriu a fruta.
e
não valeu a semente, nem a flor...


terça-feira, 8 de abril de 2014


quando não entendo essas coisas de "merecimentos"
escolho abrir os olhos para ver as belezas...
se meus ouvidos me deixassem escutar todos os sons e ruídos que ele ouve
talvez houvesse mais motivos para aborrecimentos...
mas sou grata pelo que posso ouvir e escutar
vejo muita coisa sem querer... mas as que escolho ver é porque quero e me é permitido
e isso me deixa cheia de gratidão...
e eu nem sei se mereço, porque às vezes não entendo isso de "merecimentos"
algumas vezes penso ter privilégios, mas não é que isso me torna melhor que você... é só um jeito meu de olhar, de achar que sou especial (mas você também pode ser)
não sei se há mais amor em mim ou nas "coisas" que vejo... porque o amor é algo que transborda (não cabe em si) então se eu vejo não é só porque sinto amor... é porque ele de fato existe, e pode estar aí contigo...
tem nós que não sei desatar... sei que o amor faz isso!
então tenho buscado viver no amor
não sinto, às vezes, que é fácil... mas não é culpa do amor
que não exige nada...
quem exige é a vida... ela quer receptividade, para se sustentar na alegria.



to be

quinta-feira, 3 de abril de 2014

por garantia...

chegas antes todo dia
no pensamento e na poesia
só por garantia
vou fechar os olhos, cruzar os dedos
e acreditar...
só por garantia
vou abrir os olhos
mas segurar nos sonhos
só por garantia
de mãos postas
farei uma prece
pelo amor
de todo dia



quarta-feira, 26 de março de 2014

Hei medo!

Afasta-te de mim...

por um breve momento
como numa despedida
com hora marcada pra nunca mais
não ouço sinos, só alarmes!

pensa num instante de musica e ar
quase a mesma coisa
quando se está a contemplar

há brechas... mas, muitos cadeados...

não sou avessa dos segredos
olho-os de frente e de "banda"
com olhos de surpresa e espanto (às vezes)

segunda-feira, 17 de março de 2014

descalço

refiz o caminho...
tem estradas que o melhor é não trilhar...
há ruas de confusão, setas pra todo lugar e indicação de esconderijos...
não preciso dessas passagens...travessas feitas para se perderem,
só servem para confundir e aumentar as distâncias...
desenharam suas pegadas (para pisar)
muitas em sentidos duplicados
minha sorte é não caminhar seus passos
descalço...
mas a proteção é para os pés
não há escudo para o peito
e às vezes parece que as pessoas trocam o coração pelos pés
e saem pisando tudo pela frente, se magoando...
depois que veem que ao invés de pegadas, o que deixaram
foram pedaços do coração...
um coração bem machucado
encorajado a dizer não





sexta-feira, 14 de março de 2014

e era o dia da poesia...

havia um relicário... era ali, protegido da poeira, das interpéries...
guardado na altura dos olhos, do peito, das mãos... para que se permitisse a retidão do cuidado... sempre ao alcance...
há um poema escrito no peito...
às vezes necessito fazer essa leitura... e aí, só abrindo o peito
algumas vezes isso é feito à força e dói um pouco...
tem poemas que foram feitos para guardar!





quinta-feira, 13 de março de 2014

só penso o que sinto

só sei da estação... quando chega na pele, no peito, nos olhos...
não vou adiantar os ponteiros...
há uma pressa de não chegar (a tempo)
meu pulso, vazio, só há ecos do peito... mais nada
mas, tem horas... essas horas que empoeiram nos olhos
quando há um atraso habitual de um carinho, de um abraço que não chega...
quando penso... é o que sinto!
às vezes sinto falta

terça-feira, 11 de março de 2014

...

sim...
talvez merecesse os olhos...
e assim, essa distância das coisas do mundo não fosse tão grande e tão curta (à primeira vista)...
mas há sempre um degrau ou um abismo... talvez tivesse os olhos... e abertos, se encantaria com o horizonte. há um horizonte. há o sol do dia e o do peito...("quarando os sentimentos na pele")
para cada dia que nasce, um que morre? uma ótica que se apropria de morte e de dor... mas às vezes é só de uma saudade... uma saudade é como uma semente... a semente que morre para nascer...
talvez merecesse o dia... nascido do ontem... do sonho querido...bordado em certezas de vida e de amor...
talvez merecesse a voz\... e a voz do peito, que ainda fala... não há mudez de sentidos, nem de dia, nem de noite... ao meio dia, brilha intensa uma luz que irradia alegria, hora de aplacar tantas fomes...
talvez tenha o que mereça...


para questão de ótica-(talvez precise de horizontes mais que de olhos)

segunda-feira, 10 de março de 2014

para além dos olhos...

acomodar as emoções no peito não é tarefa fácil
ama.dores, constantemente podem ser pegos em um desequilíbrio ou outro...
para ver melhor é preciso olhar de.novo...

a pedra sou eu. "apenas uma pedra". não me amontoe mais.... me deixa rolar....igual aquela que rola para o precipício(mesmo sem sabê-lo). talvez não se quebraria, se caísse no rio... ou se caísse sempre, sem sentir, sem ter pouso...essa pedra que vai rolar... devagarinho...para não atingir e nem arrastar coisa alguma...não guarde mais essa pedra... não precisas dela, na sua construção...é pedra porosa que por ora vaza...(igual peneira)

sempre quis ser folha. que cai no tempo certo... que vai, ao sabor do vento... que enfeita... que insinua delicadezas...que fica, sem pertencer... que pertence, mesmo não estando lá... que se deixa transformar...
vês a folha? frente e verso? vês as marcas? as digitais? há sinais para além dos olhos...

quinta-feira, 6 de março de 2014

só um desespero

para impressionar a alegria...



há um desafio nessa gestação de silêncio...
há um grito: desabite!
inóspitas paredes... concretas fibras
onde? palavras espetaculares sendo encobertas
naquele contorno... plasticamente moldado
para doer!


assalto...

ao pensamento
uma saudade quando vem, traz uma parte escondida no coração da gente...
e o coração fica tentando acomodar as memórias nos sentidos urgentes... nos impulsos cortantes que a saudade carrega... na verdade, uma informação ela transfere ao coração... e ele se perde para encontrar motivos de ter se esquecido por algum tempo do que o trouxe até aqui...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pensando...


...sobre certas angustias e as coisas extraordinárias que fazem a gente valorizar a vida na riqueza dos detalhes dos sentidos, dos sentimentos fortes que impulsionam nossos dias da maneira mais urgente e às vezes incrível...às vezes nos carregam nos braços e aí a gente só consegue olhar as pegadas da felicidade que se desenharam onde estariam nossos passos, caso não estivessem nas nuvens, quando como estamos apaixonados pela vida, vivendo tudo muito intensamente...
um turbilhão de coisas ao mesmo tempo, às vezes, alerta a gente para refletir sobre os passos dados, as escolhas, consequências, sobre a vida e nossa relação conosco e com os outros... às vezes, parar (ou até não fazer nada)pode ser a unica maneira de acalmar-se, de encontrar um pouco de serenidade e experimentar olhar suas belezas e suas nulidades e saber exatamente o tamanho da sua "imperfeição"-que impede às vezes de abraçares o mundo que está perto de você... dentro e fora de você...
temos várias limitações na liberdade de ser, querer e ter... mas nunca limite-se para o amor. Só o amor é a cura, o antídoto para toda dor, indiferença, distância que possa existir ... (ou sentir-porque as vezes a distância é a escada que a gente desenha)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Surpresas



era momento de planejar a mudança para uma vida toda...
houve busca de um contentamento amplo, houve esperas...
para tudo, um tempo, às vezes incrédulo, mas com passos seguros...
experimentava-se um misto de calma e euforia, anestesiados na embriaguês das horas quentes!
e tudo pareceu-me criado para ser! impressiono-me tanto com as surpresas da vida...
houve tempo de lamentos... houve prisões, em muitos sentidos, de muitos sentires...
mas quando levanta os olhos, diante de si apenas o horizonte, maior que nos sonhos!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Entre um sorriso e outro: memória!



Que você se lembre que a felicidade a gente experimenta na subida, entre um degrau e outro, e não espere para ser feliz quando chegar ao topo... poderá perceber que foi feliz e não aproveitou no tempo certo da alegria...


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

guardam chuvas

pretensiosa,
desenha um horizonte próximo e querido
e caminha em sua direção
se agrada com nuvens brancas
com o sol que generosamente as transpassa
num brilho sem igual
formula certezas em seu coração
o deita no amor, na paixão de viver
protege o canteiro dos sonhos possíveis
rega de carinho e atenção

na emoção de agora, recolhe o sal
para que não ultrapasse a medida do sabor

há olhos de chuva



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ousa (o)dia

Quando se abre à alegria...
Se joga no meu horizonte e desperta-me para um sonho antigo de felicidade!

Perdão Você! (Ja avisava a música): Não me ensina a morrer/Que eu não quero...

Vou ler todos os livros, ouvir todas as músicas... e mesmo assim,  em meus pensamentos haverá intruso!

Vou mergulhar na ideia,  no papel dos rascunhos e no grafite...vou comprar borrachas... vou limitar à tinta, os erros!

Mesmo assim vão ultrapassar desejos e quereres maiores à margem de mim...

Não sonho o arco-íris em tons de cinza. ..
As reticências não protegem meu coração!  O que transborda me leva...
Não sei para onde vai. Me embriago desta viagem de ida.
Perdão!  Não sei se perdi meu coração.  Se o encontrou, a ti pertence.  Não me devolva. Enquanto estiver contigo há vida!


Era sobre sonhos que me realizam na minha humanidade.  Me falam das dores de uma realidade que não sonhei construir, mas ensinam o que vale a pena, mesmo que doa... e me lembra que, muitas vezes, o impulso revela a dor no peito! Que só é possível conte-lo...enquanto cabe lá dentro... que quando transborda... é tarde demais!