há um silêncio de línguas que transborda os sentidos, sem se mover... há, nessa fragilidade de não saber, uma força curiosa e ao mesmo tempo paciente...não me arranque a voz! ainda sei sussurar doces e belas canções, que suavemente podem chegar aos "ouvidos" dum coração que está aberto aos detalhes, as surpresas do dia que se abre ao amor, ao bem querer... Não preciso falar alto a você que está sempre tão perto de mim...há um querer na surdina, num crescente... não tema, não arranque de mim o desejo, não me faça perder a cor, a textura, o encanto da beleza...me deixa assim, parada, no tempo de contemplar o amor, em todas suas nuances...
terça-feira, 29 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
A Linha e o Linho
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
sexta-feira, 18 de junho de 2010
EcoSentir
quinta-feira, 17 de junho de 2010
... do passo para dentro de mim
...e sei olhar pro Alto e Penso além do passo...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
...Amo em silêncio ...
Guardo no peito
Esse amor por você
É a canção
Que eu quero cantar
Ah! Ah! Ah!
É um poema deixado no ar
São palavras
Querendo viver...
São palavras
Querendo viver...
Amo em silêncio
No meu coração
Amo em silêncio
Amo!
Guardo essa paixão...
No meu coração
Amo em silêncio
Amo!
Guardo essa paixão...
Sou como a estrela
Que o dia não vê
Que espera
A noite chegar
Ah! Ah! Ah!
Que o dia não vê
Que espera
A noite chegar
Ah! Ah! Ah!
Hoje meu mundo
É só eu e você
E é nos sonhos
Que eu vou
Te encontrar...
É só eu e você
E é nos sonhos
Que eu vou
Te encontrar...
Amo em silêncio
No meu coração
Amo em silêncio
Amo!
Guardo essa paixão...
Meu coração
Não quer mais
Se guardar
Bate forte
E quer ter você
Êh! Êh!
Não quer mais
Se guardar
Bate forte
E quer ter você
Êh! Êh!
Sou como o sol
Que precisa nascer
E nas sombras
Não pode brilhar...
Que precisa nascer
E nas sombras
Não pode brilhar...
Amo em silêncio
No meu coração
Amo em silêncio
Amo!
Guardo essa paixão
Guardo essa paixão
No meu coração...
(Composição: B.Crewe - B.Gaudio - Versão: Paulo Sérgio Valle)
No meu coração
Amo em silêncio
Amo!
Guardo essa paixão
Guardo essa paixão
No meu coração...
(Composição: B.Crewe - B.Gaudio - Versão: Paulo Sérgio Valle)
terça-feira, 8 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O que a gente ImPorta?
Se não damos merecido valor aos sentimentos que a gente nutre (e aos que mata de fome e sede)... num mundo indiferente, mas que às vezes rouba da gente a nossa paisagem multicor
***
No coração, leva-se um Mundo de “coisas sem valor” como um rio de mágoas…
Isso é medo de viver!
(é se perder no vazio e na dor…)
***
Nada faz sentido sem a luz… e nem importa o tanto de luz que tenho ou que acendo… Importa fazer minha parte e cuidar de não deixar ninguém no escuro, num céu sem estrelas.
(ponte para pedestres-Ibirama/SC)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
INQUISIÇÃO VOLUNTÁRIA
Nas noites em que não há sono, despertam também todas as imputações. O peso então me toma de assalto, o peso, não sei se da culpa, não sei se do medo. Medo da ingratidão, do dedo em riste, ameaçador, inquisitivo, a percorrer meus dias, a precipitar-se contra mim, enquanto abismo que agora me torno.
A luz se apagou sem que os aplausos viessem, a epopéia findou inglória e sem heroísmo. Eu tampouco pude intervir nesse roteiro que escrevi a mãos trôpegas e em linhas vacilantes. Nunca fui herói, nunca ví a bravura nem me deparei com a complacência. Também não suportei a conformidade de ser invisível, nem nunca fui tão leve a ponto de tornar-me peso morto. E nesse descaminho não admiti ser ignorado, por mais obsoleta que pareceu minha presença aos olhos de alguns. Carrego o peso, acato o fardo da labuta, sem apelações. A estrada me é penosa, e esforço-me tanto o quanto é preciso para acreditar que ela também é transitória. De meus vícios, de meus pecados sem anistia, a esses conheço bem, durmo e acordo com eles. Não os esqueço nem no intervalo do sono, nem no estupor do prazer. Mas deles apenas eu devo saber, só a mim interessam, quando num paradoxo me acolhem. Como se saber-me fraco, me fortalecesse mais. Isto posto, que não me cobrem a virtude que nunca exerci, assim como não desejo comer do trigo que não ajudei a semear. Sou aquilo que vêem, aquilo que falo, aquilo que amo e odeio, e até dos meus desacertos me orgulho. Sim, pois eles me impedem que eu me esconda atrás da capa fúnebre da hipocrisia, nem faça do infortúnio muro de lamentações. Oh, como seríamos melhores se não exigíssemos dos outros aquilo que de nós não podemos doar! Carrego sim meus pecados, minha indiferença, meu remorso. Sei da minha lágrima quando pôde ser sorriso, do meu silêncio quando pôde ser palavra, do meu cerrar de punhos, quando pôde ser afago. Levo-os comigo, e os acato, por mais que me dilacerem, pois só dessa maneira poderei ser melhor. Só assim posso aguardar até que o caminho se apresente mais calmo. Até que as virtudes e as cores escondidas também tenham lugar em minha paisagem.
Paulo Osorio
Campinas/SP - Brasil
Publicado no Recanto das Letras
A luz se apagou sem que os aplausos viessem, a epopéia findou inglória e sem heroísmo. Eu tampouco pude intervir nesse roteiro que escrevi a mãos trôpegas e em linhas vacilantes. Nunca fui herói, nunca ví a bravura nem me deparei com a complacência. Também não suportei a conformidade de ser invisível, nem nunca fui tão leve a ponto de tornar-me peso morto. E nesse descaminho não admiti ser ignorado, por mais obsoleta que pareceu minha presença aos olhos de alguns. Carrego o peso, acato o fardo da labuta, sem apelações. A estrada me é penosa, e esforço-me tanto o quanto é preciso para acreditar que ela também é transitória. De meus vícios, de meus pecados sem anistia, a esses conheço bem, durmo e acordo com eles. Não os esqueço nem no intervalo do sono, nem no estupor do prazer. Mas deles apenas eu devo saber, só a mim interessam, quando num paradoxo me acolhem. Como se saber-me fraco, me fortalecesse mais. Isto posto, que não me cobrem a virtude que nunca exerci, assim como não desejo comer do trigo que não ajudei a semear. Sou aquilo que vêem, aquilo que falo, aquilo que amo e odeio, e até dos meus desacertos me orgulho. Sim, pois eles me impedem que eu me esconda atrás da capa fúnebre da hipocrisia, nem faça do infortúnio muro de lamentações. Oh, como seríamos melhores se não exigíssemos dos outros aquilo que de nós não podemos doar! Carrego sim meus pecados, minha indiferença, meu remorso. Sei da minha lágrima quando pôde ser sorriso, do meu silêncio quando pôde ser palavra, do meu cerrar de punhos, quando pôde ser afago. Levo-os comigo, e os acato, por mais que me dilacerem, pois só dessa maneira poderei ser melhor. Só assim posso aguardar até que o caminho se apresente mais calmo. Até que as virtudes e as cores escondidas também tenham lugar em minha paisagem.
Paulo Osorio
Campinas/SP - Brasil
Publicado no Recanto das Letras
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
"Vovó de Fibra!"
As mulheres de fibra, que seguem o que nutrem em seu coração
com fé, vontade, mesmo qdo se calam, abraçam a sua realidade,
da sua familia e comunidade, algumas vezes com a serenidade necessária,
vão tecendo nossas vidas nos valores do amor e da justiça...
Minha avó, Minha mãe, e as Marias da minha vida,
são exemplos de pessoas que me trazem a esperança
que me faz acreditar nas gerações, no poder do Bem....
quarta-feira, 19 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
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