sexta-feira, 21 de julho de 2017

Templo íntimo

Queria ver o rio
Por um instante dançar com as borboletas amarelas e azuis
Quero sentir o cheiro da flor, da mata...
Ouvir os pássaros...
O tempo se fecha... só quero abrir as janelas desse peito e deixar o ar entrar e limpar tudo por dentro...
Queria um pouco de sim
Queria um pouco mim



segunda-feira, 10 de julho de 2017

poema


abrigo de olhares

dentro de ti, o mundo
com pesos e medidas
absurdas
entrelaços...
meus nos teus passos
minha história
é pra guardar
atravesso quintais
para ver seus poemas
nos varais
sol a sol
me debruço na janela
derramo meu verso
o que não sei calar
de um sentimento
que não sabe
nem aceita morrer
numa vida muda
contos de um sonho
fragmentado
exponho para quarar
quem sabe se cura
da doença do dia
a indiferença
na rotina é uma morte


sexta-feira, 7 de julho de 2017



Desamanhecer

Agora,
na cidade da tua ausência
outro dia
desamanhece. E súplice
um grito escorre na paisagem.
Todos os lugares
são feitos do teu antes.
Da janela,
a noite chega
com as mãos vazias. E
tudo ao fim se esvai
em volta
como um tecido de ventos.


Só meu coração insiste
em erigir teu nome...
para além do esquecimento.


SALGADO MARANHÃO

bálsamo

se todo choro fôsse
dessa lágrima que banha todo o corpo
escorre na alma, represando meus passos, nesse caminhar de lago
haveria aqui proteção em escudos de dentro e de fora
não haveria dor, curava todas as cicatrizes
fosse ele, o bálsamo
...


terça-feira, 4 de julho de 2017

Para quando celebrar o amor, a vida, a inspiração...


Passe todos os acontecimentos pelo filtro do amor
Partilhe os sentimentos, essa vida pulsante dentro de ti
o sopro, a alegria, a dor...o bem querer.
"Não se canse de fazer o bem"
Ame o quanto baste
para tudo basta o amor

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Toda prece é sentida

Abri os olhos...
Olhei tão profundamente
E lá eu estava, dentro da prece
Fechei os olhos...
Como se algo partisse meu peito...
A oração se desenhou no meu rosto...
Lavou minhas mãos, os olhos, os sonhos
O coração quis ser o abraço mais doce
O silêncio vai conduzir a música dessa hora
Toda prece é sentida
A beleza que transforma e torna sagrado
Cada ato, pensamento e a palavra de vida.



teu rastro


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Da docilidade do tempo




O mesmo que passa e acaricia a gente...


O mesmo que dá o alerta para os cuidados de si... e do outro


O mesmo que diz não ficar, está sempre em movimento...


Transformando... Maturando... Ensinando


O tempo da música no meu peito, com suas pausas, seus silêncios...


Com toda dinâmica e intensidade... me faz viver na emoção


Em cada compasso, um folego novo preciso, para sustentá-la, junto comigo,


Suavemente, sem romper o en.canto...


Impressa pela voz, com todo sentimento.


Esse tempo color.ido... seja sempre escrito


Nos instantes da vida, sempre preciso!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

ah palavra!
Porque não se diz logo
ouça o vento, mesmo de mansinho ele diz a que veio...
há tanto estranhamento ao falar o sentimento
compartilhar seus afetos, a emoção....
ah palavra, nesta casa, sempre muda...

diz o que me melhora...
diz o que necessito ouvir...
Fala!

Fala


da leveza de ser

sustentar tudo o que é excesso...
em demasia, seja poeira ou brilho
olhar pelas frestas para o mundo
às escondidas para o sentimento
atrevido, atravessa meu agudo
quebrando a nota, levando susto
lá do sol fa.la.do.r
e eu perco o ar
me esqueço de respirar
a flor do peito à flor da pele
o inusitado que nunca acontece
é tenso sustentar a nota
e a mesma intenção
é crescente e livre



a sair por aí desenhando um sorriso nos olhos... é a minha paisagem
há que transformar o mundo num espelho, essa luz que reflete o desenho
de lábios abertos...
sim. há que registrar a alegria na vida dos outros.
sim. há que se olhar pelo véu do amor.
sim. todo sentimento aqui esta articulado nesse amor.
até quando a vida dói
até quando sorrimos aos prantos
até quando o grito não sai
pensei contar da simplicidade da vida
mas eu só sei complicar, o que é simples, e o que é vida
tenho que agradecer por olhar de novo e de novo
assim visito as emoções e desenho sorrisos sinceros
ainda que ninguém veja...

terça-feira, 27 de junho de 2017

Lágrima



Carrega o peso da memória de todos os sentidos
Misturados nesse peito aflito, muitas vezes em convulsão

Tem tanta palavra pra te cantar
Liberdade era o tempo pra mastigar
Libertar te doi...
Preciso cuidar de secar os olhos
E deitar nas asas dos sonhos




 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

... da paz





O mundo empurra a vida para a impaciência

E assim... aos trancos... a gente se atropela...

Na pressa, procura-se as frestas

Por onde, discretamente, os sonhos nascem

Não te olho, se esse olhar te ferir...

Há sempre um querer que movimenta

e dá coragem... 

mesmo para a espera

inocente... de compreender a vida

e a noção de viver... de caminhar

de.vagar, quando todos correm



sexta-feira, 23 de junho de 2017



Os olhos estão embriagados desse tempo...
Como  janelas que se abrem na mesma estação...

Dia e noite... faça inverno ou verão

Seu presente é viver amando

E, quando sóbrios, se sentem pertencidos

A todas elas, o tempo todo...

E nesse momento de docilidade, saborear o fruto do amanhã

E bordar os cílios de duvidas e encantamentos que, 

num piscar, dá certeza da vida que acontece hoje e

amanhã virou memória

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Impronunciável

Palavra quando dorme, no silêncio de estrelas
Palavra quando rasgada fraturando o peito
Palavra caída, meio sem jeito
Palavra tímida ou em desespero
Palavra ainda não inventada ou sem sentido
Palavra despida de sonhos, quereres ou mansidão
Palavra que faz doer no outro todo o mundo criado
Palavra que falta
Palavra sem nome
Palavra muda
... ainda semente, que sonha o fruto
ainda indecifrável!

segunda-feira, 19 de junho de 2017


como nosso olhar sobre o outro pode estar equivocado...

era uma flor quebrada, vivia sempre úmida demais, já quase apodrecendo seus vitais sentidos
ainda ao longe uma réstia da luz do sol
a luz caminhava, suponho, que à força do vento, para além de mim
como posso chegar até você, sem ir...
eu quis usar um vestido de flores
para quando só veem as flores
nos meus olhos, um mundo a gritar, sem palavras
essa luz que vai... vai... um dia chega... um dia fica...
um dia apaga
para alem dos olhos, a palavra que precisa ser dita quer ser ouvida.
para quando o melhor instrumento para comunicar o sentimento
é a escuta do coração.

domingo, 18 de junho de 2017



... o inverno vai passar


Mas esse frio de ontem


Capaz de durar mais uma primavera


As estações passam.... aquele trem parou


Enferrujou os trilhos


Era vez das chuvas


Era vez das secas


E os meus olhos


Esperam sua vez









quarta-feira, 14 de junho de 2017

saber existir

saber andar só, andar a pé
saber e querer olhar a vida
ter uma ideia e o sentido do amor
comunicar o sentimento
pensar a ação
repensar o sonho
o desejo...
acalmar o passo
quando teu coração
sem querer disparar
desfazer os nós
delicada_mente
se preciso for
revirar do avesso
trazer para si o pensamento
te encontrar por dentro
e viver mais perto da paz