terça-feira, 21 de novembro de 2017
memória
ainda bem que guardo sempre na memória
dias felizes, dias tristes, guardo sempre minha história.
aquele olhar, aquele toque, aquele cheiro, aquela voz
e a poesia, que tocou fundo em minha vida...
ainda bem, que não me esqueço, nem quando quero
ainda bem, que eu resisto e persisto...
eu sou de acenos que não se despedem
quando pesa...quanto pesa!
é uma lagrima
um pensamento
um sentimento,
uma decisão.
há que se lembrar de tudo na vida
fazer valer, cada sopro, cada respiração
as reticências, em cada uma, um respirar profundo e sentido...
às vezes me sinto impotente... profundamente cansada
e a memória grita nos meus poros... e eu respiro um ar novo
e me percebo consciente... e vou caminhando
carrego minhas memórias, quem sou... e muitos sonhos
algumas pausas me querem arrancar do caminho
aí sou eu que grito: não quero voar!
é hora de cantar... de contornar a paisagem que me faz feliz
de construir novas memórias
terça-feira, 14 de novembro de 2017
calce meus sapatos
tantos sentimentos poderiam ser compartilhados
para tornar a vida mais leve e color.ida
a pressão é alta, quando gritam de dor...
e quando se quer parar, precisa é apertar o passo
e muitas vezes correr...
julga-se que a vida do outro deveria ser mais organizada,
poderia ser mais limpa e mais alegre
geralmente é simples apontar o caminho para os outros caminharem sozinhos
geralmente é simples contar os defeitos que os outros tem
difícil é dizer de si mesmo, quando o que se vê, não está ou não se acha bonito
temos muitas setas que não apontam outra direção senão a própria vida...
é preciso, ao menos no fim do calendário se colocar no caminho e caminhar.
caminhe
refaça o trajeto
sinta as pedras
e os apertos
sem trocar de sapatos
quando a vida já não couber neles
use-os até o caminho acabar, antes de julgar
mordo silêncios
aos poucos fechamos as janelas,
não é deixar de existir para o outro
é já encontrar na paisagem, em qualquer uma...
é olhar pra dentro e se sentir pertencido...
não desenhar a memória dos sentidos, me fez morder silêncios
mas, muitas vezes eu sou o silêncio, e sangro...
veja que calar não é bem minha especialidade, nem sendo silêncio.
quando posso, escolho, não ouvir, calar!
mesmo um desejo meio nulo, resulta num bem...
deito os olhos no equilíbrio e aprendo mais uma lição do dia
as pessoas se machucam mais quando não se escutam...
A gritaria é sempre o atestado da surdez humana. Penso!
Mordo silêncios...por ora os meus...
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Olhar pede c’alma
As regras estão ferindo a pele e os olhos sangram doentes
As misérias são tantas e tão graves como a voz do peito
Via-se perto do abismo e decidiu pelo mergulho em si mesmo
Voou para lugares inabitados e insalubres
Via de perto feridas abertas e ossos quebrados
Na vida dele, fez-se um barulho... era para acordá-lo
Hoje canta silêncios no canto dos olhos
As pausas já não se desenham
O medo, o rio e a reza, tem sua companhia
O santo, o nome e a musica... sua vida
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
sobre nada
tanta coisa pra dizer... e aqui sigo esperando as palavras nascerem
tanto sentimento desprendido sendo agora remendado às palavras em gestação...
há que se ter paciência... sigo preparando os ouvidos para escutar com o coração
já me digo tantas coisas, capaz que agora se cale de vez...
tanto sentimento desprendido sendo agora remendado às palavras em gestação...
há que se ter paciência... sigo preparando os ouvidos para escutar com o coração
já me digo tantas coisas, capaz que agora se cale de vez...
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Cada cômodo dessa casa está sendo organizado...
Limpei as minhas gavetas repletas de cartas de amor...
Alguns papéis amarelados... estavam com um pouco de poeira... agora estão se arrumando lá dentro... abrindo espaços para alegrias e sonhos... jogando os medos fora.
Amanhã tem mais....
Um pouco de esperança
Limpei as minhas gavetas repletas de cartas de amor...
Alguns papéis amarelados... estavam com um pouco de poeira... agora estão se arrumando lá dentro... abrindo espaços para alegrias e sonhos... jogando os medos fora.
Amanhã tem mais....
Um pouco de esperança
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
╰✿✿╮*╰✿✿╮
... experimentar ausências absolutas
sem perder a ternura
precisa cavocar o peito
e encher de amor
em dor, meu coração não discute, não argumenta... só dói
entrar dentro dele é um exercício e tem que lembrar que é meu templo íntimo e sagrado,
e ver o sentimento despido dos adornos da vaidade, e ... me comprometer a melhorar o agir e o reagir
descobrindo "qual foi o momento do dia que você traiu a si próprio, quando você desrespeitou o caminho?"
...
refletir nesse mergulho profundo em si mesma pode e deve ajudar a compreender o mundo de fora, pois saberá do próprio coração as respostas para a vida a partir do amor...
sem perder a ternura
precisa cavocar o peito
e encher de amor
em dor, meu coração não discute, não argumenta... só dói
entrar dentro dele é um exercício e tem que lembrar que é meu templo íntimo e sagrado,
e ver o sentimento despido dos adornos da vaidade, e ... me comprometer a melhorar o agir e o reagir
descobrindo "qual foi o momento do dia que você traiu a si próprio, quando você desrespeitou o caminho?"
...
refletir nesse mergulho profundo em si mesma pode e deve ajudar a compreender o mundo de fora, pois saberá do próprio coração as respostas para a vida a partir do amor...
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
gosto da palavra tão completa no silêncio...
nesse que vem me falar das coisas intraduzíveis...
e abraça todos os pavores e tristezas,
protege você de algum rancor, de algum bolor, desse inverno
essa palavra inversa, de som absurdamente mudo, muda a rota
da dor, para que não saia e não fira ...
tem vez que eu deito nessa pena de viver
pregando as palavras mudas no peito
regando de um balsamo nutrido de todo sentimento
tanto, que numa gota, vou-me toda...
tem muitas palavras que estão desistindo de nascer
elas tem medo, de ser exatamente o que são...
elas querem ser as asas e o pouso...
o sono e os sonhos
a dose e o exagero
o orvalho e a chuva
o vento e a tempestade
querem dizer que são mais do que o som
e os seus contornos...
nesse que vem me falar das coisas intraduzíveis...
e abraça todos os pavores e tristezas,
protege você de algum rancor, de algum bolor, desse inverno
essa palavra inversa, de som absurdamente mudo, muda a rota
da dor, para que não saia e não fira ...
tem vez que eu deito nessa pena de viver
pregando as palavras mudas no peito
regando de um balsamo nutrido de todo sentimento
tanto, que numa gota, vou-me toda...
tem muitas palavras que estão desistindo de nascer
elas tem medo, de ser exatamente o que são...
elas querem ser as asas e o pouso...
o sono e os sonhos
a dose e o exagero
o orvalho e a chuva
o vento e a tempestade
querem dizer que são mais do que o som
e os seus contornos...
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Templo íntimo
Queria ver o rio
Por um instante dançar com as borboletas amarelas e azuis
Quero sentir o cheiro da flor, da mata...
Ouvir os pássaros...
O tempo se fecha... só quero abrir as janelas desse peito e deixar o ar entrar e limpar tudo por dentro...
Queria um pouco de sim
Queria um pouco mim
Queria ver o rio
Por um instante dançar com as borboletas amarelas e azuis
Quero sentir o cheiro da flor, da mata...
Ouvir os pássaros...
O tempo se fecha... só quero abrir as janelas desse peito e deixar o ar entrar e limpar tudo por dentro...
Queria um pouco de sim
Queria um pouco mim
segunda-feira, 10 de julho de 2017
abrigo de olhares
dentro de ti, o mundo
com pesos e medidas
absurdas
entrelaços...
meus nos teus passos
minha história
é pra guardar
atravesso quintais
para ver seus poemas
nos varais
sol a sol
me debruço na janela
derramo meu verso
o que não sei calar
de um sentimento
que não sabe
nem aceita morrer
numa vida muda
contos de um sonho
fragmentado
exponho para quarar
quem sabe se cura
da doença do dia
a indiferença
na rotina é uma morte
com pesos e medidas
absurdas
entrelaços...
meus nos teus passos
minha história
é pra guardar
atravesso quintais
para ver seus poemas
nos varais
sol a sol
me debruço na janela
derramo meu verso
o que não sei calar
de um sentimento
que não sabe
nem aceita morrer
numa vida muda
contos de um sonho
fragmentado
exponho para quarar
quem sabe se cura
da doença do dia
a indiferença
na rotina é uma morte
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Desamanhecer
Agora,
na cidade da tua ausência
outro dia
desamanhece. E súplice
um grito escorre na paisagem.
Todos os lugares
são feitos do teu antes.
Da janela,
a noite chega
com as mãos vazias. E
tudo ao fim se esvai
em volta
como um tecido de ventos.
Só meu coração insiste
em erigir teu nome...
para além do esquecimento.
SALGADO MARANHÃO
bálsamo
se todo choro fôsse
dessa lágrima que banha todo o corpo
escorre na alma, represando meus passos, nesse caminhar de lago
haveria aqui proteção em escudos de dentro e de fora
não haveria dor, curava todas as cicatrizes
fosse ele, o bálsamo
...
dessa lágrima que banha todo o corpo
escorre na alma, represando meus passos, nesse caminhar de lago
haveria aqui proteção em escudos de dentro e de fora
não haveria dor, curava todas as cicatrizes
fosse ele, o bálsamo
...
terça-feira, 4 de julho de 2017
Para quando celebrar o amor, a vida, a inspiração...
Passe todos os acontecimentos pelo filtro do amor
Partilhe os sentimentos, essa vida pulsante dentro de ti
o sopro, a alegria, a dor...o bem querer.
"Não se canse de fazer o bem"
Ame o quanto baste
para tudo basta o amor
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Toda prece é sentida
Abri os olhos...
Olhei tão profundamente
E lá eu estava, dentro da prece
Fechei os olhos...
Como se algo partisse meu peito...
A oração se desenhou no meu rosto...
Lavou minhas mãos, os olhos, os sonhos
O coração quis ser o abraço mais doce
O silêncio vai conduzir a música dessa hora
Toda prece é sentida
A beleza que transforma e torna sagrado
Cada ato, pensamento e a palavra de vida.
Olhei tão profundamente
E lá eu estava, dentro da prece
Fechei os olhos...
Como se algo partisse meu peito...
A oração se desenhou no meu rosto...
Lavou minhas mãos, os olhos, os sonhos
O coração quis ser o abraço mais doce
O silêncio vai conduzir a música dessa hora
Toda prece é sentida
A beleza que transforma e torna sagrado
Cada ato, pensamento e a palavra de vida.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Da docilidade do tempo
O mesmo que passa e acaricia a gente...
O mesmo que dá o alerta para os cuidados de si... e do outro
O mesmo que diz não ficar, está sempre em movimento...
Transformando... Maturando... Ensinando
O tempo da música no meu peito, com suas pausas, seus silêncios...
Com toda dinâmica e intensidade... me faz viver na emoção
Em cada compasso, um folego novo preciso, para sustentá-la, junto comigo,
Suavemente, sem romper o en.canto...
Impressa pela voz, com todo sentimento.
Esse tempo color.ido... seja sempre escrito
Nos instantes da vida, sempre preciso!
quarta-feira, 28 de junho de 2017
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