terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Você me escolheu

















a emoção que contorna o seu olhar
inunda minha vida
faz encontrar-me em seu  coração
e não aguento tanto sentimento
a bordar minha ilusão.
tem momentos que contemplo a noite
onde eu sou a escuridão
mas algo me faz maior... é meu sentimento
que ascende  em mim tamanha paixão
(é a vida-o algo a mais que movimenta)
recolho o fio do pensamento
num novelo de recordação
a saudade é ninho do meu peito
a espera de mais uma canção
me toca... me escolhe
me faz voltar atrás
ajeita minha vida
no seu jeito próprio (me dá paz)
de amar
a emoção transforma em fragmentos
a memória de todos os sentidos
(e a mesma emoção me explode por dentro)
e me liberta em sintonia
ao coração que me fascina
faz sina


"há um som atravessado que me ensurdece"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hoje, Amanhã e Depois...

Fragmentos

Há um fascínio suspenso no ar
Que eu respiro...

Eu não solto as palavras quando quero
Elas que se libertam dos medos meus
E trilham seus próprios caminhos (para chegar aí...)
São o que são! (Mas me levam nos braços...)
Não entendo por que tenho de ir junto
Quando preciso fincar os pés na minha terra
Levam o que penso, 
O que sinto...
Contam meus segredos
os sonhos, meus desejos
Eu não me encontro direito
E o mundo "vive"
E eu penso se/mentes
Tento emoldurar o que sinto
penduro planos nas janelas
entrego brindes à felicidade
ás vezes sou cimento
mas há sempre um fascínio
que me faz l...Evitar
més pés no chão
a mente a sonhar
cabeça e coração 
meu eu noutra dimensão

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Observando o mundo além de aqui dentro de mim




Senti a urgência de sua emoção, emocionei-me!
Senti um querer a mais
Quase um “desabafo”, talvez algum alívio.
Fui cercada por seus sentimentos e fiquei impressionada como muitos deles falaram ao meu ouvido, ao meu coração... Como se houvesse tocado a sua pele e experimentado suas sensações...
Agora tenho uma fotografia de sua “alma”. Que a minha memória visita, ainda ouvindo o som de sua voz... Fazendo com que eu escute melhor o que leio e o que já li em você.
Admiro e respeito quem consegue desnudar os sentidos...
Com olhos despindo dores (em cores, na poesia cotidiana da vida)
Um coração desamarrado (desfeito em detalhes de vida, emoção e força) com Cor/Age em todos os versos
Tenho muitos medos que me atam inteira
Mas em sua companhia me sinto mais forte e consciente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

guardei os sonhos e saí por aí





Eu queria saber calar, sem ferir
Eu queria saber calar
mas não sei controlar a emoção
mesmo que não cante, nem diga nada
há um grito em meu peito
que me explode por dentro
Aqui, você.
Onde eu?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

As luzes do Caminho


Nada se perde de você (ou em você)
Me guias por cantos escondidos de mim
há tanto tempo
que se perco logo o encontro
tão mais perto do peito


A palavra que uso é quase um grito abafado
na emoção que move redemoinhos em meus pensamentos
na fragilidade de um corpo quase vivo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Lacuna

"Tem palavras dentro de mim que não sei possuir, como os sentimentos..."


Preencho vagas num coração vagabundo
Lacunas do tempo
Perdidas nas aspas da vida
Um silêncio que não devia ser tão bem destacado em caminhos pontilhados na emoção
Não cala em mim o que quero dizer
Na mudez, os sentidos se articulam, se expandem... e se privam.
No descanso de línguas, o pensamento desenha as certezas  que tenho e firmam quereres em meu coração.
Há uma vida pontuada que busco!
Há uma aflita paixão que me abraça e dá coragem(nas pausas dá-me a mão)
Me leva a caminhos de idas (não tenho morada em teu peito!)
Sigo teus passos. E em silêncio ouço tua voz. Um peito se abre (como porta de casa). Passos apressados caminham pra fora de mim, e levam a emoção da saudade, de um abraço, de um querer sem fim.
Bens importados que nunca vão lhe pertencer, seria ousadia, não fosse o querer...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sufoco

Essa palavra articula um sofrimento com o tamanho exato de me engolir por dentro...
Tenho um medo de não sobrar mais nada...


mas sei que ainda desenho a beleza de dentro em tudo que vejo...





















terça-feira, 22 de novembro de 2011

Momento suspenso no ar (do amar)

Sol, flores, mar, montanhas na pausa do olhar e olhar de novo...
Vento e lágrimas - música da transparência e de um silêncio em seus detalhes...
Poesia simples da vida que pede para ser sentida!

"Fotografar é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração" (Henri Cartier-Bresson)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

(Quando Fui Chuva)



(Quando fui chuva)

"Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto


E só sossega quando encontra a tua boca" 
(Maria Gadú)