terça-feira, 24 de junho de 2014

O fluxo obriga
qualquer flor
a abrigar-se em si mesma
sem memória 

(FONTELA, 2006, p. 12)

SEMEIO SÓIS

e sons

na terra viva

afundo os

pés

no chão. semeio e

passo

não me importa a colheita




(Orides Fontela-1940-1998)
Orides Fontela


e a poesia abre um horizonte de possibilidades... quando se sabe escolher ou se é escolhida pela Palavra....

quarta-feira, 18 de junho de 2014

é quase uma obrigação... pedir desculpas!

cresce uma vontade no peito...que me arranha
já tentei cuidar... mas machuca
desculpa!







quinta-feira, 12 de junho de 2014

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Quando o amor encanta a vida da gente... e a gente ama, ama.... e é feliz nas pequenas coisas que a vida lhe oferece... Para hoje, basta o amor. E a alegria que o encantamento trás  quando os corações estão perto... falando a mesma linguagem... comunicando os mesmo sentimentos, as emoções... que às vezes transbordam... e a vida delira....

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

02-06-2014 Reticências para um sonho

Poetisa querida!!! 

Sei de como está seu coração... sei o quanto esperou, o quanto esse momento significa pra ti, minha querida amiga... sabes da minha vontade de estar aí contigo... seria ainda mais emocionante estar presente fisicamente aí, mas saiba que estarei no coração e em pensamento. Sempre torci por você e sei que é o primeiro de muitos outros sonhos que você vai realizar... Um forte abraço, meu e da minha família... sabes que já faz parte de nós, não é? Eu acho que você vai chorar rsrs, mas tenho certeza que é a alegria da emoção que não cabe no peito. Fica com Deus!

terça-feira, 27 de maio de 2014

para alguém que sofre


quanto as dores do mundo se aproximam demais do coração da gente...
e faz nozinhos no peito da gente... e a gente lembra deles a cada respirada mais profunda...
a gente respira mais consciente da vida... e pensa com carinho maior nas pessoas queridas, num momento de dor...
quando as dores do nosso pequeno circulo vazam... a gente faz o que pode para se abraçar e não deixar que aumentem... não podemos permitir que elas se agigantem... porque gigante deve ser o amor, o carinho... e é assim que vamos cuidar dos nossos queridos, seja com nossa presença física(de preferencia) ou em pensamentos positivos, em orações de esperança que sintonizam nosso amor ao amor de Deus; com nosso ombro amigo, com nossos ouvidos e olhos disponíveis, pacientes... com a mudez da língua, mas nunca, jamais com a mudez de um coração...
no pensamento aqui, me falam de fragilidades, de duvidas... mas lembram das superações e que cada um pode "com a força que tem" restaurar-se ... a medida da sua necessidade, com o apoio permanente Daquele que nos deu a vida...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

sobre "quando nem se quer o amor..."

há qualquer coisa que acontece lá dentro
onde já não é pensamento ou juízo perfeito
há qualquer coisa desfeita...se amarrando
e dando nós...de um jeito difícil de desatar
há um canto perdido...onde escondes o olhar
há um grave abandono...
um esquecimento...
quase uma indiferença
há uma prece contornando os lábios
antes no peito, no coração...
e há uma saudade desenhando sonhos
...incontáveis esperas...
desalinhando horizontes
há um vento desatento
que vai... sem nunca chegar



(uma força... que abra os olhos e o peito à procura de luz e proteção. que escancare uma liberdade de amor que aplaque as dores, as falhas... que permita a aceitação das gotas que suprem sua necessidade vital, de um jeito "quase" generoso... não fosse a distância entre essa compreensão e a fome dos sentidos...)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

silencioso pranto


╭✿ havia um eco de um desamor...
era um desses momentos egoístas que "dão de ombros" para corações que machucam outros, que, silenciosamente choram e se esforçam para desenhar um sorriso no rosto, pelo amor que ainda os abraça...
sabe, fico muito triste às vezes, com as pessoas que se fecham num abandono inventado... pois, se afastam... e das suas carências há sempre um inocente sendo culpado...
"dos que realmente...verdadeiramente..." sabem amar!? reunir!?
havia um eco de um desamor criado, cultuado... e passado para próxima geração...

" a boca fala daquilo que o coração está cheio"

se cheio de mágoa (verdadeira, injusta, inventada) todo "carinho" que se tenta fazer, pode arranhar...
a mágoa, traz a nódoa de um tempo de dor que ainda não passou...
não passará, se não abrir o peito à cura... que só possível pelo amor...

se perde a vida no desprezo...na indiferença... na mudez do abraço (que só alimenta um tal abandono)
e aumenta as distâncias...

há em nós uma pequena diferença: meu alimento é o amor...  e se abro as janelas à luz (do dia e/ou da noite) é porque escolho o caminho iluminado... não pretendo morrer, sem ter amado na vida, e a graça da vida é viver no amor....

quinta-feira, 8 de maio de 2014

há um contentamento ainda não totalmente satisfeito...
um amor quer abraçar uma vida
uma vida pulsante, quer conhecer, experimentar...

há caminhos de via unica.... se fores, podes voltar, mas não pelo mesmo caminho...
tem dias, que a gente precisa desenhar um sorriso nos olhos... para que os próprios olhos aprendam a certificarem a alegria... a ponderar o medo das coisas...da vida....da morte....do sim... do não


quarta-feira, 7 de maio de 2014

sobre palavras que enfeitam

quero estar dentro de um abraço... e quero ouvir histórias e canções enquanto fito a vida mais de perto...

sempre tem tanta coisa acontecendo que às vezes esqueço meu pensamento em você... só para dizer, que em meio a tanta coisa que acontece tem sempre aquela que mais importa acontecendo dentro da gente...

claro, o que acontece fora pode interferir e permitir ou não que a gente se demore lá no pensamento...

e pode ser que exatamente o que se vê lá fora é o que sustenta nosso pensamento em algo diferente ou que pode ser a chave da mudança...

tenho lido amigos... todos trazem para fora de si algo relacionado ao tempo (o que foi e o que falta e também refletem sobre o agora); todos de alguma forma me tocam, mexem com o que sou, quando me trazem seu ponto de vista... muitos me mostram o que não fazer, o que não dizer... todos me ensinam viver

hoje, não tenho muito pra falar... ando querendo saborear as palavras... algumas palavras são como alimentos (do corpo, do coração...) sentidas na alma , com calma... é na alma mesmo rsrs.... do nosso jeito de experimentar a vida da gente, a vida sob o olhar do outro... as vezes olhares e bocas eufóricas...., um jeito de experimentar o mundo... nossas relações com o mundo permite a partilha de sentimentos...e ajudam  a nos conhecer muito melhor. Conhecer o outro acaba revelando, desnudando o nosso olhar verdadeiro para o que somos.

eu sou o que sinto. hoje eu uso essa palavra. sei que os sentires às vezes nos provocam. e assim a vida vai acontecendo nos detalhes do dia de hoje. o dia de hoje tem trilha sonora. e eu quero ouvir. que a canção que faltava ontem, embale a alegria do hoje, me traga paz, carinho...e que todos possam ter uma canção como um abraço...

terça-feira, 29 de abril de 2014

o dia fica lindo!

quando acende-se as belezas de dentro...
quando o céu sorri enquanto brinca com as nuvens e o sol...



segunda-feira, 28 de abril de 2014

28/04/2014

há um amor que me aquece e me cobra...
que me tornou melhor e que me ensina a caminhar
há um motivo maior que os meus...

por uma prece atendida
por um querer sem medidas
por um abraço da vida
em amor, em paz, em alegria


tem um sol no meu peito


quinta-feira, 24 de abril de 2014

respirando

respirar as pequenas e importantes alegrias do dia
é essa vida que quero nos meus pulmões...
quero o ar desse coração palpitante

quarta-feira, 23 de abril de 2014

às vezes o coração da gente pede calma
c'alma pra viver um pouco mais
há que se respeitar, o que pode ser um alerta
de quem entende muito melhor a vida

os pés que querem ir, onde mora o pensamento
as mãos que querem afagar o que a gente abraça no peito
e o coração de mais alguém que só quer sossego
não precisa saber de tudo que se perde ali dentro

às vezes atender um pedido, não é concordar
às vezes se pede tempo, mas quem é dono do tempo pra dar?
me ensinam prender o passo, guardar pensamentos
me provam nos meus próprios sentimentos

(...)

me cega a face
me ata a boca
me fecha mãos
me corre
presa
fácil
me atira
chão

(...)

na trilha
venha!
onde estava você
dentro de um abraço
a canção que faltava


quando o mar bate no peito

engolindo choro

alguns dizem que tristeza e dor fortalece...
sei do quanto é que se perde
cada soluço...leva um pedaço
"mas precisas ser forte"
"você é forte!"
à força se arranca mais pedaços
e tudo acaba...
sei de gente que vive aos pedaços
sei de gente que só vive,
porque a memória é o pedaço
mais largo e comprido
que não se dá por vencido,
que não se perde no caminho
e se faltasse a da razão
haveria a dos sentidos




dos sonhos que tive

"não ligue se acaso eu chorar"

a noite passou por mim, serenando a vida...
mostrando que não sei sonhar, nem dormir...
disse-me que a realidade nem existe
para quem não sabe acordar

não ligue. eu vou chorar.
gravidade e a perda dos sentidos...

inúmeras vezes, estende-se as mãos e o olhos...
poucas vezes "colhe-se" abrigo
raramente um olhar cheio...


os olhos caem e se veem perdidos (quando há chão)
quando a gravidade é o exagero da vida
a abundancia do sentir, que dá vida, como folha em árvore...


quando se tem olhos e não se pode ver...
quando se tem mãos e a pele intacta de você
quando a boca fala longe do ouvido


os pensamentos voam, mas não levam o calor
do beijo, do abraço...
quando não há despedida, mas se vão pra nunca mais


e a dor no coração, corta feito lamina afiada...
em câmera lenta... perde-se a vida
a gravidade é a perda dos sentidos