terça-feira, 26 de maio de 2009

Os meus olhos viram os seus…

num lugar onde o sonho é possível,
onde a lua e o sol se encontram e
num instante mágico que se olham,
se tocam e se beijam
A mágica é tão fascinante e, sem truques,
enfeitam seu lugar com a beleza mais pura e também a mais simples.
Nesse lugar eu vi vida
Sem dizer nada meu coração se encheu de alegria e assim senti-me tranquila.
Havia um "muro de pedras". Mas ele não me impediu de ver a beleza dos corações; os gestos doces e as pegadas de amor deixadas nesse lugar;
Alguém querendo mostrar o que de belo brotou em seu coração…e foi compartilhando seus sonhos que conseguiu..
E os meus olhos viram os seus…

Quedas

"Do rio que tudo arrasta, dizemos que é violento, só não dizemos que são violentas as margens que o comprimem." (Goeth)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

FORA DO AR


Fora do ar, da terra,

longe

bem longe do mar…

no silêncio

entre uma batida e outra

do coração.

ECOA E DÓI

Prá que adiar!
Um adeus me conta coisas que não pedi prá ouvir, nunca quis escutar.
Por isso me manda sinais, me desenha dores num corpo febril, já que não escuto os sentidos, fica cada vez mais óbvio, o que não quero enxergar…
e sempre me agarro num sonho (e fujo dele) toda vez que me tráz tristeza…. não dá p’ra montar quebra-cabeça dum faz de conta no meu dia-a-dia… não dá p’ra fingir indiferença se é na vida minha o "dedo do vento"…
Eu não finjo nada!
E…só não quero fazer a leitura da alma e dum coração palpitante de dor, não quero me tornar nisso "um hábito" de horror, onde nada importa, nem meu sonho de amor…
Se o guardo no peito é que ainda é seguro
Se me importo, é que ainda sou gente
Se choro é que ainda sei "sou pequena" e isso é especial
Se te sinto é que não sou indiferente, tenho uma brasa no peito que sente até o sopro do ar que acabou, sinto o cheiro da flor que morreu, mas sinto também a força do amor que venceu!
A dor que me fortaleceu! A alegria de viver cada dia, de em cada sonho acreditar.
Sinto a vida no meu dia-a-dia…
O que me dói é ver que alguém quer para o dia, escuridão...
cega os olhos p’ro amor (porque define o amor na tristeza), em nada vê beleza, inveja o outro, alimenta o rancor, destrói a vida...
e isso é a maior dor: andar na contramão da vida e do amor!
Prá que adiar a vida? Se hoje ela é seu presente.

Pulsante,

é o amor que fica prá toda vida
que alimenta a nossa história
que satisfaz a nossa memóra
a todo tempo de ternura
que ousamos acrescentar
na familia, em nosso lar…

HOJE EU SÓ PRECISO...


do seu carinho e atenção
sua mão na minha, assim,
como você em meu coração
a lua encantando meus sonhos
o sol dando a direção, de ir e vir
pensamentos sem razão!?
sentimentos sem sentido!?
dentro e fora,
agressão
voa sonho fugitivo

AMOR AUSENTE

um vazio tão cheio de nós
de nossos sonhos e vontades
vivemos a saudade numa dor
que é verdadeira e dói
ao sentir um amor ausente
tão presente em nós
que não nos deixa esquecer,
que não tráz alegria
que não ensina a viver
quando nasce um amor ausente
a vida tá me ensinando a morrer,
e eu!?
Eu não quero!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tristes Ais

silêncio de luz é escuridão
é que não sei te esconder
da iris,
da carne,
do sopro
de mim

sobre a tristeza poética

que invade o coração da gente e… dói.

Li, reli, e não aguentei tive de lavar a alma! Esses Poetas que sabem como tocar no coração da gente, e expõe o sentimento como uma ferida aberta e sangrando o tempo todo, sem alívio algum… e isso impressiona!
Fico pedindo a Deus que a dor, a tristeza que encharca a poesia possa estar somente nos versos e não mais no peito do poeta. Que ao adorná-la com belos versos, possam se sentir libertos de tanto sofrimento, que não sintam na vida que lhes falta amor, que nunca desistam de amar, porque é o amor e não a dor que move o mundo. Cada gota de amor absorvido, num gesto, num olhar, é capaz de curar mil feridas, e a ternura da amizade (que é por amor) possa acalentar os corações e harmonizar o canto forte, do pulso, da pausa, da música que corre nas veias que latejam todo sentimento…


terça-feira, 14 de abril de 2009

Noturno

"Observando a memória com seu olhar noturno
Trocando passos escritos à mão
E esse vai-e-vem contra mim"



" observando a memória,
lanço um olhar noturno
e dou passos escritos à mão
de vai e vem, de sim de não
sem pensar muito nessa louca direção
abrindo poros…tentei abrir janelas
dentro de mim…
mas necessito tuas mãos
já que caminho teus passos
dispensando um aceno, um adeus,
o choque das mãos
que nunca se tocaram"

Quando observo a memória de mim ela me acena um adeus sem fim

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Deixando o ar me respirar


Um beijo ao ar que me respira
E a fome que devora meus sentidos
Uma dieta de sonhos


Para acordar os meus instintos
Trancando as janelas nas noites frias
Puxando a cortina dessa cega luz


Um abraço ao mar que veio invadir minha praia
(Levar-me inteira num grão/areia)
E para ilha me mandou seguir


(...) Ainda toco o céu com as mãos
Na folha que me cabe,
guardei sementes de mim


Quando a chuva me lavar
e o vento soprar minhas mudas
vou dobrar no tempo

...
Foto: Poetisa Maria

terça-feira, 24 de março de 2009

Reagindo

...
quando tudo te faz poesia:
teu olhar, teus sentidos…
a boca, os braços
o nada dito
a emoção, que abre o chão
te leve ao céu numa explosão
de alegria, de sensações
de ar, de asas, de imaginação
um sonhar a mais
numa fresta, um horizonte azul
sinais multicores
desejos, olhares
um sopro de amor
por si e pelo que se move
por dentro e por fora
poesia é assim
pra ser sentida
na carne,
no pensamento
no peito…

causando todas as sensações

Aberta



Meu Sonho

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar…

Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.

Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?

Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

(Cecília Meireles)

A Rosa e o Botão

Me faz VALER

Quando me deixo cativar
Na verdade é o amor
Falando e olhando pra mim

E por amor
Deixo meus medos de lado
Distribuo sorrisos aliados
Ao olhar que te encoraja, te desperta

Quando ouço o canto dos pássaros
O murmurio das águas, a musicalidade da chuva
Permito-me transportar para um sonho de luz
E é o amor que me conduz…

Envolvida nessa alegria, me permito o querer
E me apaixonar por tudo que a vida me oferece
Porque em mim, dentro de mim, há amor…

Esse sentimento é a medida do valor
Que agrega à minha vida, um sentido
Único, especialmente verdadeiro

O amor dá permissão para a transformação
Ensina a buscar o equilibrio, serenamente
E me orienta, quando me sinto perdida e só

Me faz enxergar as belezas do mundo
E das pessoas do mundo
Me lembra que posso cometer erros, enganos
Que posso perdoar e ser perdoada

Eu posso amar e ser amada

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Laço e Anzol





vou jogar a fita no azul
agarrar nas gotas desse brilho raro
me deixei fisgar e me machucar
nessa pescaria sou peixe morto

meus lábios estão dormentes
rasgou-se da boca pra fora
um vão no meu pensamento
me faz inventar outra história

tumores, rumores, seus trapos
fiapos de linguas ardentes
uma trouxa, outra moça
uma vida quase morta

pega o peixe, larga o peixe
um feixe de luz que me cega
cristalina/mente
sorrateira/mente

vou me jogar na fita azul
vou me lançar no anzol
um coração de isca
vou me engolir no mar

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

encontro calado














vens ao pensamento
vejo-te. sinto-te
na brisa do mar,
no canto das aves,
no sol e no sal
que beijaram
meu corpo
tão belo é o sentir
que te tenho aqui e ali,
no vão dos dedos,
na linha do horizonte,
no vento que me distrai