carrego silêncios e rumores
para dentro da caixa
uns apertos...
e "quase" cabe
tudo lá
na poeira das horas tardias,
assentam ideias de cor e peso
e cheiro de sonhos...
é lá que vivo
espiando pela fresta
pouca coisa que interessa
depois que engavetaram os sonhos
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Perturbações
há um transe que silencia meus atos
há uma pequena fresta, onde passa a brisa
de me levar daqui
espirais me confundem
já não sei onde é o inicio
já nem posso chamar pelo nome
esse novelo que sufoca minha pele
sinto a umidade nos poros
o bolor não faz morada no peito
e a sangrar, estanca minha sede
mas quebra-me
mas quebra-me
espiral
"Ele conhece seu coração, seus quereres e sabe da sua dedicação e esforço...
Se podes lamentar?
O lamento acaba sendo muito natural acontecer...
Não pense que Deus não se importa com seu desapontamento... Ele sabe que quando a gente se esforça, pensa que é merecida a recompensa...
Se podes lamentar?
O lamento acaba sendo muito natural acontecer...
Não pense que Deus não se importa com seu desapontamento... Ele sabe que quando a gente se esforça, pensa que é merecida a recompensa...
Mas ele deve ter outros planos também... só não conta logo e a gente fica angustiada"
terça-feira, 26 de novembro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Quando o antídoto... é um veneno!
minha leitura hoje é singular
no plural de nós dois
melhor não ler agora
deixar pra depois
exercita a paciência
ou lhe dá munição...
meu olhar hoje experimenta
vulneráveis paisagens
e se alimenta delas
como um pássaro, frágil
que hoje cala seu canto
parece rasgar seu olho
(soro do próprio choro*)
como se não acreditasse
no que não podem lhe mostrar
e uma tristeza desacelera o coração
e o pensamento como que
a querer expulsá-la do peito,
desenha horizontes lilases
que amplifica as ansiedades
dos quereres
mas ainda há calma
nessa hora adiantada
de me levar e de trazê-lo
aqui.
...
* frase da musica Quem?-Maria Gadu
terça-feira, 22 de outubro de 2013
| Represa-Pq da Cidade Jundiaí |
desenho saudades no meu peito.
a vida tem seus contornos da felicidade
quando a gente recebe um carinho
quando o amor é vizinho
e quando a paisagem parece sorrir pra gente
há tempos procuro esses contornos
nos olhos, nos gestos, no rosto
na palavra que articula o sentimento mais profundo
eu só sei desenhar o sorriso da lua, uma estrela, o sol,
algumas flores... e essa saudade no coração.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
inquietude
a lágrima que cai, não inunda o peito...
os olhos que se fecham, não atiram flechas...
as mãos que não abrem, não atira suas pedras.
mas não abraçam nem colhem...
me surpreendo com a quantidade de fantasmas que amedrontam as pessoas
ontem mesmo, vi um aviso que dizia (alertava) que nada mais tinha importância,
falava de um tempo que maltrata e de vidas castigadas...
há muitos equívocos nesse desassossego de "ver a vida passar"
ainda que viver no outro seja a ilusão mais querida
de um querer ir junto
de experimentar a beleza do encontro
onde muitos se distanciam uns dos outros
mesmo quando caminham lado a lado
me surpreendo, quando meu sentimento, quer me aproximar
do mundo que eu observo, da vida que quero abraçar...
mas há sempre um complicador...
hoje é bom chover serenidade
hoje é bom não fazer análises
hoje é dia de contemplar
domingo é dia de parque
e o sol vai brilhar
hoje é dia de viver
e depois também
...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
pre.tensão.minha
como poderia ser para mim
nem beijos, nem saudade, nem silêncio
querer fazer parte, se sentir parte, e não ser
e a hora do adeus, se é pra mim
já não sei...
❀❀❀
... no pensamento da vez, deito nesse seu chão pontilhado, de emoções guardadas, de sentimentos cuidados... há um grito abafado pelo silencio de dentes e digitais... mas aqui esse pensamento que me leva até você e fico assim a escutar sua voz... sei que onde deito é meu tapete (só meu sonho)... mas nesse seu chão pontilhado me cabe inteira...
nem beijos, nem saudade, nem silêncio
querer fazer parte, se sentir parte, e não ser
e a hora do adeus, se é pra mim
já não sei...
❀❀❀
... no pensamento da vez, deito nesse seu chão pontilhado, de emoções guardadas, de sentimentos cuidados... há um grito abafado pelo silencio de dentes e digitais... mas aqui esse pensamento que me leva até você e fico assim a escutar sua voz... sei que onde deito é meu tapete (só meu sonho)... mas nesse seu chão pontilhado me cabe inteira...
esquecimento
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
da multidão dos sozinhos...
Impensada, é como sinto...
Parece que experimentam uma cultura inventada na dor e
na tristeza
Porque há um mau-humor que transita em torno das
pessoas em qualquer acontecimento
Provocando tendência ao fracasso, a desesperança, a dor,
ao desequilíbrio... onde nada está bom...
E observar que isso é cultura habitual... E aceitar as
pessoas como são, puxa! É um exercício!
Mesmo assim se vê tanta beleza no que fazem e no que
dizem (mesmo com tanta dramatização), imprimem suas sensações de forma natural
e é automático o reconhecimento da qualidade, no dom para arte da palavra...
tudo tão apurado no sentimento, que não há como ficar indiferente ... Sempre
nos surpreendemos com o que nos provocam sua poesia...
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Tem muitos dias nessa hora de esperas
Já não sei contar os dias
Tem dias ásperos demais
E meus olhos se incomodam
nesses vendavais
Tem dias leves
que exercito a calma
Neste instante de agora
me abraça essa emoção do querer
que toma conta dos meus pensamentos
é um bem-querer que quase salta da poesia
só para poder abraçá-lo
terça-feira, 8 de outubro de 2013
tapete das horas
é nesse instante único
que me deito na espera
e vislumbro a quimera
numa prece urgente
e necessária...
que não descansa sob o sol
e não deixa de sonhar...
observo, quase que tocando-te
tamanha vontade de aplacar
a ansiedade das horas
e da prisão dos sentidos
ora grito, ora calo
na verdade, me perco
dedilhando seu poema
num querer de uma entrega
quase que total
não fosse minha desatenta lógica,
que me faz perder a noção
de entender que não é meu o poema
e eu nessa pretensa vontade de fazer parte
esqueço que é preciso o "quereres"
num plural de amor e vontade
e numa entrega inexistente
de olhos e mãos
que me dediques
que me dedilhes
além da impressão
que já pertence ao meu peito
que se desenhe no seu coração
um tapete de sonhos e belezas
dessa primavera que amo
e que respiro nas "últimas" horas
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
gosto de miudezas
a folha
a luz
a caneta
digitais
imprimir o som
na vida simples
noite e dia
o azul cintila
sob ventos sul
desnortear, só quando nas nuvens pisar
deitado, os sonhos são mais leves
quando a.cor.dei, amanheci
e ainda colho o primeiro ar
da manhã, que te conheci
fiz um passeio público
olhei meio sem querer
e vi você a caminhar
gosto de miudezas
guardei seus passos
para ninguém pisar
a luz
a caneta
digitais
imprimir o som
na vida simples
noite e dia
o azul cintila
sob ventos sul
desnortear, só quando nas nuvens pisar
deitado, os sonhos são mais leves
quando a.cor.dei, amanheci
e ainda colho o primeiro ar
da manhã, que te conheci
fiz um passeio público
olhei meio sem querer
e vi você a caminhar
gosto de miudezas
guardei seus passos
para ninguém pisar
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