palavra liquida que consegue dizer,
compulsivamente,
onde estou doendo
palavra rasgada, a sangrar...
música de todos os sentidos
de todos meus silêncios.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
sexta-feira, 19 de maio de 2017
são meus olhos...
na contagem do tempo
na paisagem, na janela e aqui dentro
um olhar mais quieto, desajeitado às vezes
mas, único... são meus olhos, quando me olham.
já desconfiei se eram mesmo meus olhares
mas só às vezes, quando sinto saudades
e quando não me "acho"...
meus olhos, que ás vezes se iludem, me desafiam sempre
aí eu tenho que olhar de novo mantendo a permanecia
das descobertas que ele provoca sob a luz do real
sobre os fascínios dos quereres ininterruptos
a luz precisa ser direcionada nessa realidade do existir
na paisagem, na janela e aqui dentro
um olhar mais quieto, desajeitado às vezes
mas, único... são meus olhos, quando me olham.
já desconfiei se eram mesmo meus olhares
mas só às vezes, quando sinto saudades
e quando não me "acho"...
meus olhos, que ás vezes se iludem, me desafiam sempre
aí eu tenho que olhar de novo mantendo a permanecia
das descobertas que ele provoca sob a luz do real
sobre os fascínios dos quereres ininterruptos
a luz precisa ser direcionada nessa realidade do existir
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Quando adoeço
Às vezes adoeço
Adoece em mim os olhos e a boca
Os ouvidos e as mãos
há um grito entalado na boca do estômago
há um riso caído nos pés que, descalços, são feridos nas pedras lisas e pontiagudas num solo cansado de ontens e amanhãs que insistem em abafar a vida que pulsa hoje perto de nós
Mas há sempre uma luz que guia os sentidos
Para frente e para o alto
É que pede olhar com alma mais uma vez
...
Adoece em mim os olhos e a boca
Os ouvidos e as mãos
há um grito entalado na boca do estômago
há um riso caído nos pés que, descalços, são feridos nas pedras lisas e pontiagudas num solo cansado de ontens e amanhãs que insistem em abafar a vida que pulsa hoje perto de nós
Mas há sempre uma luz que guia os sentidos
Para frente e para o alto
É que pede olhar com alma mais uma vez
...
quinta-feira, 9 de março de 2017
Para você que ainda não morreu
poucas pessoas tem sensibilidade e disposição para enxergar o outro, o eu no outro, e o mundo a sua volta...
poucas pessoas tem coragem de dizer sim ao coração e rasgar suas fibras diariamente... e nunca calar os sentidos.
poucas pessoas param para ver a vida passar e quando pode abraçá-la forte, deixando na vida dos outros o seu cheiro, o seu gosto, o seu amor... deixar um pouco de si no outro faz com que o valorize, o respeite... por se sentir pertencida, ali, num cantinho de toda aquela vida que corre pra lá e pra cá...
para você que ainda não morreu, ainda hoje: Viva!
poucas pessoas tem coragem de dizer sim ao coração e rasgar suas fibras diariamente... e nunca calar os sentidos.
poucas pessoas param para ver a vida passar e quando pode abraçá-la forte, deixando na vida dos outros o seu cheiro, o seu gosto, o seu amor... deixar um pouco de si no outro faz com que o valorize, o respeite... por se sentir pertencida, ali, num cantinho de toda aquela vida que corre pra lá e pra cá...
para você que ainda não morreu, ainda hoje: Viva!
quarta-feira, 8 de março de 2017
Para quando lembrar...
Para quando lembrar...
Ser forte!
Para quando estiver cansada, não desista, descanse!
Mãe... você abraça todas as ideias e sentimentos de ser mulher. Te amo!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
constantemente busco em seus olhos as respostas e os consentimentos...
não sei mudar essa relação dependente com.sentimentos
seu olhar de mundo...quero caber no olhar...procuro e não acho
onde é que estou ou onde é que sou parte...
fico pensando e enumerando sonhos possíveis
e traço um horizonte daquela utopia
e caminho esse caminhar de partidas... de idas...
anotações
não sei mudar essa relação dependente com.sentimentos
seu olhar de mundo...quero caber no olhar...procuro e não acho
onde é que estou ou onde é que sou parte...
fico pensando e enumerando sonhos possíveis
e traço um horizonte daquela utopia
e caminho esse caminhar de partidas... de idas...
anotações
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Para quando amar for uma decisão!
seus sentimentos são cartas de amor pedindo respostas...muitas delas te abraçam todo dia... sua vida canta a poesia.. e você vive repleta de amor e cada dia mais decidida a amar... Para quando amar for uma decisão! Ame!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Feito para viver de sonhos...e viveu!
Não se pode devorar os sonhos
Não é equilibrado sustentar desejos
Ver de perto todos eles se tocando (sonhos, desejos) formavam laços que se apertavam sempre que estavam perto demais
A realidade, às vezes, não foi como disse o compositor... e nunca o é... não desenhada por mim
Amizade é minha melhor música e o amor é a poesia
Você foi feito para viver de sonhos...e morreu!
Há um labirinto que não desejo percorrer...
Medo do escuro...
Ainda escuto o seu coração
Não é equilibrado sustentar desejos
Ver de perto todos eles se tocando (sonhos, desejos) formavam laços que se apertavam sempre que estavam perto demais
A realidade, às vezes, não foi como disse o compositor... e nunca o é... não desenhada por mim
Amizade é minha melhor música e o amor é a poesia
Você foi feito para viver de sonhos...e morreu!
Há um labirinto que não desejo percorrer...
Medo do escuro...
Ainda escuto o seu coração
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
entubar
há dias de luz antiga, mas dessas que ficam na lembrança sem brilhar... e que doí os olhos!
num dia de "ontens",
comida fria,
água parada,
as cenas passam na sua frente
confundem-se com a vida
mas na real, a vida é "dormida"
antes era sonhada e a.cor.dada
era só pedir..
havia sons, todos os dias
e um silêncio nos "quereres"
amanhece logo para ver as flores
há dias de luz antiga, mas dessas que ficam na lembrança sem brilhar... e que doí os olhos!
num dia de "ontens",
comida fria,
água parada,
as cenas passam na sua frente
confundem-se com a vida
mas na real, a vida é "dormida"
antes era sonhada e a.cor.dada
era só pedir..
havia sons, todos os dias
e um silêncio nos "quereres"
amanhece logo para ver as flores
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
na estação de ficar...
moro numa estação
viajo nas outras
como folha solta
tem um mundo que sou
fora de mim
o corpo, o tempo e o vazio
expandem-se e recolhem um pouco
meus sentimentos.
sempre há em mim um impulso pela decisão
se vou, se fico... se calo ou se digo...
num momento fiquei sem escolha
não foi ruim... foi uma necessidade.
continuo envolvendo os sentimentos e as estações da vida
e experimentando todas as reações que elas provocam.
mas no fundo, não há lamentos... incertezas.
o sentimento é certo
o sentido, a direção... é seguir em frente
com meus "pra dentro"
terça-feira, 18 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
A estrada, o amor....
vou na estrada de vir...
vou assim... indo, indo... só observando meus descaminhos
às vezes naquelas trilhas sem aviso, sem seta de direção... de onde vai dar.
o tempo, escada rolante... quando acho que vou, vão todos... passando por mim
e onde estou, fico... olhando pro céu... desenhando preces, tateando no ar... pra agarrar uma mão amiga...
e só, arranja força de ir... é um "ir" sabendo que não "devia"!? mas o que se sabe enfim...
vou, sem certezas... carregada nos braços do amor na correnteza... vou muda, não sei que dizer... as vezes quero eu guardar é tudo no peito
...tanto medo!
tempos de ódio... anima saber o que sinto...
mesmo que doa rasgar o verbo no peito
e... sangrando...ir costurando feridas...num sofrer... esse sofrer que anima a vida... faz viver... faz ir...
se dói muito?
.. insuportavelmente
terça-feira, 11 de outubro de 2016
apanhando da vida!
e o que eu sinto... não mudará!
tem uma dor que dói por dentro... queima os olhos...pressiona a cabeça
grita a qualquer hora precisa!
o medo ultrapassa o peito... já cria seu tumulto na casa toda... já quase vazia
não tem como se esconder, já tentei... e me achei, amoada num canto qualquer
desencanto e tristeza choram o desespero das ideias loucas...
não quer mais pedir socorro... desistiu da partilha de bens ... desistiu das paisagens que fez
cambaleia por ali e por aqui... já sem forças para qualquer luta
e o que eu sinto... não mudará!
tem uma dor que dói por dentro... queima os olhos...pressiona a cabeça
grita a qualquer hora precisa!
o medo ultrapassa o peito... já cria seu tumulto na casa toda... já quase vazia
não tem como se esconder, já tentei... e me achei, amoada num canto qualquer
desencanto e tristeza choram o desespero das ideias loucas...
não quer mais pedir socorro... desistiu da partilha de bens ... desistiu das paisagens que fez
cambaleia por ali e por aqui... já sem forças para qualquer luta
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
quando dói
“há perdas que nunca acabam de ser perdidas" (Aconteceres de Lídia Borges)
da ausência de alguém por ocasião da morte...
da saudade de alguém por ocasião da vida e oportunidade do amor que deixou...
"Não posso esconder o que o amor me faz" (Roberta Sá)
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