sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

dentro e fora do possivel

rose rocha-parque da cidade jundiaí

"quando se experimenta esses abandonos na vida da gente... a gente dói inteira... se quebra um pedaço todo dia... uns pedaços a gente espalha para contar da dor... enquanto grita...vive! outros pedaços a gente engole...e eles pesam demais no peito...às vezes, nos levam ao chão...em desespero... a face e a pele...se vestem do desânimo... e vivem como se dormissem, mas não sonham..."

...calam a voz, mesmo que a prece no peito, confessa o querer desmedido...por um sonho

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ovelha abatida

eu... me perco tao profundamente em mim, que nunca acho as palavras certas para dizer do que há, do que se passa lá...lá onde eu vivo (ou já morri)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

aceitação

palavra muda e articulada

"Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais."

Ana Jácomo

sobre ficar...



PEQUENO TRATADO
SOBRE A ILUSÃO

voar é um exercício solitário e
a melhor metáfora do pássaro


muito mais que um canto
reinventando o silêncio

é sua relação com o vazio
e não raro com a falta de ar

quase o sentimento
de quem se percebe só
em pleno azul e cai

atingido pelos disfarces
oceânicos dos apegos

carregando artifícios sobre
as asas e mirando as certezas
diluídas no pouso desfeito

nem só por isso mas a vida às
vezes dói como o pensamento
rebelado que não se desfaz

na colheita das lembranças
extirpadas pelo medo

canções dissipadas
e suas tatuagens muito
além da pele

algo crescente e imenso que
uma vez desfeito nem
o silêncio revela

(Lau Siqueira)

das partes inteiras...



O PRÓXIMO MINUTO

Cada dia
tem uma manhã inteira
uma tarde ainda mais longa,
uma noite que se diria sem fim.
Cada dia
de uma série ininterrupta
de dias, semanas, meses, anos.
E já não está fácil
o próximo minuto.


(Paulo Hecker Filho, em Poesia Reunida. Organização de Alexandre Brito e Celso Gutfreind)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

uma poesia que surge no olhar...

'Eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências...' (Caio F. Abreu)
























E chegou o dia em que o risco de continuar espremido dentro do botão era mais doloroso que o de desabrochar." (Anais Nin)


























"Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído". (Marguerite Duras)


para delinear os olhos


sondagem

"Meus pés iriam com flores andar sobre o teu silêncio." (Hilda Hilst)

Sobre "Desistir dos olhos..."

O amor acaba quando poesia desiste dos olhos.

A poesia acaba quando amor desiste dos olhos.

(Frases de Guilherme-Ilha de um homem só)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

desistência

Há um comportamento que só enfraquece,  diminui, emudece. ...
atordoa e amordaça. Ata os nós com mais força...arranca dos olhos bons horizontes. ...
mesmo que saibas exatamente o que deveria fazer, você simplesmente pára.
Há uma lente de areia nos olhos e há lama nos pés...e uma força covarde gritando: desisto!
Não é decisão! É pressão...
por abandonos dobrados
não há vazios, mas há tantas barreiras de contenção pedindo socorro. ..


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"rio descoberto"



"...tenho as asas de sonho
de indefeso passarinho
Joga a primeira pedra
Pousa os olhos em mim
Sou como um rio descoberto
Só de saudades de ti
(...)
Tô cansado de abandono
Quero um colo pra dormir

(Oswaldo Montenegro)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

quero caber dentro do sonho....

Tem palavras que nos prendem
tem palavras que nos afastam
... igual a tanta gente
Algumas se dão melhor no gesto
outras provocam o silêncio
até que(h)a c alma
e... Há sempre outra opção. ..

Só quero hoje é caber no sonho....

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015


pensei em como traduzir os sentimentos que trago no peito...
pensei em como dizer o que penso sem ferir...
sou sempre muito pensativa... então desejo ter bons pensamentos.
e desejo que as pessoas possam pensar antes de dizer e escrever coisas que maltratam o outro... e fazem isso de forma gratuita e ridicularizam-se perante o outro...
vejo algumas pessoas perderem boas amizades por não se respeitarem.
então, minha prece, hoje, é para que se respeitem mais...
para quem ama, o respeito já vem naturalmente.
respeite também aquele que você não sabe amar e respeite aquele que não te ama
desejo que haja paz na liberdade de amar e ser amado
que haja luz e que eu possa escolher o melhor caminho
que eu possa ter escolhas... boas escolhas, e você também!
Torço para que sejam mais felizes.
Feliz Hoje para todos que me leem aqui. Feliz 2015!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014


"Cada um dá o que recebe
E logo recebe o que dá,
Nada é mais simples,
Não há outra norma:
Nada se perde,
Tudo se transforma."

http://letras.mus.br/jorge-drexler/184062/

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mês da Mãe, Maria... Tempo da Espera....Tempo de reafirmar a fé

Desejo a todos um Santo Natal...
Que possamos experimentar espera da mãe...
Que possamos acreditar no Amor...
Que reavivemos em nós o entusiasmo pela Vida...
Que possamos oferecer um coração, um bom coração de presente...


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

emprestando as palavras do poeta...


"Às vezes, me devoro com os olhos...
Olho-me... com estranheza, espanto imerecido,
questiono o imprevisto, o que de súbito caiu como uma tempestade,
e encharca a alma, e despenca em lágrimas... face abaixo,
abrindo um vazio, um buraco, uma imensa cavidade.
Às vezes, avidamente me contemplo...
Olho-me... com beleza e pasmo... feliz... estou embevecido.
Danço em alegria, conto estrelas... faço poesia,
e em noites de silêncio, agarro a minha alma e ela em mim,
e nós, nos aquecemos em madrugadas de calafrio.
Outra hora... vejo-me assim... tomado de sofreguidão,
e depois... um contentamento me abraça em êxtase,
e sutilmente vem abater a minha aflição.
Mais pareço... metades:
Sou inquietude e calmaria... noite e dia,
celebro o afortuno, e depois me calo em frente... a agonia.
Às vezes me encaro... em busca dos meus limites, do que sou,
como não consigo encontrar coerência no meu existir,
provoco os meus acertos e desafio os meus erros,
desabo ali... levanto em seguida, e assim, sucessivamente... eu vou.
Não quero saber quem inventou a distancia, nem o tempo,
não quero saber quem criou a incerteza, nem a dúvida,
tão pouco necessito conhecer quem trouxe a alegria e a dor,
só sei que tudo é fugaz como uma ventania,
hora... o destino me diminui, outras vezes me permite recompor.
E tudo vem... às vezes como um temporal sem fim.
Traz desventura, amargura, depois... riso e destemor.
Outras vezes instala como um posseiro e não sai de mim.
Só sei que... isso também passa...
Some o desassossego, desfalece a inquietação,
e a alegria vence a solidão.
Aí eu... tento outra vez... sonho de novo,
a vida não vai morrer comigo... tudo é uma doce continuação,
minha dor só serve para mim, minha alegria... espalho... por aí,
e para os outros... deixo a elegância do meu riso,
mas, sei que isso também passa...
mas se preciso,
deixo o que jamais desprende da minha alma,
e “isso nunca passa”...
o meu amor." - Ari Mota - Isso Nunca Passa