Carpinejar
terça-feira, 10 de maio de 2016
Sobre parar...
saber quando parar... mesmo se estiver na metade do caminho...
buscar o equilíbrio... evitar o conflito
são tantas setas se convergindo para dentro
que é possível me perder bem lá dentro
buscar o equilíbrio... evitar o conflito
são tantas setas se convergindo para dentro
que é possível me perder bem lá dentro
desistências
ocorrem rotineiramente...
quando fecho os olhos para a vida, minha e sua...
quando olho bem de longe... e me afasto um pouco mais ... para que não chegue esse horizonte
quando ao olhar o céu, desenho estrelas, maiores que eu, para deitar meu sonho...
as palavras adormecidas no peito, quase mudas...salvo quando sussurram um amor que quero guardar
aí vem o grito!
ocorrem rotineiramente...
quando fecho os olhos para a vida, minha e sua...
quando olho bem de longe... e me afasto um pouco mais ... para que não chegue esse horizonte
quando ao olhar o céu, desenho estrelas, maiores que eu, para deitar meu sonho...
as palavras adormecidas no peito, quase mudas...salvo quando sussurram um amor que quero guardar
aí vem o grito!
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Cansaço...
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
9-10-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993). - 64.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
sobre reações difíceis...Sinto muito!
quando o que desenho for expressão do impulso da emoção do momento
é que eu não soube controlar... eu que às vezes tento, só amar...
Ah... dói! Se te ofendes...
antes aqui... aqui dentro...constrange, angustia... dilacera-me por dentro!
as palavras brigam na garganta ... são socos e pontapés, querendo rasgar a pele
querem sair como flecha ou punhal.. Não posso permitir! Por isso inverto a direção...
Te amar, é minha DECISÃO!
"Mil perdões! Eu tinha que errar!"
para dentro...
muitas vezes sou movida pelas emoções
alguns sentimentos me batem mais forte
você lamenta e me aponta o dedo
mas quem leva a surra sou eu
ainda tenho que desenhar as curvas
as mais bonitas...
é o filtro... da (des)importância
me levanto, agora!?
alguns sentimentos me batem mais forte
você lamenta e me aponta o dedo
mas quem leva a surra sou eu
ainda tenho que desenhar as curvas
as mais bonitas...
é o filtro... da (des)importância
me levanto, agora!?
terça-feira, 12 de abril de 2016
Olhos de Pai (12/04/2016)
"Olhos de pai"
Criei coragem de escrever este relato depois de verificar o constante sofrimento por que está passando meu filho de apenas 10 anos, aluno do sexto ano do ensino fundamental.
João Pedro é uma criança alegre, feliz, comunicativa e de muitos amigos. Transforma qualquer ambiente em um grande circo. Tem sempre uma estória para contar e uma música para tocar e cantar. Eclético, mas não esconde a preferência pelo Rock.
Naquela quarta-feira, em que o Ex-Presidente Lula foi conduzido coercitivamente mediante cobertura cinematográfica da grande mídia, depois de um dia inteiro na escola, ainda fez aula de violão e piano.
Mas algo o incomodava, a criança alegre e feliz estava inquieta e agitada. Olhava desconfiado por todos os lados, parecia procurar algo, e ao mesmo tempo não compreendia o que estava acontecendo.
Ouviu e viu na televisão e na internet que as pessoas estavam se agredindo. Sentiu medo, talvez por ser filho de pais que, embora não filiados a nenhum partido político, são filhos da esquerda.
Não aguentando mais seu coração desabou e disse:
“__Pai, olha o que estas pessoas estão fazendo. Vão trazer a ditadura de volta. Eles não têm noção do que os outros já sofreram no passado. Já estudei a ditatura e não quero ela de volta”.
Seus olhos castanhos se avermelharam e se encheram de lágrimas.
Naquele momento, sem querer julgar as ideologias mas pesando os limites que devemos ter em nossas atitudes, por um breve momento notei que a fala do menino se assemelhava à passagem do Evangelho de Lucas 23: 34 :
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Para confortá-lo, dissemos:
“__Filho, vá tomar seu banho e relaxe, dessas questões o papai e a mamãe se preocupam por você”.
Não sabia o menino que, no dia de ontem (11/04/2016), sua fala seria reproduzida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal - Marco Aurélio de Mello, no sentido de que se o impeachment passar na Câmara, haverá risco de conflitos no dia seguinte, em razão da reação popular – o que demandaria repressão forte para se manter a ordem.
Passados alguns minutos sai do banheiro, enrolado na toalha, e diz:
“__Melhor mesmo seria se as crianças governassem o mundo. Tudo seria diferente, os adultos só pensam em brigar, tudo é dinheiro”.
Disse, ainda, que não consegue entender como os adultos brigam tanto e estão fazendo seus filhos brigarem com os outros, que se as amizades acabarem é culpa dos pais, se referindo á onda de ódio que se espalha pelo nosso país.
A mãe, como um anjo sempre presente diz: “João Pedro para Presidente”.
O que me deixou preocupado, ao mesmo tempo me fez orgulhoso diante do fato de que meu filho já tem a visão de um mundo melhor e está disposto a lutar por ele.
Talvez o que lhe tenha dado um mínimo de consciência política e social, dada sua tenra idade, seja o fato de ter nos presenciado, desde o ventre da mãe, nos movimentos sociais e religiosos, participando de audiências públicas e outras atividades voltadas para a cidadania.
Embora filho único, ao contrário de tudo que dizem sobre eles, não é egoísta e aprendeu desde pequenino a dividir, a ver os mais necessitados com olhos puros, sem preconceito. Aprendeu a olhar aqueles que estão sozinhos, distantes, e deles aproximar-se e fazer amizades.
Um grande amigo diz que deveria ser embaixador, e que já demostra talento para a política, mas ele só quer ser criança. Não quer nada mais, apenas correr, brincar e cantar, com crianças iguais a ele, independente de cor, sexo, credo religioso e ideologia partidária de seus pais ou cor da camiseta que usam.
Está cansado de ouvir que tudo está difícil, dos adultos, seja na igreja, escola e outros seguimentos, quererem lhe tirar a esperança, afirmando que o mundo só está piorando e que tudo vai acabar.
E quanto a mim, se perguntares o que quero, só posso dizer que não quero mais ver o medo nos olhos do meu filho, por isso fizemos a opção de que do nosso lado só teremos otimistas.
(Edson e Rose)
quarta-feira, 6 de abril de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
por trás dos olhos...
medo...
profundidade...
carinho...
sede...
fome...
amor
o que me obrigada a cuidar... a valorizar mais os sentimentos que tento articular nessa página...
é difícil descobrir a palavra certa para dizer o sentimento, o que há por dentro...
penso que mais que os sentimentos, é a palavra que preciso valorizar, ela que vai comunicar a mim e a outros o que sinto ou parte ...
é um exercício que tenho experimentado para me conhecer melhor.
raramente sei de alguém que passou por aqui. nunca sei se o que leu de mim falou ao coração...
eu queria que falasse. mas que não perturbasse... é só uma conversa... em voz alta
eu tenho gritado muito...até ficar rouca... mesmo assim, nada cala aqui.
é sempre muito intenso....
profundidade...
carinho...
sede...
fome...
amor
o que me obrigada a cuidar... a valorizar mais os sentimentos que tento articular nessa página...
é difícil descobrir a palavra certa para dizer o sentimento, o que há por dentro...
penso que mais que os sentimentos, é a palavra que preciso valorizar, ela que vai comunicar a mim e a outros o que sinto ou parte ...
é um exercício que tenho experimentado para me conhecer melhor.
raramente sei de alguém que passou por aqui. nunca sei se o que leu de mim falou ao coração...
eu queria que falasse. mas que não perturbasse... é só uma conversa... em voz alta
eu tenho gritado muito...até ficar rouca... mesmo assim, nada cala aqui.
é sempre muito intenso....
segunda-feira, 28 de março de 2016
"indo"
da necessidade de silenciar alguma dor... que forte, pode desfazer o existir...
do querer que não completa... só afasta, mesmo perto...
do sentir, quando já não tem sentido...
do calar quando a palavra que arranha e faz sangrar, arrebenta-nos por dentro
de nós... quando insistem e apertam...
de tudo a confundir, sonhos, realidade, grito e silêncio
partir sem se partir
quarta-feira, 23 de março de 2016
crucifica-o!
"Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar"
(Felicidade-Jeneci)
o pensamento não traz mais o alento
o sentimento quer gritar, rasga-se o peito, os olhos...
rompe-se.., desfaz-se... te entrega de bandeja
ao algozes da vez...
só dói, quando o eco é da voz que se ama!
porque no fundo, só importamos com o que está dentro.
terça-feira, 8 de março de 2016
Eu já sei quando posso ser mulher para você...
O que revolta, o que faz muitas lutarem (bravamente) é quando não posso ser eu? Por ser mulher...
toda vez que nos obrigam a calar a voz
toda vez que nos é negado o direito e a justiça (e o olhar...)
toda vez que atam-me as mãos, os braços e a boca
quando não posso livremente expressar os meus sentimentos
os que quero, pois também tenho aqueles que não compreendo ter... e que se não quero, não preciso compartilhar...
quando a minha opinião não pode ser ouvida (porque acham menos importante...)
mesmo quando saltam dos meus olhos (em verdade...)
quando nivelam-me por baixo, pelo baixo nível dos julgamentos
pelo nível dos piores sentimentos que alguns tem liberdade de expressar em publico sem nenhuma punição ou opinião contrária defender ou merecer ser reproduzida.
e tem aqueles que reproduzem o que tem de pior dentro de si mesmos e se não tinham se permitem contaminar passivamente...
mais amor, por favor!
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/marina-e-maria-as-jovens-que-foram-mortas-pela-conivencia-social.html
segunda-feira, 7 de março de 2016
as vezes dói
Sobre se sentir pequena...
quando do constrangimento inesperado...
talvez eu não saiba mais desenhar sorrisos
os fazia no chão de terra, no papel...numa folha de arvore caída...
eu fazia... mas eu sabia sorrir
há um misto de sentimentos aqui
ora me impulsionam e reajo bem, da forma que a vida segue...
mas há momentos que caio em desistências, por desacreditar dessa vida que segue
dali a pouco, é preciso juntar-se rapidamente, disfarçar o embaraço e encontrar de volta o olhar
que se perdeu na cena, nos papeis....
era só comemorar... mas a alegria se desfez no ar...
sobre sentir-se desimportante demais nos momentos mais importantes...
quando do constrangimento inesperado...
talvez eu não saiba mais desenhar sorrisos
os fazia no chão de terra, no papel...numa folha de arvore caída...
eu fazia... mas eu sabia sorrir
há um misto de sentimentos aqui
ora me impulsionam e reajo bem, da forma que a vida segue...
mas há momentos que caio em desistências, por desacreditar dessa vida que segue
dali a pouco, é preciso juntar-se rapidamente, disfarçar o embaraço e encontrar de volta o olhar
que se perdeu na cena, nos papeis....
era só comemorar... mas a alegria se desfez no ar...
sobre sentir-se desimportante demais nos momentos mais importantes...
quinta-feira, 3 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
correnteza
sobre os filhos deles... e os seus...
é bem verdade que muitos políticos só se importam com o próprio bolso... não se importam nem com os seus filhos e menos ainda com os dos outros... já temos muitos exemplos assim... é bom lembrar também que muita gente que acusa não tem nenhum compromisso com a verdade, nem com a própria verdade... são de caráter duvidoso e doente... e nesse balaio de acusadores, acusam inocentes, como serão os filhos, dos filhos... tenho vergonha não só de muitos políticos que se estão na vida pública, dizendo lutar pelo brasil melhor e tal... estão sujeitos a apontarem o dedo na cara, e devem prestar contas dos seus atos, tenho vergonha é do ser humano cada dia mais desumano, cheio de ódio e rancor, atirando pedras até na mãe... o que esperar do sentimento que nutrem em relação a cidade, ao estado ao país? as pedras que jogam, ninguém tira... as feridas que provocam não remediam, nunca curam... e as pessoas em todos os níveis de relações, são cada dia mais distantes e frias, como a pedra que atiraram, mas de gelo, que além de ferir os outros os tornam insensíveis, sob a máscara da indiferença ou do próprio ódio que gritam, (...)
(é também sobre o que você pai e mãe ensina a seus filhos sobre a história de vida que vocês constroem e vivem cotidianamente, sobre o seu compromisso com a verdade, que não é um brinquedo, é a vida da gente. mesmo que o ser humano tenha vivido como uma máquina cada dia na mão de um programador diferente... as memórias ainda podem ser salvas e outras podem ser criadas, não as da máquina com um backup... o seu backup que esta lado a lado de você)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
sinto muito
escrevo fotografias
desenho cartas
durmo o sonho
canto o silêncio
e a música escorre dos olhos
a fome devora os sentidos
os olhos ainda devoram horizontes
tem algo ainda muito certo em mim
desenho cartas
durmo o sonho
canto o silêncio
e a música escorre dos olhos
a fome devora os sentidos
os olhos ainda devoram horizontes
tem algo ainda muito certo em mim
...a semente a morrer
quando a prece é silêncio!
habito meu coração
as contas desse rosário
são espinhos expostos
apontando os seus olhos
...
cada um escolhe a sua, a maior dor para expor no varal
...
há uma surdez nesse mundo tentando me engolir
meus sentidos hoje gritam,
junto com tanto barulho
há que se ouvir o próprio pranto
habito meu coração
as contas desse rosário
são espinhos expostos
apontando os seus olhos
...
cada um escolhe a sua, a maior dor para expor no varal
...
há uma surdez nesse mundo tentando me engolir
meus sentidos hoje gritam,
junto com tanto barulho
há que se ouvir o próprio pranto
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
quase que me falta o ar, quando tento comunicar os sentimentos que vivem aqui...
há sempre uma pressa desmedida em dizer de si, dos medos, anseios, quereres, duvidas e qualquer acontecimento rotineiramente importante...
há sempre ternura nas palavras e paixão no olhar...mãos de versos (seu ramalhete: os sentires todos)
mas hoje... sente tanta falta... um tanto é de si mesma...(se perde aos avessos e desdobras do tempo)
é urgente a prece... mas não há ouvidos que a queiram...não há
há sempre uma pressa desmedida em dizer de si, dos medos, anseios, quereres, duvidas e qualquer acontecimento rotineiramente importante...
há sempre ternura nas palavras e paixão no olhar...mãos de versos (seu ramalhete: os sentires todos)
mas hoje... sente tanta falta... um tanto é de si mesma...(se perde aos avessos e desdobras do tempo)
é urgente a prece... mas não há ouvidos que a queiram...não há
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
pedra e poesia
... descobre-se um fascínio apaixonante, quando se olha para a vida bem de perto, quando se reconhece num coração vivo! quando ao olhar pedra se encanta com a poesia de rio
✿
"Através do teu coração
passou um barco
Que não pára de seguir sem
ti o seu caminho"
Sophia de Mello Breyner
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Coração
Não frequente lugares onde não exista amor... a não ser que possas levar o seu... mesmo assim, não se demore... às vezes dói
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Sobre um modo de amar... os outros
Quero estar junto de quem está dentro de mim... esse é um querer que se renova!
Às vezes só falta um pouco de coragem para um querer ... ser!
Ouço alguns corações aflitos, ansiosos e indecisos... Ouvir é um modo de amar!
Distribuo sorrisos e às vezes canto. Sorrir e cantar é meu jeito de amar!
Registro momentos e às vezes sou parte... minha memória reaviva os sentidos, os meus sentidos. Pensar é meu jeito de olhar mais um pouco e de ser parte....
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
A prece
... e assim segue em frente... olhando para um céu que muda ao sabor do vento e dos sonhos...
... a prece é sempre a mesma!
... do amor!
... a prece é sempre a mesma!
... do amor!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Indignação indigna
inação de sempre...
Indignação indigna
na inação de sempre...
nesse caráter vacilante que veste algumas "pessoas de bem"...
e a tela é seu mundo... o mundo inteiro e a sua casa!
e o dedo no teclado é a língua com potencial avassalador
"A nossa indignação
É uma mosca sem asas
Não ultrapassa as janelas
De nossas casas"
Indignação indigna
na inação de sempre...
nesse caráter vacilante que veste algumas "pessoas de bem"...
e a tela é seu mundo... o mundo inteiro e a sua casa!
e o dedo no teclado é a língua com potencial avassalador
"A nossa indignação
É uma mosca sem asas
Não ultrapassa as janelas
De nossas casas"
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
ainda sou dentro de mim
esvaziar-se
penso nesse processo... mas não sou feita de gavetas, embora veja alguma reflexão nisso...
não tem jeito... mesmo que num processo lento... a gente acaba indo lá para dentro da gente
e se dá conta de tantos nós que precisa desatar... e nessa época em que as famílias decidem pensar, olhar...sentir mais a família, os que lhe são, ou foram em alguma época da vida, queridos... parece que se a gente não se esvazia, não se caberá de novo dentro da gente....
não adianta rasgar o peito agora... e de forma bruta jogar para fora tudo que ficou amontoado lá... ferindo os outros, não vai aliviar...
penso nesse processo... mas não sou feita de gavetas, embora veja alguma reflexão nisso...
não tem jeito... mesmo que num processo lento... a gente acaba indo lá para dentro da gente
e se dá conta de tantos nós que precisa desatar... e nessa época em que as famílias decidem pensar, olhar...sentir mais a família, os que lhe são, ou foram em alguma época da vida, queridos... parece que se a gente não se esvazia, não se caberá de novo dentro da gente....
não adianta rasgar o peito agora... e de forma bruta jogar para fora tudo que ficou amontoado lá... ferindo os outros, não vai aliviar...
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
quietude
(Ari Mota)
Hortênsias azuis
Hortênsias azuis, para quando a vida é poema de amor...
um amor de urgência serena
que se desenha entrelaçado aos sonhos
enfeitados dos sorrisos mais abertos....
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
emoção articulada
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
buscas
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
(Cecília Meireles)
terça-feira, 10 de novembro de 2015
memória
não há esquecimento
só silêncio
quase mudo é o silêncio
mas articula-se ali no horizonte
numa esperança, não que espere...
mas há um sonho que se aquece
todo dia, faça chuva ou faça sol
à luz da memória de todos os
sentidos
só silêncio
quase mudo é o silêncio
mas articula-se ali no horizonte
numa esperança, não que espere...
mas há um sonho que se aquece
todo dia, faça chuva ou faça sol
à luz da memória de todos os
sentidos
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
nervos das pontas dos dedos
... todo o estudo e dedicação sendo testados agora... e na ponta dos dedos, um sonho...
que ainda sonho, tendo a chance de a cada dia fazer melhor e mais bonito...
não será maior, nem mais bonito, que o sentimento que o fez brotar e acontecer, na delicadeza, na inteireza de ser, como é ser, quem me ensina e dá coragem...
as mãos não obedecem ao pensamento que ordena: faz o que aprendeu!
era para mostrar a gratidão...
que ainda sonho, tendo a chance de a cada dia fazer melhor e mais bonito...
não será maior, nem mais bonito, que o sentimento que o fez brotar e acontecer, na delicadeza, na inteireza de ser, como é ser, quem me ensina e dá coragem...
as mãos não obedecem ao pensamento que ordena: faz o que aprendeu!
era para mostrar a gratidão...
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Inquietude
(...)
meu olhar hoje experimenta
vulneráveis paisagens
e se alimenta delas
como um pássaro, frágil
que hoje cala seu canto
parece rasgar seu olho
"soro do próprio choro"
como se não acreditasse
no que não podem lhe mostrar
e uma tristeza desacelera o coração
e o pensamento como que
a querer expulsá-la do peito,
desenha horizontes lilases
que amplifica as ansiedades
dos quereres
mas ainda há calma
nessa hora adiantada
(...) rose rocha-num dia de muitas nuvens
meu olhar hoje experimenta
vulneráveis paisagens
e se alimenta delas
como um pássaro, frágil
que hoje cala seu canto
parece rasgar seu olho
"soro do próprio choro"
como se não acreditasse
no que não podem lhe mostrar
e uma tristeza desacelera o coração
e o pensamento como que
a querer expulsá-la do peito,
desenha horizontes lilases
que amplifica as ansiedades
dos quereres
mas ainda há calma
nessa hora adiantada
(...) rose rocha-num dia de muitas nuvens
(2013-republicando)
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
da escuta e da fala
falava do tempo... e há muita espera nas horas ... e elas passam ... distraem-se com o vento na testa,
com o cheiro do café coado, com a prosa das maritacas.
falava do tempo que há para perder
pensava que fosse para estar junto a contemplar os cheiros das manhãs
a brisa e a chuva que cai a tarde...
emudecia...na boca a língua; no peito a chama; nos olhos as preces; nas mãos as linhas e o tempo que foi... aos pés, caminhos!
a diante, um céu para chão da flor
LUZ E ESSÊNCIA
A vida por trás do mistério
Ávida para ser sentida
Em todas as camadas
No sol que queima a pele
No vento que desmancha o cabelo
No pequeno momento verdadeiro
No olho que brilha
E anuncia que há alma
Na hora mais calma
Tudo é agora
Sábia poetisa é a existência
Luz e essência
Do humano coração...
(Gustavo Adonias)
*poesia registrada na Biblioteca Nacional*
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
um pouco de chão
sobre compor-se diante de tudo que te faz cair
sobre abrir os olhos e não conter... os sonhos, que escorrem, numa tentativa de adubar o chão
de talvez reanimar-se...
como se faz as contas das horas de valia... mesmo aquelas que fugiram de nosso tempo (?)
como permitir que te roubem o perfume, o brilho... o oxigênio (?)
como faz quando olha no espelho e o que se vê é muito estranho (?)
as coisas, o tempo...
"...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."
(Manoel de Barros)
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
à míngua
tenho conversado com a mudez das horas... em telas que colorem e agiganta o vazio... onde mora o medo... onde grita alguma dor, às vezes... tento ouvir a voz da consciência que esparrama realidade como enxurrada no meu parco horizonte...aos poucos abro os olhos, cada dia, na expectativa de alguma luz nas frestas dos pensamentos que se fazem novelos e nós... há dias que converso palavras mudas... quietas... porque dói dizer... à espera da cura
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
oferecimento
Conheço poucas pessoas é certo. Mas as que conheço penso que conheço bem.
"Mãos de Poemas" assim é você!
Todo o pensamento e o querer são poemas quando oferecidos por você.
(...) a razão que existe nem sempre cabe na emoção de algumas poucas palavras que ouso escrever. Então... fico apreciando na maioria das vezes em silêncio. Silêncio de palavras, não de sentimentos... porque ao ler-te a emoção nunca cala minha Amiga... Houve um tempo em que a emoção me motivava mais, confesso... desculpe... ando prisioneira de nós... pequena demais para os versos...talvez seja um daqueles tempos em que colhemos vazios, não sei bem... ainda não sei muita coisa... isso às vezes me angustia demais... fico a pensar os seus poemas dizem tanto do que eu poderia dizer... e o tempo passa... os sentidos gritam... mas você que tem boas mãos de poemas... sempre abertas, na doação e também na espera, entrega a vida com tanto sentimento e tanta beleza...
Continue a colorir a vida com o varal dos poemas (nossos sentimentos expostos na paisagem do mundo).
Força Sempre! No verso da vida, do amor!
(para mãos de poemas-Maria)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
será que só se sabe usar os textos muito bem elaborados (na dor do outro) para atingir algum interesse daquela política que tem apodrecido os sentidos(as ideias, os direitos, a justiça...) que valoriza a preguiça que muitas vezes temos da vida!?
quando falava da indiferença.... e da cólera... o ser humano quando alguns te surpreendem para o bem (devia ser natural isso) te escandaliza para o mal para as piores expressões dos sentimentos... (porque sentimento é sentimento e a gente não controla o sentir e sim o que faremos a partir deles)
talvez eu me perca mesmo nessas palavras porque não sei pensar essa dor ... quando falava sobre aquele que não enxerga o outro, sua humanidade, sua semelhança e diferença... quando falava do que importa (importar: trazer ao coração, trazer para perto da gente, a realidade do outro... mas as vezes o nosso coração está distante demais, ou sempre de partida, que não nos permite abraçar a vida da forma que deveria ser...)
... quando se quer apenas viver...quando se pede apenas para olhar com humanidade a vida do outro, mesmo que não tenha a mínima importância para você, que usufruirá da energia (do conforto da energia)...
boa mesmo é a energia vital, será que ainda existe alguma energia vital dentro da gente!? -
Para minha amiga Maria
(...) enxergar "tudo" não é visão de futuro no sentido de adivinhação... e não é uma vacina para ficar imune a dores, a tristezas..., ao contrário potencializa ainda mais os sentires de si e do mundo... Quanto a enxergares a si mesma, sinceramente, penso que você se conhece perfeitamente...(e mais que isso se coloca na vida do outro, se vê na humanidade do outro, tanto é que seus sentidos são aflorados, acho bonito toda essa sensibilidade, mas é tanto bonita quanto dorida) mas é sempre se faz necessário a gente se revisitar... olhando-se melhor a partir dos sentimentos para se amar mais e sempre.
Suas reflexões, seus apontamentos, sempre tiram grades dos meus olhos e do meu coração... me ajudam a viver...por isso sou grata a Deus pelo dom da sua vida.
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