neste momento sente tristeza, como que abatida e derrotada...
todo sentimento que a envolve tem a dor, a raiva e o medo...
isso ocorre em momentos que não é ouvida, que não se sente valorizada, quando a emudecem, impulsivamente e instantaneamente quando se manifesta em desacordo com o esperado...
é desafiada a submeter-se o tempo todo contrariada... a esforçar-se por agradar os outros, fazendo suas vontades, no seu tempo, como se houvesse um dono do tempo... difícil equilibrar-se, sem se sentir sufocada ou pressionada a ser perfeita... e como se tudo que pedisse fosse um absurdo, como se não tivesse direitos...
não se enxergar pertencida a um colo: é triste!
não caber no abraço: desconfortável!
não ser digna de ternura: assombroso!
pensa assim: não caber; não estar a altura; nem com toda utilidade ser útil!
seus julgamentos, são (deveras) injustos... é um jeito de existir no mundo de contrariedades.
são tantas necessidades insatisfeitas que é duro de admitir os sentimentos que produzem ali dentro
todos os exageros estão justificados? pode transformar-se sem esperar algo do outro?
dá para calar, suspendendo as dores e debruçando em alguma alegria que a faça reagir positivamente a dar o primeiro e o segundo passo inteira, sem depender do colo e de outros braços (ora cruzados)?
é urgente decidir com valentia e compaixão. dar o passo firme, confiante e com calma, sem pressa, sem ir longe... apenas estar inteira, consciente em cada passo... e de olhos abertos apreciar as belezas do caminho... e saber-se bela na paisagem...
sobre um tempo de ser e estar no outro e em você
sobre organizar sua bagunça sem bagunçar o outro
sobre desalojar alguns sentimentos
sobre abrigar amor e alegria
terça-feira, 29 de outubro de 2019
sábado, 21 de setembro de 2019
terça-feira, 10 de setembro de 2019
desEquilibrio
sob o bombardeio, perde-se o sentido...
entristecidos e em potencial abatimento
o coração se desconectando da razão...
cada dia vejo mais nitidamente meus erros no espelho da vida
cada respiro, certezas saem como o suor sob um sol escaldante
a vida sussurra, mas o coração aos gritos não lhe dá ouvidos
não ser só, no mundo, é a utopia do peregrino
a prece é aquela que faz e da sentido ao que observo e compreendo da vida
não sei compor versos e melodias harmônicos com a alegria e a beleza que ainda vejo
quando penso que cabe, transborda! perco as medidas!
e as perdas e danos que causo traz morte e silêncio, amargor e dor
...
entristecidos e em potencial abatimento
o coração se desconectando da razão...
cada dia vejo mais nitidamente meus erros no espelho da vida
cada respiro, certezas saem como o suor sob um sol escaldante
a vida sussurra, mas o coração aos gritos não lhe dá ouvidos
não ser só, no mundo, é a utopia do peregrino
a prece é aquela que faz e da sentido ao que observo e compreendo da vida
não sei compor versos e melodias harmônicos com a alegria e a beleza que ainda vejo
quando penso que cabe, transborda! perco as medidas!
e as perdas e danos que causo traz morte e silêncio, amargor e dor
...
quarta-feira, 10 de julho de 2019
quinta-feira, 4 de julho de 2019
um novo dia para toda sua vida
(...)!
para você que sabe ser ... um presente!
para renovar uma vontade pela vida ser melhor cada dia
cuide-se bem!
para você que sabe ser ... um presente!
para renovar uma vontade pela vida ser melhor cada dia
cuide-se bem!
quarta-feira, 3 de julho de 2019
In.significância
Creep
uma irrelevância
num pensar
hoje como poema da insignificância
me caibo dentro dessa caixa também insignificante
sob o ponto de vista desimportante da autossuficiência cotidiana
onde “As palavras querem me ser." como já disse o *Poeta da simplicidade da vida
mas eu não alcanço as definições de ninguém, nem as minhas
na estranheza das coisas que são eu questiono e me excluo
as palavras querem dizer da aspereza dum coração, quando machucado,
e queriam vestir uma roupa florida de versos simples... porque sair assim, despida, envergonha
e... dá medo...
"O dia vai morrer aberto em mim." *
uma irrelevância
num pensar
hoje como poema da insignificância
me caibo dentro dessa caixa também insignificante
sob o ponto de vista desimportante da autossuficiência cotidiana
onde “As palavras querem me ser." como já disse o *Poeta da simplicidade da vida
mas eu não alcanço as definições de ninguém, nem as minhas
na estranheza das coisas que são eu questiono e me excluo
as palavras querem dizer da aspereza dum coração, quando machucado,
e queriam vestir uma roupa florida de versos simples... porque sair assim, despida, envergonha
e... dá medo...
"O dia vai morrer aberto em mim." *
*Manoel de Barros
quinta-feira, 6 de junho de 2019
sobre permitir...
"deixar ir..." às vezes independe de um querer nosso. Mas sair de si, sim,depende muito... a gente sai da gente quase que o tempo todo, meio sem sair, mas a gente visita os outros, as necessidades do outro, e as vezes, nos deixamos de lado (do lado de dentro)... faz parte de experimentar a vida, às vezes não morde-la! mas tem horas que é assim mesmo desejamos gritar ao mundo, como numa tosse involuntária e persistente, tudo o que precisamos por pra fora... é que as vezes não existe "fora" tudo nos afeta, o que sai e o que fica, especialmente o que fica dentro.
Desejo que o sair de si, seja uma busca por viver mais e melhor cada dia, cada emoção e sentimentos; que deixar ir seja estar serena com o que às vezes não compreendemos ou não aceitávamos, simplesmente deixa ir, para não incomodar sem pagar o aluguel.... sentimentos que nos aprisionam precisam ir rápido de nós para podermos olhar de maneira livre cada poeira de nós.
terça-feira, 21 de maio de 2019
sexta-feira, 17 de maio de 2019
terça-feira, 7 de maio de 2019
tenho muito pouco tempo
pra dizer que já não lembro
do que eu sonhei pra mim
há um escuro penetrante
um vagar olhar distante
para longe de você
perco as horas, já não penso
pois pensar vai todo o tempo
que escolhi pra te amar
e eu falando coisa a toa
desmembrando a vida boa
que eu preciso a.cor.dar
desse sonho
distante
da
vi
da
pra dizer que já não lembro
do que eu sonhei pra mim
há um escuro penetrante
um vagar olhar distante
para longe de você
perco as horas, já não penso
pois pensar vai todo o tempo
que escolhi pra te amar
e eu falando coisa a toa
desmembrando a vida boa
que eu preciso a.cor.dar
desse sonho
distante
da
vi
da
sexta-feira, 5 de abril de 2019
O modo de amar do outro
...provoca muitas e profundas reflexões (e às vezes pode incomodar)
... incomoda não corresponder com a palavra certa que define ao outro o seu modo de amar (às vezes não se descobriu ainda; às vezes não parece suficiente para alcançar o coração do outro)
... cada um tem suas expectativas
... tudo tem um sentido muito profundo e urgente e nesses tempos é preciso muito equilíbrio e autoconhecimento para lidar com tantas questões e nem todos temos essa qualidade de detalhar sentimentos e a própria existência
... me ocorreu que eu mesma não vivo profundamente por medo talvez do que encontrar no desconhecido de mim
... por querer uma coisa, achar que sei o que sinto e o ter a capacidade de observação, mas não "sei" compartilhar, por julgar muito o outro
... é um processo de autoconhecimento que me perturba (...)
... amar é uma decisão! e tudo que cabe nesta decisão precisa aproximar uns dos outros e não afastar. Toda vez que afasta precisa de mudar uma atitude, um comportamento... e para mudá-los é preciso reconhecê-los
.... fico tentando buscar na memoria, lembrar de mim, de coisas que eu fazia, de como reajo as situações e momentos, do que perdi com minhas atitudes ou a falta delas, do que ganhei também... identificar e descrever tudo isso me parece quase impossível.... e a urgência da vida, das pessoas, do trabalho, de tantas dores das pessoas, me bloqueiam nessa minha busca de mim... sempre me soa desimportante, não-prioritário.
Mas...O modo de amar O outro passa pelo modo de como Te amas!
sexta-feira, 22 de março de 2019
todo tempo memória
Para o lado de dentro...onde o tempo não é!
"O tempo só passa fora da gente!"
Que esse lugar de dentro, onde tu vives inteira
seja um relicário de amor e vida.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
ao medo...
... preciso compor silêncios
essa musica que abranda
os tempos
que vivem hoje sua sentença
de urgências
em dores e medos
não quero uma partitura
de lamento
... não hoje!
quero um silêncio
quase que bordado
não fosse por desatenção
ou por motivo de obrigação
a direcionar o ar
de dentro pra fora
como quem precisa viver
e se tornar intimo de mim
um silêncio onde possa me expandir
como sou
como sei
uma pausa pra eu olhar
com meu próprio olhar
as notas que me compõem
sem importar os ruídos de fora
as luzes que me distraem
dessa atenção, desse passo de dentro
que me carrega nos braços e
há tempos
cansados, me pedem acalmar
como condição de existência
sem mais me abandonar
para melhor conviver
com outros olhares
essa musica que abranda
os tempos
que vivem hoje sua sentença
de urgências
em dores e medos
não quero uma partitura
de lamento
... não hoje!
quero um silêncio
quase que bordado
não fosse por desatenção
ou por motivo de obrigação
a direcionar o ar
de dentro pra fora
como quem precisa viver
e se tornar intimo de mim
um silêncio onde possa me expandir
como sou
como sei
uma pausa pra eu olhar
com meu próprio olhar
as notas que me compõem
sem importar os ruídos de fora
as luzes que me distraem
dessa atenção, desse passo de dentro
que me carrega nos braços e
há tempos
cansados, me pedem acalmar
como condição de existência
sem mais me abandonar
para melhor conviver
com outros olhares
sábado, 29 de dezembro de 2018
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Quando sou pedra....
dura.... porosa...fria... arma... parada... quieta... insensível... silenciosamente bruta...inflexível.
preciso ouvir a prece da semente da paz na terra... do carinho suave e sereno do escuro do ceu ... da presença de amparo de um sol que me acha... para quando me lançarem, a esperança é juntar os pedaços inteiros de mim...e construir uma fortaleza... capaz de em silencio oferecer algo bom... quando essa pedra fala, é um grito... sua voz é como espinho na garganta, mas fere mais que a si mesma
preciso ouvir a prece da semente da paz na terra... do carinho suave e sereno do escuro do ceu ... da presença de amparo de um sol que me acha... para quando me lançarem, a esperança é juntar os pedaços inteiros de mim...e construir uma fortaleza... capaz de em silencio oferecer algo bom... quando essa pedra fala, é um grito... sua voz é como espinho na garganta, mas fere mais que a si mesma
mudez
não há silêncio
é só a pausa do sol... da chuva...do vento...
é quando a palavra descansa.
existe... e sussurra, serenamente... um abraço de c'alma
é olhar...segurando a lagrima
é não piscar para não perder o voo
não fatiar a paisagem
é silêncio dos ruídos
dos sentidos agressivos
que te arrancam de ti mesmo
é equilíbrio.... de dentro pra fora
é mistério não revelado
em constante crescimento
ama.dure.cimento
em constante crescimento
ama.dure.cimento
solidão
... lugar de ficar
de peito aberto
e cavoucar sentidos da vida
setas-sementes daquele
silêncio de morte em crescimento
vagaroso e absurdo
de entrega incansável
no escuro
a desenhar a saída
pra rua, pra luta, pra vida
acreditando nas sensações
quentes e úmidas
que até rasgam a pele
mas a faz acreditar
nos brotos,
suas flores
seus espinhos
seus frutos
seus medos
seus perfumes
sua presença no mundo
das belezas de ser o que é
de peito aberto
e cavoucar sentidos da vida
setas-sementes daquele
silêncio de morte em crescimento
vagaroso e absurdo
de entrega incansável
no escuro
a desenhar a saída
pra rua, pra luta, pra vida
acreditando nas sensações
quentes e úmidas
que até rasgam a pele
mas a faz acreditar
nos brotos,
suas flores
seus espinhos
seus frutos
seus medos
seus perfumes
sua presença no mundo
das belezas de ser o que é
.. só porque talvez dezembro nos abre o peito a gratidão
buscar poesia nas coisas
são belezas que me atraem
e me permito fazer parte
traz leveza para o cotidiano
apesar dos mergulhos serem
muito profundos, para alguem
como eu, que não sei nada(r)
não respiro embaixo d'água
ou por vontade própria
por ideia fixa, pensada, decidida...
apenas é uma invasão que a vida faz
para que eu viva
e a poesia me diz pra viver melhor
a musica conduz meus passos
o sentimento que eu transpiro
conta minha história sempre
que me emociona...
tantos afetos...
tanto querer de me buscar
na beleza das coisas
a poesia da vida
Senhor, exiges de mim um esforço de purificação,
da memória e do coração.
Queres que mergulhe no íntimo do meu “eu”,
para que me reencontre e Te reencontre a Ti.
(...)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Mesmo que dissesse numa palavra direta... Mesmo sendo setas, não acertaria o alvo.
Onde não cabe amor
Nao sei ficar
O silêncio tem a língua afiada
É o que eu sinto quando me pausa o canto
Dor inutilmente alimentada
Debocha do que sinto
Disfarça o riso e a raiva
Quando lava essa face
Expõe os medos e os cansaços
Amortece os sonhos e as esperanças
...
Não tem palavra que transborde
Tudo que ainda cabe no peito
Do lado de dentro, um sacrário
Para sempre...
Onde não cabe amor
Nao sei ficar
O silêncio tem a língua afiada
É o que eu sinto quando me pausa o canto
Dor inutilmente alimentada
Debocha do que sinto
Disfarça o riso e a raiva
Quando lava essa face
Expõe os medos e os cansaços
Amortece os sonhos e as esperanças
...
Não tem palavra que transborde
Tudo que ainda cabe no peito
Do lado de dentro, um sacrário
Para sempre...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
"Mereces un amor que te quiera despeinado, con todo y las razones que te levantan de prisa, con todo y los demonios que no te dejan dormir. Mereces un amor que te haga sentir seguro, que pueda comerse al mundo si camina de tu mano, que sienta que tus abrazos van perfectos con su piel. Mereces un amor que quiera bailar contigo, que visite el paraíso cada vez que mira tus ojos, y que no se aburra nunca de leer tus expresiones. Mereces un amor que te escuche cuando cantas, que te apoye en tus ridículos, que respete que eres libre, que te acompañe en tu vuelo, que no le asuste caer. Mereces un amor que se lleve las mentiras, que te traiga la ilusión, el café y la poesía" (Frida Kahlo).
E quando você encontrar esse amor, quando ele bater sua dor silenciosa em teu peito, você vai entender finalmente que nada pode destruir esse fogo ardente que te queima dia e noite...
Você vai saber que nem o silêncio mais profundo, as longitudes e latitudes, a idade, as dores do corpo e as mágoas da vida podem afastar de ti a dor e a glória desse amor...
Você vai finalmente entender que não há nada, mas nada mesmo que te impeça de amar e viver a grandiosidade e maviosidade de teus sentimentos.
E que não importa o tempo que passe, as feridas que nascem, o sofrimento que te é imposto, nada nem ninguém poderá separar você desse amor que te faz criança e anjo à brincar feliz e querido por entre as flores de teu jardim dos encantados.
E você vira criança outra vez... vai andar de mãos dadas, comer algodão doce em alguma pracinha de lumiares interiores, soltar pipas e voar nos carrosséis da vida como nunca dantes...
E você vai querer gritar ao mundo a plenitude de tê-lo encontrado, vai tocar com as mãos as estrelas do céu e descobrir que elas cintilam festa somente para ti neste instante mágico em que teus olhos perscrutam o universo profundo da ternura e fogo desse amor...
Neste dia de sinceridade com teu coração você vai parar de olhar o fim, de contabilizar perdas e danos, de se entregar ao medo e ao vazio e vais ver que sempre é tempo de um novo recomeço, que você pode ser feliz em qualquer tempo, independente de quem és, onde estás, quem está ou não contigo. Porque você merece ser feliz, você merece este amor, ele é dádiva, presente... que você pode aceitar sem medo de que alguém o arranque de ti...
E então você vai acreditar e viver em sonhos e utopias e vai saber que és um privilegiado sobre a imensa terra que teus pés pisam...
Neste dia de reconhecer e aceitar sentimentos você vai sim descobrir que amar também dói, mas vais compreender que não podes mais viver sem essa dor... e então nunca mais vais querer jogar o que sentes no esquecimento.
Neste dia de glória, de descobertas do amor vivo, ardente, chama pura e flamejante... é esse amor que vai te acordar para a vida e te fazer abandonar pra sempre a vontade de morrer...
E então você vai saber que não há nada neste mundo que te impeça de ser e viver quem é de verdade e de, em completude de alma, amar e ser amado...
Ama... e deixa-te ser amado...!
Maria
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