gosto da palavra tão completa no silêncio...
nesse que vem me falar das coisas intraduzíveis...
e abraça todos os pavores e tristezas,
protege você de algum rancor, de algum bolor, desse inverno
essa palavra inversa, de som absurdamente mudo, muda a rota
da dor, para que não saia e não fira ...
tem vez que eu deito nessa pena de viver
pregando as palavras mudas no peito
regando de um balsamo nutrido de todo sentimento
tanto, que numa gota, vou-me toda...
tem muitas palavras que estão desistindo de nascer
elas tem medo, de ser exatamente o que são...
elas querem ser as asas e o pouso...
o sono e os sonhos
a dose e o exagero
o orvalho e a chuva
o vento e a tempestade
querem dizer que são mais do que o som
e os seus contornos...
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Templo íntimo
Queria ver o rio
Por um instante dançar com as borboletas amarelas e azuis
Quero sentir o cheiro da flor, da mata...
Ouvir os pássaros...
O tempo se fecha... só quero abrir as janelas desse peito e deixar o ar entrar e limpar tudo por dentro...
Queria um pouco de sim
Queria um pouco mim
Queria ver o rio
Por um instante dançar com as borboletas amarelas e azuis
Quero sentir o cheiro da flor, da mata...
Ouvir os pássaros...
O tempo se fecha... só quero abrir as janelas desse peito e deixar o ar entrar e limpar tudo por dentro...
Queria um pouco de sim
Queria um pouco mim
segunda-feira, 10 de julho de 2017
abrigo de olhares
dentro de ti, o mundo
com pesos e medidas
absurdas
entrelaços...
meus nos teus passos
minha história
é pra guardar
atravesso quintais
para ver seus poemas
nos varais
sol a sol
me debruço na janela
derramo meu verso
o que não sei calar
de um sentimento
que não sabe
nem aceita morrer
numa vida muda
contos de um sonho
fragmentado
exponho para quarar
quem sabe se cura
da doença do dia
a indiferença
na rotina é uma morte
com pesos e medidas
absurdas
entrelaços...
meus nos teus passos
minha história
é pra guardar
atravesso quintais
para ver seus poemas
nos varais
sol a sol
me debruço na janela
derramo meu verso
o que não sei calar
de um sentimento
que não sabe
nem aceita morrer
numa vida muda
contos de um sonho
fragmentado
exponho para quarar
quem sabe se cura
da doença do dia
a indiferença
na rotina é uma morte
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Desamanhecer
Agora,
na cidade da tua ausência
outro dia
desamanhece. E súplice
um grito escorre na paisagem.
Todos os lugares
são feitos do teu antes.
Da janela,
a noite chega
com as mãos vazias. E
tudo ao fim se esvai
em volta
como um tecido de ventos.
Só meu coração insiste
em erigir teu nome...
para além do esquecimento.
SALGADO MARANHÃO
bálsamo
se todo choro fôsse
dessa lágrima que banha todo o corpo
escorre na alma, represando meus passos, nesse caminhar de lago
haveria aqui proteção em escudos de dentro e de fora
não haveria dor, curava todas as cicatrizes
fosse ele, o bálsamo
...
dessa lágrima que banha todo o corpo
escorre na alma, represando meus passos, nesse caminhar de lago
haveria aqui proteção em escudos de dentro e de fora
não haveria dor, curava todas as cicatrizes
fosse ele, o bálsamo
...
terça-feira, 4 de julho de 2017
Para quando celebrar o amor, a vida, a inspiração...
Passe todos os acontecimentos pelo filtro do amor
Partilhe os sentimentos, essa vida pulsante dentro de ti
o sopro, a alegria, a dor...o bem querer.
"Não se canse de fazer o bem"
Ame o quanto baste
para tudo basta o amor
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Toda prece é sentida
Abri os olhos...
Olhei tão profundamente
E lá eu estava, dentro da prece
Fechei os olhos...
Como se algo partisse meu peito...
A oração se desenhou no meu rosto...
Lavou minhas mãos, os olhos, os sonhos
O coração quis ser o abraço mais doce
O silêncio vai conduzir a música dessa hora
Toda prece é sentida
A beleza que transforma e torna sagrado
Cada ato, pensamento e a palavra de vida.
Olhei tão profundamente
E lá eu estava, dentro da prece
Fechei os olhos...
Como se algo partisse meu peito...
A oração se desenhou no meu rosto...
Lavou minhas mãos, os olhos, os sonhos
O coração quis ser o abraço mais doce
O silêncio vai conduzir a música dessa hora
Toda prece é sentida
A beleza que transforma e torna sagrado
Cada ato, pensamento e a palavra de vida.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Da docilidade do tempo
O mesmo que passa e acaricia a gente...
O mesmo que dá o alerta para os cuidados de si... e do outro
O mesmo que diz não ficar, está sempre em movimento...
Transformando... Maturando... Ensinando
O tempo da música no meu peito, com suas pausas, seus silêncios...
Com toda dinâmica e intensidade... me faz viver na emoção
Em cada compasso, um folego novo preciso, para sustentá-la, junto comigo,
Suavemente, sem romper o en.canto...
Impressa pela voz, com todo sentimento.
Esse tempo color.ido... seja sempre escrito
Nos instantes da vida, sempre preciso!
quarta-feira, 28 de junho de 2017
da leveza de ser
sustentar tudo o que é excesso...
em demasia, seja poeira ou brilho
olhar pelas frestas para o mundo
às escondidas para o sentimento
atrevido, atravessa meu agudo
quebrando a nota, levando susto
lá do sol fa.la.do.r
e eu perco o ar
me esqueço de respirar
a flor do peito à flor da pele
o inusitado que nunca acontece
é tenso sustentar a nota
e a mesma intenção
é crescente e livre
em demasia, seja poeira ou brilho
olhar pelas frestas para o mundo
às escondidas para o sentimento
atrevido, atravessa meu agudo
quebrando a nota, levando susto
lá do sol fa.la.do.r
e eu perco o ar
me esqueço de respirar
a flor do peito à flor da pele
o inusitado que nunca acontece
é tenso sustentar a nota
e a mesma intenção
é crescente e livre
a sair por aí desenhando um sorriso nos olhos... é a minha paisagem
há que transformar o mundo num espelho, essa luz que reflete o desenho
de lábios abertos...
sim. há que registrar a alegria na vida dos outros.
sim. há que se olhar pelo véu do amor.
sim. todo sentimento aqui esta articulado nesse amor.
até quando a vida dói
até quando sorrimos aos prantos
até quando o grito não sai
pensei contar da simplicidade da vida
mas eu só sei complicar, o que é simples, e o que é vida
tenho que agradecer por olhar de novo e de novo
assim visito as emoções e desenho sorrisos sinceros
ainda que ninguém veja...
há que transformar o mundo num espelho, essa luz que reflete o desenho
de lábios abertos...
sim. há que registrar a alegria na vida dos outros.
sim. há que se olhar pelo véu do amor.
sim. todo sentimento aqui esta articulado nesse amor.
até quando a vida dói
até quando sorrimos aos prantos
até quando o grito não sai
pensei contar da simplicidade da vida
mas eu só sei complicar, o que é simples, e o que é vida
tenho que agradecer por olhar de novo e de novo
assim visito as emoções e desenho sorrisos sinceros
ainda que ninguém veja...
terça-feira, 27 de junho de 2017
Lágrima
Carrega o peso da memória de todos os sentidos
Misturados nesse peito aflito, muitas vezes em convulsão
Tem tanta palavra pra te cantar
Liberdade era o tempo pra mastigar
Libertar te doi...
Preciso cuidar de secar os olhos
E deitar nas asas dos sonhos
segunda-feira, 26 de junho de 2017
... da paz
O mundo empurra a vida para a impaciência
E assim... aos trancos... a gente se atropela...
Na pressa, procura-se as frestas
Por onde, discretamente, os sonhos nascem
Não te olho, se esse olhar te ferir...
Há sempre um querer que movimenta
e dá coragem...
mesmo para a espera
inocente... de compreender a vida
inocente... de compreender a vida
e a noção de viver... de caminhar
de.vagar, quando todos correm
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Os olhos estão embriagados desse tempo...
Como janelas que se abrem na mesma estação...
Dia e noite... faça inverno ou verão
Seu presente é viver amando
E, quando sóbrios, se sentem pertencidos
A todas elas, o tempo todo...
E nesse momento de docilidade, saborear o fruto do amanhã
E bordar os cílios de duvidas e encantamentos que,
Dia e noite... faça inverno ou verão
Seu presente é viver amando
E, quando sóbrios, se sentem pertencidos
A todas elas, o tempo todo...
E nesse momento de docilidade, saborear o fruto do amanhã
E bordar os cílios de duvidas e encantamentos que,
num piscar, dá certeza da vida que acontece hoje e
amanhã virou memória
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Impronunciável
Palavra quando dorme, no silêncio de estrelas
Palavra quando rasgada fraturando o peito
Palavra caída, meio sem jeito
Palavra tímida ou em desespero
Palavra ainda não inventada ou sem sentido
Palavra despida de sonhos, quereres ou mansidão
Palavra quando rasgada fraturando o peito
Palavra caída, meio sem jeito
Palavra tímida ou em desespero
Palavra ainda não inventada ou sem sentido
Palavra despida de sonhos, quereres ou mansidão
Palavra que faz doer no outro todo o mundo criado
Palavra que falta
Palavra sem nome
Palavra sem nome
Palavra muda
... ainda semente, que sonha o fruto
ainda indecifrável!
ainda indecifrável!
segunda-feira, 19 de junho de 2017
como nosso olhar sobre o outro pode estar equivocado...
era uma flor quebrada, vivia sempre úmida demais, já quase apodrecendo seus vitais sentidos
ainda ao longe uma réstia da luz do sol
a luz caminhava, suponho, que à força do vento, para além de mim
como posso chegar até você, sem ir...
eu quis usar um vestido de flores
para quando só veem as flores
nos meus olhos, um mundo a gritar, sem palavras
essa luz que vai... vai... um dia chega... um dia fica...
um dia apaga
para alem dos olhos, a palavra que precisa ser dita quer ser ouvida.
para quando o melhor instrumento para comunicar o sentimento
é a escuta do coração.
era uma flor quebrada, vivia sempre úmida demais, já quase apodrecendo seus vitais sentidos
ainda ao longe uma réstia da luz do sol
a luz caminhava, suponho, que à força do vento, para além de mim
como posso chegar até você, sem ir...
eu quis usar um vestido de flores
para quando só veem as flores
nos meus olhos, um mundo a gritar, sem palavras
essa luz que vai... vai... um dia chega... um dia fica...
um dia apaga
para alem dos olhos, a palavra que precisa ser dita quer ser ouvida.
para quando o melhor instrumento para comunicar o sentimento
é a escuta do coração.
domingo, 18 de junho de 2017
quarta-feira, 14 de junho de 2017
saber existir
saber andar só, andar a pé
saber e querer olhar a vida
ter uma ideia e o sentido do amor
comunicar o sentimento
pensar a ação
repensar o sonho
o desejo...
acalmar o passo
quando teu coração
sem querer disparar
desfazer os nós
delicada_mente
se preciso for
revirar do avesso
trazer para si o pensamento
te encontrar por dentro
e viver mais perto da paz
saber e querer olhar a vida
ter uma ideia e o sentido do amor
comunicar o sentimento
pensar a ação
repensar o sonho
o desejo...
acalmar o passo
quando teu coração
sem querer disparar
desfazer os nós
delicada_mente
se preciso for
revirar do avesso
trazer para si o pensamento
te encontrar por dentro
e viver mais perto da paz
segunda-feira, 12 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Nas horas vagas
Ensaiou despedidas, não antes de rasgar o verbo, desfiar as fibras, moer os olhos...
Não vai a lugar algum sem suas dúvidas e certezas...
Nesse tempo de olhar pra si mesmo, há muita sede... a busca não cessa.
Nas horas vagas, algum silêncio acalma as dores... Mas é a musica que quer curar
E a palavra se debulha em sentimentos controversos, às vezes imprecisos, querendo fazer valer cada sentido... ter sentido.
Há vida aqui e ali... é só olhar e ver.
Há misérias maiores... Ainda há fome.
Muito há que se fazer pelo outro e para si
Pobres quereres, sempre maiores que a real necessidade...
Nas horas vagas meço força com meu Eu de dentro
Descubro-me... Olho nesse espelho real... Ficam expostas todas as fragilidades
O Presente é uma urgência diária! Uma corrida sempre pra fora... fora demais
Apesar de sentir que fora demais é o futuro-um horizonte inalcançável - logo ali, tão perto... contraditório... não sei bem.
Sei que sonho ... e a incerteza é um véu que muda a cor do dia e da noite
Carrego na retina...minhas fotografias mais queridas...
São os desenhos que faço da vida que me cercou um dia...
Sei de cor cada traço, se soubesses... mas a mão nunca é livre para os contornos do peito... talvez a mão firma o lápis, que desenhou aqui tanta beleza...que fez a nota musical durar mais tempo na minha trilha...
O que me apavora ainda são as despedidas que a vida me dá...
Sei que há tempo para tudo nesse mundo de viver...
Sei que fazem rondas na dor da gente...
Se... decidir muda tudo, se... muda a gente
Seja a prece, verdadeira!
segunda-feira, 22 de maio de 2017
choro...
palavra liquida que consegue dizer,
compulsivamente,
onde estou doendo
palavra rasgada, a sangrar...
música de todos os sentidos
de todos meus silêncios.
compulsivamente,
onde estou doendo
palavra rasgada, a sangrar...
música de todos os sentidos
de todos meus silêncios.
sexta-feira, 19 de maio de 2017
são meus olhos...
na contagem do tempo
na paisagem, na janela e aqui dentro
um olhar mais quieto, desajeitado às vezes
mas, único... são meus olhos, quando me olham.
já desconfiei se eram mesmo meus olhares
mas só às vezes, quando sinto saudades
e quando não me "acho"...
meus olhos, que ás vezes se iludem, me desafiam sempre
aí eu tenho que olhar de novo mantendo a permanecia
das descobertas que ele provoca sob a luz do real
sobre os fascínios dos quereres ininterruptos
a luz precisa ser direcionada nessa realidade do existir
na paisagem, na janela e aqui dentro
um olhar mais quieto, desajeitado às vezes
mas, único... são meus olhos, quando me olham.
já desconfiei se eram mesmo meus olhares
mas só às vezes, quando sinto saudades
e quando não me "acho"...
meus olhos, que ás vezes se iludem, me desafiam sempre
aí eu tenho que olhar de novo mantendo a permanecia
das descobertas que ele provoca sob a luz do real
sobre os fascínios dos quereres ininterruptos
a luz precisa ser direcionada nessa realidade do existir
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Quando adoeço
Às vezes adoeço
Adoece em mim os olhos e a boca
Os ouvidos e as mãos
há um grito entalado na boca do estômago
há um riso caído nos pés que, descalços, são feridos nas pedras lisas e pontiagudas num solo cansado de ontens e amanhãs que insistem em abafar a vida que pulsa hoje perto de nós
Mas há sempre uma luz que guia os sentidos
Para frente e para o alto
É que pede olhar com alma mais uma vez
...
Adoece em mim os olhos e a boca
Os ouvidos e as mãos
há um grito entalado na boca do estômago
há um riso caído nos pés que, descalços, são feridos nas pedras lisas e pontiagudas num solo cansado de ontens e amanhãs que insistem em abafar a vida que pulsa hoje perto de nós
Mas há sempre uma luz que guia os sentidos
Para frente e para o alto
É que pede olhar com alma mais uma vez
...
quinta-feira, 9 de março de 2017
Para você que ainda não morreu
poucas pessoas tem sensibilidade e disposição para enxergar o outro, o eu no outro, e o mundo a sua volta...
poucas pessoas tem coragem de dizer sim ao coração e rasgar suas fibras diariamente... e nunca calar os sentidos.
poucas pessoas param para ver a vida passar e quando pode abraçá-la forte, deixando na vida dos outros o seu cheiro, o seu gosto, o seu amor... deixar um pouco de si no outro faz com que o valorize, o respeite... por se sentir pertencida, ali, num cantinho de toda aquela vida que corre pra lá e pra cá...
para você que ainda não morreu, ainda hoje: Viva!
poucas pessoas tem coragem de dizer sim ao coração e rasgar suas fibras diariamente... e nunca calar os sentidos.
poucas pessoas param para ver a vida passar e quando pode abraçá-la forte, deixando na vida dos outros o seu cheiro, o seu gosto, o seu amor... deixar um pouco de si no outro faz com que o valorize, o respeite... por se sentir pertencida, ali, num cantinho de toda aquela vida que corre pra lá e pra cá...
para você que ainda não morreu, ainda hoje: Viva!
quarta-feira, 8 de março de 2017
Para quando lembrar...
Para quando lembrar...
Ser forte!
Para quando estiver cansada, não desista, descanse!
Mãe... você abraça todas as ideias e sentimentos de ser mulher. Te amo!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
constantemente busco em seus olhos as respostas e os consentimentos...
não sei mudar essa relação dependente com.sentimentos
seu olhar de mundo...quero caber no olhar...procuro e não acho
onde é que estou ou onde é que sou parte...
fico pensando e enumerando sonhos possíveis
e traço um horizonte daquela utopia
e caminho esse caminhar de partidas... de idas...
anotações
não sei mudar essa relação dependente com.sentimentos
seu olhar de mundo...quero caber no olhar...procuro e não acho
onde é que estou ou onde é que sou parte...
fico pensando e enumerando sonhos possíveis
e traço um horizonte daquela utopia
e caminho esse caminhar de partidas... de idas...
anotações
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Para quando amar for uma decisão!
seus sentimentos são cartas de amor pedindo respostas...muitas delas te abraçam todo dia... sua vida canta a poesia.. e você vive repleta de amor e cada dia mais decidida a amar... Para quando amar for uma decisão! Ame!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Feito para viver de sonhos...e viveu!
Não se pode devorar os sonhos
Não é equilibrado sustentar desejos
Ver de perto todos eles se tocando (sonhos, desejos) formavam laços que se apertavam sempre que estavam perto demais
A realidade, às vezes, não foi como disse o compositor... e nunca o é... não desenhada por mim
Amizade é minha melhor música e o amor é a poesia
Você foi feito para viver de sonhos...e morreu!
Há um labirinto que não desejo percorrer...
Medo do escuro...
Ainda escuto o seu coração
Não é equilibrado sustentar desejos
Ver de perto todos eles se tocando (sonhos, desejos) formavam laços que se apertavam sempre que estavam perto demais
A realidade, às vezes, não foi como disse o compositor... e nunca o é... não desenhada por mim
Amizade é minha melhor música e o amor é a poesia
Você foi feito para viver de sonhos...e morreu!
Há um labirinto que não desejo percorrer...
Medo do escuro...
Ainda escuto o seu coração
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
entubar
há dias de luz antiga, mas dessas que ficam na lembrança sem brilhar... e que doí os olhos!
num dia de "ontens",
comida fria,
água parada,
as cenas passam na sua frente
confundem-se com a vida
mas na real, a vida é "dormida"
antes era sonhada e a.cor.dada
era só pedir..
havia sons, todos os dias
e um silêncio nos "quereres"
amanhece logo para ver as flores
há dias de luz antiga, mas dessas que ficam na lembrança sem brilhar... e que doí os olhos!
num dia de "ontens",
comida fria,
água parada,
as cenas passam na sua frente
confundem-se com a vida
mas na real, a vida é "dormida"
antes era sonhada e a.cor.dada
era só pedir..
havia sons, todos os dias
e um silêncio nos "quereres"
amanhece logo para ver as flores
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
na estação de ficar...
moro numa estação
viajo nas outras
como folha solta
tem um mundo que sou
fora de mim
o corpo, o tempo e o vazio
expandem-se e recolhem um pouco
meus sentimentos.
sempre há em mim um impulso pela decisão
se vou, se fico... se calo ou se digo...
num momento fiquei sem escolha
não foi ruim... foi uma necessidade.
continuo envolvendo os sentimentos e as estações da vida
e experimentando todas as reações que elas provocam.
mas no fundo, não há lamentos... incertezas.
o sentimento é certo
o sentido, a direção... é seguir em frente
com meus "pra dentro"
terça-feira, 18 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
A estrada, o amor....
vou na estrada de vir...
vou assim... indo, indo... só observando meus descaminhos
às vezes naquelas trilhas sem aviso, sem seta de direção... de onde vai dar.
o tempo, escada rolante... quando acho que vou, vão todos... passando por mim
e onde estou, fico... olhando pro céu... desenhando preces, tateando no ar... pra agarrar uma mão amiga...
e só, arranja força de ir... é um "ir" sabendo que não "devia"!? mas o que se sabe enfim...
vou, sem certezas... carregada nos braços do amor na correnteza... vou muda, não sei que dizer... as vezes quero eu guardar é tudo no peito
...tanto medo!
tempos de ódio... anima saber o que sinto...
mesmo que doa rasgar o verbo no peito
e... sangrando...ir costurando feridas...num sofrer... esse sofrer que anima a vida... faz viver... faz ir...
se dói muito?
.. insuportavelmente
terça-feira, 11 de outubro de 2016
apanhando da vida!
e o que eu sinto... não mudará!
tem uma dor que dói por dentro... queima os olhos...pressiona a cabeça
grita a qualquer hora precisa!
o medo ultrapassa o peito... já cria seu tumulto na casa toda... já quase vazia
não tem como se esconder, já tentei... e me achei, amoada num canto qualquer
desencanto e tristeza choram o desespero das ideias loucas...
não quer mais pedir socorro... desistiu da partilha de bens ... desistiu das paisagens que fez
cambaleia por ali e por aqui... já sem forças para qualquer luta
e o que eu sinto... não mudará!
tem uma dor que dói por dentro... queima os olhos...pressiona a cabeça
grita a qualquer hora precisa!
o medo ultrapassa o peito... já cria seu tumulto na casa toda... já quase vazia
não tem como se esconder, já tentei... e me achei, amoada num canto qualquer
desencanto e tristeza choram o desespero das ideias loucas...
não quer mais pedir socorro... desistiu da partilha de bens ... desistiu das paisagens que fez
cambaleia por ali e por aqui... já sem forças para qualquer luta
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
quando dói
“há perdas que nunca acabam de ser perdidas" (Aconteceres de Lídia Borges)
da ausência de alguém por ocasião da morte...
da saudade de alguém por ocasião da vida e oportunidade do amor que deixou...
"Não posso esconder o que o amor me faz" (Roberta Sá)
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
deitei os olhos num horizonte verticalizado de sonhos... se é que é possível...perder os sentidos não é muito fácil... pode acontecer...mas sinto muito... sinto tantoeu não posso mais fechar os olhos, atar as mãos... sonhos correm livres no pensamento do dia e da noite... buscas incontáveis se dão a todo momento... há de encontrar uma fresta, esse sonho sabe acordar todos os sentidos... fique atenta... ainda há surpresas nessas fibras quase expostas... não deixe de querer... amar dói, em algum momento da vida... talvez eu tenha inclinado toda uma vida...por isso os sonhos tortos... os horizontes tão distantes cruzando os olhos...abro os braços e ensaio um voo... e era só cair
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
se...
há uma piscante seta de "não perturbe" que confunde os olhos...
no quarto escuro...
há distâncias que comunicam caminhos sem bússola...
no quarto escuro...
há distâncias que comunicam caminhos sem bússola...
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
ocupada querendo o bem
eu não sei como responder ou se preciso responder ao mundo ...
preocupa-me o suficiente respondendo aqui pra mim todo dia (tenho minhas próprias indagações)... pensando, imaginando criando as possibilidades para o sonho que quero ter ...(as melhores coisas para se ter, são aquelas que foram sonhadas, desejadas, queridas... mas há quereres desmedidos, para ficarem no campo do imaginário...)
sinceramente... quando a questão é culpa (a culpa é de quem!?) quando se refere a sentimentos ... isso de fato não me aflige...
não tenho controle sobre o que sinto... tenho sim com o que fazer a partir do que sinto... o que aflige é a tomada de decisões que são sempre necessárias.... daí porque tanto pensar as relações consigo, com o outro, com o mundo... penso que num mundo de superficialidades ou de grosseiras desmedidas, ainda há que se primar pelo respeito e o não querer ferir ninguém... não dá para viver de qualquer jeito... e tudo é problema nosso.
as decisões não diminuem nenhum sentimento...eles ajudam, interferem, direcionam...motivam até...
pensar para VERMELHOr uma vida que é multicolorida....
terça-feira, 20 de setembro de 2016
VER.MELHOr
Sobre a Cor.Ação do peito!
Sobre o amor e a paixão que move a vida da gente...
É tudo como o coração diz pro Olho da mente para seguir em frente, viver o que acredita ser da vida!
(para quando a vida precisar de COR:ação!)
Sobre o amor e a paixão que move a vida da gente...
É tudo como o coração diz pro Olho da mente para seguir em frente, viver o que acredita ser da vida!
(para quando a vida precisar de COR:ação!)
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Reação
houve uma forma de reagir... e a voz silenciou suas dores
houve uma reação contrária...calar à força... sem razão de ser, de sentir...
talvez soubesse combinar os atos... mas, entre um passo e outro, caiu no abismo
indiferente ao que pudesse ou não importar... ensaiou desistências... e quase conseguiu
não fosse o amor no canto dos olhos e dos lábios... e a flor que plantou e precisava cuidados
há quem pense viver numa fortaleza, imune as intempéries, ao abrigo de um abraço protetor contínuo...
penso que é assim mesmo, mas.. olhamos e não vemos!
há um medo crescente que precisa cessar!
há uma dose de afeto necessária pra viver, e a vida não pode calar!
assinalo despedidas de um sonhar sem limites
há um grito preso que explode no peito
quando a voz é rasgada e zangada
às vezes a melhor reação é o silêncio
às vezes esse silêncio fere demais
não fosse o amor no canto dos olhos e dos lábios...
a certeza nos contornos das belezas do dia, ainda há gente cheia delas!
há quem saiba viver numa fortaleza, imune as intempéries, ao abrigo de um abraço protetor
houve uma reação contrária...calar à força... sem razão de ser, de sentir...
talvez soubesse combinar os atos... mas, entre um passo e outro, caiu no abismo
indiferente ao que pudesse ou não importar... ensaiou desistências... e quase conseguiu
não fosse o amor no canto dos olhos e dos lábios... e a flor que plantou e precisava cuidados
há quem pense viver numa fortaleza, imune as intempéries, ao abrigo de um abraço protetor contínuo...
penso que é assim mesmo, mas.. olhamos e não vemos!
há um medo crescente que precisa cessar!
há uma dose de afeto necessária pra viver, e a vida não pode calar!
assinalo despedidas de um sonhar sem limites
há um grito preso que explode no peito
quando a voz é rasgada e zangada
às vezes a melhor reação é o silêncio
às vezes esse silêncio fere demais
não fosse o amor no canto dos olhos e dos lábios...
a certeza nos contornos das belezas do dia, ainda há gente cheia delas!
há quem saiba viver numa fortaleza, imune as intempéries, ao abrigo de um abraço protetor
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Oito de Setembro
A minha vida inteira é um lindo presente! A cada dia venho desembrulhando surpresas de amor e carinho. A emoção que acolho no coração, hoje transborda... é muita alegria ter amigos tão especiais!
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
...
sobre assumir sua vida, sua história...
sobre ser capaz de tomar decisões... suas próprias decisões...
sobre calar a voz e sobre gritar
sobre tudo
sobre você
as estações
e a vida
sobre todas as reações que provocam em nós
sobre questionar-se a cada momento
sobre todos os questionamentos
e como é difícil de entender o mundo
é sobre tanta sensibilidade
e a falta dela
sobre ser capaz de tomar decisões... suas próprias decisões...
sobre calar a voz e sobre gritar
sobre tudo
sobre você
as estações
e a vida
sobre todas as reações que provocam em nós
sobre questionar-se a cada momento
sobre todos os questionamentos
e como é difícil de entender o mundo
é sobre tanta sensibilidade
e a falta dela
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
para quando precisar de amparo
...quando a humanidade me desaponta...vem a vida mostrar Juliana...para quando a beleza de ser Humana se mostra na generosidade de compartilhar as suas descobertas, mesmo quando são dores, comunicam a alegria do amor que te abraça todo dia... experiências de amor que te afastará dos males, pois te fortalecerá dia após dia... muita gente te ama, e essa energia vital, o amor, há de abrandar os sentidos... tens um mundo aí dentro, é um mundo repleto de belezas...
de mãos vazias e calo nos pés ...
de mãos vazias e calo nos pés ...
sorrateira a mente, me espia por dentro
me pede para dizer das emoções guardadas
me faz revisitar quem sou, o que quero
eu me experimento todo dia, o dia todo
tenho meus sabores muito apurados, as vezes,
tento não oferecer amargor ou o azedo deles, a ninguém
é... às vezes desisto, sem querer...
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Poeta Vander Lee
"Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair
quinta-feira, 28 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Escutar com o coração ...
Ir aos nossos desertos faz descobrir nossas necessidades mais urgentes... é preciso ouvir nossos silêncios mais profundos, se conectar a eles, em algum ou em muitos momentos da nossa vida...especialmente quando a vida é cheia de pressa!
quarta-feira, 6 de julho de 2016
jeito de amar
... abra os olhos, os ouvidos, as narinas e o peito
tudo pode afetar... o afeto é bom
eu que não sei viver
e o que não sei... também é bom
há dúvidas que esclarecem muito do que sou, do que quero
e muito do que não quero ter...
uma certeza me abraça por dentro... e me renova, dia após dia
"viver até que doa", viver é bom... dói, mas é bom
tudo pode afetar... o afeto é bom
eu que não sei viver
e o que não sei... também é bom
há dúvidas que esclarecem muito do que sou, do que quero
e muito do que não quero ter...
uma certeza me abraça por dentro... e me renova, dia após dia
"viver até que doa", viver é bom... dói, mas é bom
segunda-feira, 4 de julho de 2016
"And which is an illusion"
Cismo que não há perdas... nem ganhos nessa melodia
a não ser quando penso vestir de poesia, as horas do dia
e aí compor o tema de amor na loucura que é cantar a mesma canção todo dia!
Só para fugir das indelicadezas...
Essa é uma janela de fragilidades. E eu, descuidada...
buscando leveza sem temer o fim...para quando houver algo para terminar.
a não ser quando penso vestir de poesia, as horas do dia
e aí compor o tema de amor na loucura que é cantar a mesma canção todo dia!
Só para fugir das indelicadezas...
Essa é uma janela de fragilidades. E eu, descuidada...
buscando leveza sem temer o fim...para quando houver algo para terminar.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
me deixa ficar
tudo que transforma necessariamente precisa mudar tudo!? sim, é o que a vida diz...
e tudo foi mudado. menos a folha amarela do amanhã que não me deixou ficar...
dois tempos num coração, lugar de amar!
os sinos não soam como antes... mas há uma canção imensa de pausas sonoras, que me nota
as flores ... os musgos... e os espinhos furando meu tempo de inverno...
por isso eu quis o sol... há sempre uma estranheza na pele
e tudo foi mudado. menos a folha amarela do amanhã que não me deixou ficar...
dois tempos num coração, lugar de amar!
os sinos não soam como antes... mas há uma canção imensa de pausas sonoras, que me nota
as flores ... os musgos... e os espinhos furando meu tempo de inverno...
por isso eu quis o sol... há sempre uma estranheza na pele
terça-feira, 28 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
22-06-2016
"O Senhor olha por ti todos os dias. Toma consciência deste olhar que desce sobre ti e te traz a paz. Agradece a Deus o dom da fé. Agradece a vida"
(João Delicado)
terça-feira, 14 de junho de 2016
vamos fugir, desse lugar...
...mas é dentro nosso refugio para momentos de escuridão e medo
é dentro que encontramos força pra mudar o que é necessário mudar
é dentro que a gente descansa os olhos... quando não se pode olhar... o mal assim tão de perto.
é dentro a febre... do existir!
é dentro que encontramos força pra mudar o que é necessário mudar
é dentro que a gente descansa os olhos... quando não se pode olhar... o mal assim tão de perto.
é dentro a febre... do existir!
quarta-feira, 8 de junho de 2016
╰✿
ainda acredito na poesia... em tudo que ela comunica...
haverá o tempo para que outros escutem o que ela diz...
se todos que acreditam na poesia deixarem de compor, postar, compartilhar, ler...
aí quando chegar o tempo (dos outros), não haverá poesia
cada um aproveita o tempo como melhor o sente
uns tem prioridades que aprisionam o tempo...
outros que liberta
✿╮
Na sombra da espera…
Publicado em 30/05/2012 por Rose RochaNa sombra da espera…
deitei meus olhos
Resido num sonho
atrás de janelas e portas
(que se fecham ao sabor do vento)
quando a noite não dorme
e o dia também não chega
e a palavra que
surge da escuridão
me cala o querer
costurando-o no tempo
com a agulha do agora
que passa entre os dedos
me aponta caminhos
se fere, me leva
sigo estancando o sangue
que vez ou outra
detalha uma dor.
Resido num sonho
atrás de janelas e portas
(que se fecham ao sabor do vento)
quando a noite não dorme
e o dia também não chega
e a palavra que
surge da escuridão
me cala o querer
costurando-o no tempo
com a agulha do agora
que passa entre os dedos
me aponta caminhos
se fere, me leva
sigo estancando o sangue
que vez ou outra
detalha uma dor.
❀
“Houve o tempo do sonho. No escuro das noites, todos sonharam palavras.
Houve o tempo do acordar. Na luz das manhãs, todos acordaram palavras.
Depois veio a coragem de presentear. Em cartas lacradas viajaram secretas palavras”.
(Bartolomeu Campos Queirós)
Houve o tempo do acordar. Na luz das manhãs, todos acordaram palavras.
Depois veio a coragem de presentear. Em cartas lacradas viajaram secretas palavras”.
(Bartolomeu Campos Queirós)
segunda-feira, 6 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
Serviço
a decepção faz parte de toda relação...
porque a gente tem o defeito de querer, de esperar ser servido
em algum momento da vida
esse querer quer fazer valer nosso direito
não é que conscientemente busque uma relação utilitária e se buscar não é para toda relação e nem o tempo todo, talvez só quando necessite... mas é: de atenção, reciprocidades de sentimento e de ações... A gente dá carinho, e não espera ser agredido. A gente da atenção e não quer a indiferença...
A disponibilidade, a co-responsabilidade no servir, ajudar o outro na sua necessidade... é um exercício de amor.
"O coração aberto e preocupado com as necessidades do outro...
É assim, habitado pelo amor que se está disponível ao outro"
porque a gente tem o defeito de querer, de esperar ser servido
em algum momento da vida
esse querer quer fazer valer nosso direito
não é que conscientemente busque uma relação utilitária e se buscar não é para toda relação e nem o tempo todo, talvez só quando necessite... mas é: de atenção, reciprocidades de sentimento e de ações... A gente dá carinho, e não espera ser agredido. A gente da atenção e não quer a indiferença...
A disponibilidade, a co-responsabilidade no servir, ajudar o outro na sua necessidade... é um exercício de amor.
"O coração aberto e preocupado com as necessidades do outro...
É assim, habitado pelo amor que se está disponível ao outro"
Servir! "É isto que faz em ti o amor de Deus quando dizes SIM: abre-te o coração aos outros!"
Da prece:
"...um coração sensível às necessidades dos outros"
Oferece a Deus a tua disponibilidade.
Oferece a Deus a tua disponibilidade.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
estupidez
...puseram uma pedra no peito e uma flecha nos olhos...
o ódio segue sua liberdade de sangrar as vidas...
em todas as relações...
(o deboche desenhado nas retinas...da estupidez)
terça-feira, 10 de maio de 2016
camadas
ordenadas em mim
vibra tanta vida
na vida que me cabe
quase sou inteira
fosse consciente
essa vida riscada
no rosto
no peito
nos pés
nas mãos
nos olhos
que ardem
como o peito
que às vezes chora
rasga a pele do meu tempo
e me desenha na sua vida
Sobre parar...
saber quando parar... mesmo se estiver na metade do caminho...
buscar o equilíbrio... evitar o conflito
são tantas setas se convergindo para dentro
que é possível me perder bem lá dentro
buscar o equilíbrio... evitar o conflito
são tantas setas se convergindo para dentro
que é possível me perder bem lá dentro
desistências
ocorrem rotineiramente...
quando fecho os olhos para a vida, minha e sua...
quando olho bem de longe... e me afasto um pouco mais ... para que não chegue esse horizonte
quando ao olhar o céu, desenho estrelas, maiores que eu, para deitar meu sonho...
as palavras adormecidas no peito, quase mudas...salvo quando sussurram um amor que quero guardar
aí vem o grito!
ocorrem rotineiramente...
quando fecho os olhos para a vida, minha e sua...
quando olho bem de longe... e me afasto um pouco mais ... para que não chegue esse horizonte
quando ao olhar o céu, desenho estrelas, maiores que eu, para deitar meu sonho...
as palavras adormecidas no peito, quase mudas...salvo quando sussurram um amor que quero guardar
aí vem o grito!
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Cansaço...
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
9-10-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993). - 64.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
sobre reações difíceis...Sinto muito!
quando o que desenho for expressão do impulso da emoção do momento
é que eu não soube controlar... eu que às vezes tento, só amar...
Ah... dói! Se te ofendes...
antes aqui... aqui dentro...constrange, angustia... dilacera-me por dentro!
as palavras brigam na garganta ... são socos e pontapés, querendo rasgar a pele
querem sair como flecha ou punhal.. Não posso permitir! Por isso inverto a direção...
Te amar, é minha DECISÃO!
"Mil perdões! Eu tinha que errar!"
para dentro...
muitas vezes sou movida pelas emoções
alguns sentimentos me batem mais forte
você lamenta e me aponta o dedo
mas quem leva a surra sou eu
ainda tenho que desenhar as curvas
as mais bonitas...
é o filtro... da (des)importância
me levanto, agora!?
alguns sentimentos me batem mais forte
você lamenta e me aponta o dedo
mas quem leva a surra sou eu
ainda tenho que desenhar as curvas
as mais bonitas...
é o filtro... da (des)importância
me levanto, agora!?
terça-feira, 12 de abril de 2016
Olhos de Pai (12/04/2016)
"Olhos de pai"
Criei coragem de escrever este relato depois de verificar o constante sofrimento por que está passando meu filho de apenas 10 anos, aluno do sexto ano do ensino fundamental.
João Pedro é uma criança alegre, feliz, comunicativa e de muitos amigos. Transforma qualquer ambiente em um grande circo. Tem sempre uma estória para contar e uma música para tocar e cantar. Eclético, mas não esconde a preferência pelo Rock.
Naquela quarta-feira, em que o Ex-Presidente Lula foi conduzido coercitivamente mediante cobertura cinematográfica da grande mídia, depois de um dia inteiro na escola, ainda fez aula de violão e piano.
Mas algo o incomodava, a criança alegre e feliz estava inquieta e agitada. Olhava desconfiado por todos os lados, parecia procurar algo, e ao mesmo tempo não compreendia o que estava acontecendo.
Ouviu e viu na televisão e na internet que as pessoas estavam se agredindo. Sentiu medo, talvez por ser filho de pais que, embora não filiados a nenhum partido político, são filhos da esquerda.
Não aguentando mais seu coração desabou e disse:
“__Pai, olha o que estas pessoas estão fazendo. Vão trazer a ditadura de volta. Eles não têm noção do que os outros já sofreram no passado. Já estudei a ditatura e não quero ela de volta”.
Seus olhos castanhos se avermelharam e se encheram de lágrimas.
Naquele momento, sem querer julgar as ideologias mas pesando os limites que devemos ter em nossas atitudes, por um breve momento notei que a fala do menino se assemelhava à passagem do Evangelho de Lucas 23: 34 :
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Para confortá-lo, dissemos:
“__Filho, vá tomar seu banho e relaxe, dessas questões o papai e a mamãe se preocupam por você”.
Não sabia o menino que, no dia de ontem (11/04/2016), sua fala seria reproduzida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal - Marco Aurélio de Mello, no sentido de que se o impeachment passar na Câmara, haverá risco de conflitos no dia seguinte, em razão da reação popular – o que demandaria repressão forte para se manter a ordem.
Passados alguns minutos sai do banheiro, enrolado na toalha, e diz:
“__Melhor mesmo seria se as crianças governassem o mundo. Tudo seria diferente, os adultos só pensam em brigar, tudo é dinheiro”.
Disse, ainda, que não consegue entender como os adultos brigam tanto e estão fazendo seus filhos brigarem com os outros, que se as amizades acabarem é culpa dos pais, se referindo á onda de ódio que se espalha pelo nosso país.
A mãe, como um anjo sempre presente diz: “João Pedro para Presidente”.
O que me deixou preocupado, ao mesmo tempo me fez orgulhoso diante do fato de que meu filho já tem a visão de um mundo melhor e está disposto a lutar por ele.
Talvez o que lhe tenha dado um mínimo de consciência política e social, dada sua tenra idade, seja o fato de ter nos presenciado, desde o ventre da mãe, nos movimentos sociais e religiosos, participando de audiências públicas e outras atividades voltadas para a cidadania.
Embora filho único, ao contrário de tudo que dizem sobre eles, não é egoísta e aprendeu desde pequenino a dividir, a ver os mais necessitados com olhos puros, sem preconceito. Aprendeu a olhar aqueles que estão sozinhos, distantes, e deles aproximar-se e fazer amizades.
Um grande amigo diz que deveria ser embaixador, e que já demostra talento para a política, mas ele só quer ser criança. Não quer nada mais, apenas correr, brincar e cantar, com crianças iguais a ele, independente de cor, sexo, credo religioso e ideologia partidária de seus pais ou cor da camiseta que usam.
Está cansado de ouvir que tudo está difícil, dos adultos, seja na igreja, escola e outros seguimentos, quererem lhe tirar a esperança, afirmando que o mundo só está piorando e que tudo vai acabar.
E quanto a mim, se perguntares o que quero, só posso dizer que não quero mais ver o medo nos olhos do meu filho, por isso fizemos a opção de que do nosso lado só teremos otimistas.
(Edson e Rose)
quarta-feira, 6 de abril de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
por trás dos olhos...
medo...
profundidade...
carinho...
sede...
fome...
amor
o que me obrigada a cuidar... a valorizar mais os sentimentos que tento articular nessa página...
é difícil descobrir a palavra certa para dizer o sentimento, o que há por dentro...
penso que mais que os sentimentos, é a palavra que preciso valorizar, ela que vai comunicar a mim e a outros o que sinto ou parte ...
é um exercício que tenho experimentado para me conhecer melhor.
raramente sei de alguém que passou por aqui. nunca sei se o que leu de mim falou ao coração...
eu queria que falasse. mas que não perturbasse... é só uma conversa... em voz alta
eu tenho gritado muito...até ficar rouca... mesmo assim, nada cala aqui.
é sempre muito intenso....
profundidade...
carinho...
sede...
fome...
amor
o que me obrigada a cuidar... a valorizar mais os sentimentos que tento articular nessa página...
é difícil descobrir a palavra certa para dizer o sentimento, o que há por dentro...
penso que mais que os sentimentos, é a palavra que preciso valorizar, ela que vai comunicar a mim e a outros o que sinto ou parte ...
é um exercício que tenho experimentado para me conhecer melhor.
raramente sei de alguém que passou por aqui. nunca sei se o que leu de mim falou ao coração...
eu queria que falasse. mas que não perturbasse... é só uma conversa... em voz alta
eu tenho gritado muito...até ficar rouca... mesmo assim, nada cala aqui.
é sempre muito intenso....
segunda-feira, 28 de março de 2016
"indo"
da necessidade de silenciar alguma dor... que forte, pode desfazer o existir...
do querer que não completa... só afasta, mesmo perto...
do sentir, quando já não tem sentido...
do calar quando a palavra que arranha e faz sangrar, arrebenta-nos por dentro
de nós... quando insistem e apertam...
de tudo a confundir, sonhos, realidade, grito e silêncio
partir sem se partir
quarta-feira, 23 de março de 2016
crucifica-o!
"Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar"
(Felicidade-Jeneci)
o pensamento não traz mais o alento
o sentimento quer gritar, rasga-se o peito, os olhos...
rompe-se.., desfaz-se... te entrega de bandeja
ao algozes da vez...
só dói, quando o eco é da voz que se ama!
porque no fundo, só importamos com o que está dentro.
terça-feira, 8 de março de 2016
Eu já sei quando posso ser mulher para você...
O que revolta, o que faz muitas lutarem (bravamente) é quando não posso ser eu? Por ser mulher...
toda vez que nos obrigam a calar a voz
toda vez que nos é negado o direito e a justiça (e o olhar...)
toda vez que atam-me as mãos, os braços e a boca
quando não posso livremente expressar os meus sentimentos
os que quero, pois também tenho aqueles que não compreendo ter... e que se não quero, não preciso compartilhar...
quando a minha opinião não pode ser ouvida (porque acham menos importante...)
mesmo quando saltam dos meus olhos (em verdade...)
quando nivelam-me por baixo, pelo baixo nível dos julgamentos
pelo nível dos piores sentimentos que alguns tem liberdade de expressar em publico sem nenhuma punição ou opinião contrária defender ou merecer ser reproduzida.
e tem aqueles que reproduzem o que tem de pior dentro de si mesmos e se não tinham se permitem contaminar passivamente...
mais amor, por favor!
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/marina-e-maria-as-jovens-que-foram-mortas-pela-conivencia-social.html
segunda-feira, 7 de março de 2016
as vezes dói
Sobre se sentir pequena...
quando do constrangimento inesperado...
talvez eu não saiba mais desenhar sorrisos
os fazia no chão de terra, no papel...numa folha de arvore caída...
eu fazia... mas eu sabia sorrir
há um misto de sentimentos aqui
ora me impulsionam e reajo bem, da forma que a vida segue...
mas há momentos que caio em desistências, por desacreditar dessa vida que segue
dali a pouco, é preciso juntar-se rapidamente, disfarçar o embaraço e encontrar de volta o olhar
que se perdeu na cena, nos papeis....
era só comemorar... mas a alegria se desfez no ar...
sobre sentir-se desimportante demais nos momentos mais importantes...
quando do constrangimento inesperado...
talvez eu não saiba mais desenhar sorrisos
os fazia no chão de terra, no papel...numa folha de arvore caída...
eu fazia... mas eu sabia sorrir
há um misto de sentimentos aqui
ora me impulsionam e reajo bem, da forma que a vida segue...
mas há momentos que caio em desistências, por desacreditar dessa vida que segue
dali a pouco, é preciso juntar-se rapidamente, disfarçar o embaraço e encontrar de volta o olhar
que se perdeu na cena, nos papeis....
era só comemorar... mas a alegria se desfez no ar...
sobre sentir-se desimportante demais nos momentos mais importantes...
quinta-feira, 3 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
correnteza
sobre os filhos deles... e os seus...
é bem verdade que muitos políticos só se importam com o próprio bolso... não se importam nem com os seus filhos e menos ainda com os dos outros... já temos muitos exemplos assim... é bom lembrar também que muita gente que acusa não tem nenhum compromisso com a verdade, nem com a própria verdade... são de caráter duvidoso e doente... e nesse balaio de acusadores, acusam inocentes, como serão os filhos, dos filhos... tenho vergonha não só de muitos políticos que se estão na vida pública, dizendo lutar pelo brasil melhor e tal... estão sujeitos a apontarem o dedo na cara, e devem prestar contas dos seus atos, tenho vergonha é do ser humano cada dia mais desumano, cheio de ódio e rancor, atirando pedras até na mãe... o que esperar do sentimento que nutrem em relação a cidade, ao estado ao país? as pedras que jogam, ninguém tira... as feridas que provocam não remediam, nunca curam... e as pessoas em todos os níveis de relações, são cada dia mais distantes e frias, como a pedra que atiraram, mas de gelo, que além de ferir os outros os tornam insensíveis, sob a máscara da indiferença ou do próprio ódio que gritam, (...)
(é também sobre o que você pai e mãe ensina a seus filhos sobre a história de vida que vocês constroem e vivem cotidianamente, sobre o seu compromisso com a verdade, que não é um brinquedo, é a vida da gente. mesmo que o ser humano tenha vivido como uma máquina cada dia na mão de um programador diferente... as memórias ainda podem ser salvas e outras podem ser criadas, não as da máquina com um backup... o seu backup que esta lado a lado de você)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
sinto muito
escrevo fotografias
desenho cartas
durmo o sonho
canto o silêncio
e a música escorre dos olhos
a fome devora os sentidos
os olhos ainda devoram horizontes
tem algo ainda muito certo em mim
desenho cartas
durmo o sonho
canto o silêncio
e a música escorre dos olhos
a fome devora os sentidos
os olhos ainda devoram horizontes
tem algo ainda muito certo em mim
...a semente a morrer
quando a prece é silêncio!
habito meu coração
as contas desse rosário
são espinhos expostos
apontando os seus olhos
...
cada um escolhe a sua, a maior dor para expor no varal
...
há uma surdez nesse mundo tentando me engolir
meus sentidos hoje gritam,
junto com tanto barulho
há que se ouvir o próprio pranto
habito meu coração
as contas desse rosário
são espinhos expostos
apontando os seus olhos
...
cada um escolhe a sua, a maior dor para expor no varal
...
há uma surdez nesse mundo tentando me engolir
meus sentidos hoje gritam,
junto com tanto barulho
há que se ouvir o próprio pranto
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
quase que me falta o ar, quando tento comunicar os sentimentos que vivem aqui...
há sempre uma pressa desmedida em dizer de si, dos medos, anseios, quereres, duvidas e qualquer acontecimento rotineiramente importante...
há sempre ternura nas palavras e paixão no olhar...mãos de versos (seu ramalhete: os sentires todos)
mas hoje... sente tanta falta... um tanto é de si mesma...(se perde aos avessos e desdobras do tempo)
é urgente a prece... mas não há ouvidos que a queiram...não há
há sempre uma pressa desmedida em dizer de si, dos medos, anseios, quereres, duvidas e qualquer acontecimento rotineiramente importante...
há sempre ternura nas palavras e paixão no olhar...mãos de versos (seu ramalhete: os sentires todos)
mas hoje... sente tanta falta... um tanto é de si mesma...(se perde aos avessos e desdobras do tempo)
é urgente a prece... mas não há ouvidos que a queiram...não há
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
pedra e poesia
... descobre-se um fascínio apaixonante, quando se olha para a vida bem de perto, quando se reconhece num coração vivo! quando ao olhar pedra se encanta com a poesia de rio
✿
"Através do teu coração
passou um barco
Que não pára de seguir sem
ti o seu caminho"
Sophia de Mello Breyner
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Coração
Não frequente lugares onde não exista amor... a não ser que possas levar o seu... mesmo assim, não se demore... às vezes dói
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Sobre um modo de amar... os outros
Quero estar junto de quem está dentro de mim... esse é um querer que se renova!
Às vezes só falta um pouco de coragem para um querer ... ser!
Ouço alguns corações aflitos, ansiosos e indecisos... Ouvir é um modo de amar!
Distribuo sorrisos e às vezes canto. Sorrir e cantar é meu jeito de amar!
Registro momentos e às vezes sou parte... minha memória reaviva os sentidos, os meus sentidos. Pensar é meu jeito de olhar mais um pouco e de ser parte....
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